3 de jun. de 2010

O SIONISMO É UM CÂNCER - DEVE SER EXTIRPADO

Laerte Henrique Fortes Braga

Em Portugal se usa a expressão cancro para um câncer. “Doença caracterizada por uma população de células que cresce e se dividem sem respeitar os limites normais, invadem e destroem tecidos adjacentes e podem se espalhar para lugares distantes no corpo através de um processo chamado metástase”.

O sionismo, que controla os Estados Unidos e o estado de Israel é um cancro. Tem que ser extirpado. Não respeita limites normais, invade e destrói células adjacentes e se espalha por diferentes partes do mundo num processo em que a metástase é destruição de qualquer possibilidade de futuro digno. A opção dos outros países do mundo é buscar a sobrevivência como nações soberanas e íntegras em si e por si, ou submeter-se a essa doença estúpida.

Imaginar que é possível controlar o processo de crescimento dessas células sem o tratamento adequado e no momento preciso, é aceitar resignado o fim.

A tendência que se observa é levar a boçalidade sionista para conversas infindáveis, tímidas advertências sobre a ação contra pacifistas em águas internacionais e continuar a permitir o massacre de palestinos, um genocídio que envergonha nações ditas democráticas.

Acreditar que Obama vá tomar alguma atitude é acreditar em fantasias. Obama só difere de Bush no estilo. É mandatário de um grupo terrorista que controla o complexo ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A. Um espertalhão que faz o discurso da paz, comprou o prêmio Nobel da Paz e impõe ao mundo as mesmas guerras boçais que Bush impôs e os norte-americanos, historicamente, como precursores do terrorismo de Estado, tem imposto em cada canto do planeta.

Mentiram sobre as armas químicas e biológicas no Iraque, mentiram sobre o Afeganistão (onde estão sofrendo sérias derrotas militares) e sustentam o terror praticado por Israel contra o povo palestino. Submetem países como a Colômbia à condição de colônia e subjugam pelo horror da violência o povo colombiano (as eleições foram uma fraude).

Patrocinam golpes de estados como o que aconteceu em Honduras em junho do ano passado para atender a interesses de seus acionistas. Não têm respeito por absolutamente nada que não seja a vocação imperialista e terrorista que os caracteriza. Sequer pelos seus cidadãos. Associações de veteranos norte-americanos das guerras do Iraque denunciam que foram usadas armas químicas e biológicas e muitos deles, hoje, padecem de doenças incuráveis por conta desse patriotismo canalha que é a marca registrada da empresa ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Tem seus tentáculos doentios espalhados por todo o mundo, por todos os países. No Brasil não se ouviu uma única palavra do candidato presidencial José Arruda Serra de condenação à barbárie contra pacifistas. É a face visível de um dos tentáculos dos EUA. Como o seu partido o PSDB.

A brasileira Iara Lee, libertada depois de humilhações impostas pelos terroristas de Israel, afirma ter imagens que comprovam a barbárie dos militares daquela organização criminosa. Os espanhóis detidos a bordo de navios que levavam ajuda humanitária a palestinos denunciaram maus tratos e o governo de seu país parece estar disposto a contemporizar para evitar problemas já que sede de importantes bases da OTAN, braço do terrorismo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. O silêncio covarde do rei que tem mania de querer mandar os outros calar a boca. É cumplicidade se assim agir.

Os mortos pelos terroristas israelenses são todos turcos e estavam á bordo dos navios abordados pelos piratas sionistas.

O crime chocou inclusive a judeus ortodoxos que não praticam ou vivem dentro do espectro terrorista do sionismo. Na quarta-feira manifestaram-se diante da Casa Branca, matriz do terrorismo de estado mundial.

O presidente da EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, Barack Obama, uma empulhação absoluta, disse que seu governo vai buscar junto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas as sanções contra o governo do Irã.

Matar, saquear, roubar, estuprar, torturar, manter campos de concentração, construir muros, condenar um povo ao genocídio, tudo isso pode, desde que seja para garantir o sócio no terrorismo sionista.

A culpa é do Irã. Um dos porta-vozes do governo terrorista de Israel negou maus tratos e afirmou que “nós judeus não deixamos ninguém morrer de fome”. Judeus não, mas terroristas sionistas sim.

Os países que se pretendem soberanos precisam repensar suas políticas externas, aqueles que não querem aceitar o jugo desse novo Reich e buscar formas além da diplomática para enfrentar essas hordas de bárbaros e insanos. Não há sentido no diálogo se ele é unilateral e serve apenas às potências terroristas para manter as políticas de violência e estupidez que mantêm em todas as partes do mundo.

No caso específico do Brasil é necessário parar e pensar sobre que futuro queremos. Se o tacão nazista dos EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, ou se desejamos ser protagonistas ativos de um futuro de paz e prosperidade que signifique mais que liberdade, signifique justiça em todos os sentidos.

Contar com as forças armadas brasileiras é bobagem. Em sua imensa e esmagadora maioria é controlada de fora pela organização terrorista. Pensam e agem como norte-americanos.

Num momento em que percebemos a força de nosso País, o acordo Brasil, Irã e Turquia é hora de perceber também que somos uma grande nação e estamos vivos e despertos para a realidade. A força dessa vida há de vir do povo, da rejeição aos canalhas que se rotulam patriotas, sejam civis ou militares.

A experiência do terror está viva ainda, falo do golpe de 1964, o período que fomos colonizados e brutalizados pelos EUA, com a cumplicidade da maioria dos nossos militares.

O que aconteceu com a flotilha que levava ajuda humanitária a palestinos não pode ser assunto de uma semana de mídia, mesmo porque a grande mídia é podre, corrupta, comprável e é um dos tentáculos do terrorismo nas suas mais variadas formas, a alienação é uma delas.

Houve um crime contra a humanidade, uma barbárie. Um ato de insanidade reprovado e condenado inclusive por judeus capazes de compreender o significado de Israel para esse povo, mas capazes também de rejeitar esse papel de potência terrorista.

E as armas nucleares de Israel? Vai aí alguma sanção? Nada.

A culpa é do Irã.

Quem se der ao trabalho de conhecer os resultados das investigações sobre o 11 de setembro de 2001 vai ficar estarrecido com as mentiras do governo de Bush. Milhões de norte-americanos começam a questionar essas mentiras.

O dilema vivido pelo povo palestino é o mesmo, embora não tenha ainda atingido a essas proporções a barbárie explícita, contra povos africanos, latino-americanos, asiáticos, na cobiça desmedida da organização EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

É aquela história da flor, batida e surrada, mas real. Arrancam uma flor, pisam no jardim e entram em nossas casas quando não mais podemos reagir.

A falência da Europa é uma realidade que se constata a cada dia. A construção de uma comunidade onde as grandes potências determinam os rumos dos países mais fracos resultou nessa distorção que se verifica na Grécia e vai em escalada natural atingir Portugal, Espanha, Itália, até que outros sejam devorados.

O fator principal? A Comunidade Européia, a despeito de um  ou outro vagido de independência, é um dos tentáculos do terrorismo político, econômico e militar do complexo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Nações como a Grã Bretanha precisam pedir licença a Washington para ir ao banheiro.

As políticas da organização terrorista para a África são de terra arrasada. Não importam as mortes por fome, as doenças, as guerras civis, nada disso, importa que possam chegar e tomar conta das riquezas. Não foi por outro motivo que os assassinos de Tel Aviv ofereceram armas atômicas ao antigo regime branco da África do Sul.

Na Ásia a China isola-se em torno de seus interesses de grande potência. Fecha-se, cuida de si e o Japão já percebe o abismo que se avizinha. Países como Paquistão submetem-se ao terrorismo dos norte-americanos.

A Rússia, outrora contraponto desse terrorismo se vê a cada dia mais cercada por bases militares da OTAN e o governo do presidente Putin segue a política de uma no cravo e outra na ferradura, sem enxergar que está ficando isolado e perdendo força.

As posições brasileiras refletem, neste governo Lula, o grito de independência. Quando um jornalista como Élio Gaspari, pressupostamente sem rabo preso (era assim antes de receber convite para passar dois anos em Harvard) afirma que não temos nada com o Oriente Médio, ou com o Irã, está apenas vendendo o discurso do patrão. Do dono. Presta-se a isso.

A ação terrorista de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A é um câncer e se não abrirmos os olhos a AMBEV vai continuar pagando os estudos da filha de José Arruda Serra nos EUA, com a certeza que se o pilantra de São Paulo for eleito presidente da República viramos um Paquistão da vida.

Você acha que a AMBEV é brasileira? Deixa de ser bobo, já foi, não é mais. É como a VALE, dentro de dois anos no máximo transfere sua matriz para um país europeu.

Ou tratamos o câncer terrorista de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A agora, ou a metástase vai nos levar a uma condição sem futuro algum que não a morte como País independente e soberano.

Temos a ver com o Irã sim. Não importa a distância. Temos a ver com o mundo globalizado segundo a ótica dos donos. Temos que optar pela sobrevivência como Nação soberana.

Não é esse simplismo hipócrita de críticas escritas em Washington que vai nos levar a permanecer bípedes, ao contrário dos que já caíram de quatro.

As lições da ação terrorista de Israel estão aí. É só percebê-las. E o mundo não se esgota em nossa geração, existem as gerações vindouras, nossos filhos, netos.

Que Brasil vamos querer para eles? As críticas à política externa brasileira são exatamente porque a política externa brasileira não tira os sapatos, como a de FHC, ou a de Serra, para revistas humilhantes em aeroportos de New York, por chanceleres trêfegos e sem caráter como qualquer Láfer ou Lampreia da vida.

É um exame preventivo que previne e detecta o câncer. Ele está aí. EUA/ISRAEL TERRRORISMO S/A. 

O caminho passa necessariamente pela integração latino-americana. Do contrário seremos esmagados como se esmaga a baratas. E se pensarmos bem, baratas são eles.  

http://blogln.ning.com/forum/topics/o-sionismo-e-um-cancer-deve?page=1&commentId=2189391%3AComment%3A322817&x=1#2189391Comment322817



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Os ativistas a bordo do Rachel Corrie mantêm sua intenção de chegar até Gaza

O “Rachel Corrie”, o barco que fazia parte da flotilha solidária com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e que teve sua viagem atrasada, mantém sua intenção de chegar a este território costeiro, em que pese o violento ataque levado a cabo ontem pela armada israelense contra outros barcos em que morreram nove ativistas.

O barco, em que viajam quatro irlandeses, entre eles a prêmio Nobel da Paz Mairead Corrigan Maguire, navega com umas 48 horas de atraso com respeito ao resto da flotilha , já que teve que permanecer no Chipre por problemas logísticos. Porém, desde o movimento irlandês de solidariedade com a Palestina que organizou o barco, espera-se que chegue amanhã às águas de Gaza.

Um dos irlandeses a bordo, Derek Graham, explicou que o barco leva material educativo, materiais de construção e alguns jogos. “Tudo que há a bordo foi inspecionado na Irlanda”, assegurou à imprensa irlandesa. “Gostaríamos de ter o caminho livre” para chegar até Gaza, assinalou.
Por sua parte, em declarações à televisão pública RTE, Maguire assegurou que “nenhum” de seus barcos leva armas, “mas meramente ajuda humanitária”. A Nobel da Paz defendeu a missão “para assegurar ao povo de Gaza que o mundo se preocupa” com eles. “Seu porto está fechado durante quarenta anos (...), 1,5 milhão de pessoas, uma população como a da Irlanda do Norte, permanece separada do mundo por este cerco ilegal e desumano em Gaza”, recordou.

“Pode-se imaginar se isso ocorresse aos 1,5 milhão de pessoas na Irlanda do Norte, o mundo estaria gritando para que isto parasse”, sublinhou Maguire, que incidiu que em Gaza há carência de medicamentos.
Por outra parte, sete cidadãos irlandeses foram detidos durante a ação de ontem, se bem que uma das ativistas já foi deportada para a Irlanda. O ministro de relações exteriores irlandês, Michael Martin, tem se mostrado muito crítico com a atuação israelense e tem pedido a libertação de seus concidadãos.

“Temos pedido a libertação incondicional dos cidadãos irlandeses detidos atualmente em Ashdod”, assinalou o ministro à imprensa, sublinhando que “não entraram ilegalmente em Israel, foram pegos em águas internacionais e levados a Ashdod”.

Um alto responsável da marinha israelense advertiu, em declarações ao jornal ‘Jerusalem Post’, que suas forças serão mais agressivas em futuras ocasiões ante os barcos que tentem romper o bloqueio a Gaza.

FONTES:

Autor:


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30 de mai. de 2010

RECONSTRUÇÃO REVOLUCIONÁRIA NO SEPE -RJ

“É melhor morrer na luta do que morrer de fome”

Este lema cunhado por Margarida Maria Alves em seu último discurso antes de ser morta, expressa e explica a motivação para a luta do trabalhador rural brasileiro que optou pela resistência ao latifúndio e à exploração do trabalho. Assim ela viveu, lutou e morreu assassinada a mando de um latifundiário.


Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande (PB), foi covardemente alvejada no rosto no dia 12 de agosto de 1983, em frente à sua casa e ao lado de seu filho, por ordem de José Buarque de Gusmão Neto, usineiro de Alagoa Grande, detentor de grande poder político e econômico no estado e, inclusive, no Colégio Eleitoral que elegia o Presidente da República na época da Ditadura Militar. Julgado somente 18 anos depois do homicídio, o usineiro e chefe político

paraibano foi absolvido em junho de 2001 de seu covarde, hediondo e notório crime; mais um dos que seguem impunes entre os milhares perpetrados direta ou indiretamente pelos poderosos.

Na sua trajetória militante, Margarida Maria Alves se destacou sobremaneira na luta pelos direitos trabalhistas dos trabalhadores rurais de Alagoa Grande e do Brejo Paraibano, incentivando-os a fazer valer de fato o que lhes era negado pelos donos do poder econômico e político na região. À época, como resultado de sua liderança, foram movidas setenta e três reclamações trabalhistas contra engenhos e contra a Usina Tanques, de propriedade do mandante de seu assassínio, o que, em pleno período ditatorial, produziu uma grande repercussão e atraiu sobre si o ódio dos latifundiários locais que passaram a ameaçá-la e a tentar intimidá-la. Margarida, além de se não deixar abater por essas ameaças e intimidações, tornava-as públicas e fazia questão de respondê-las.


Margarida Maria Alves, nome de flor mas fibra de aço, mulher sertaneja, trabalhadora rural e líder sindical, morreu na luta, mas de fome a classe dominante não a matou.


Em sua homenagem, é realizada todos os anos no mês de agosto a Marcha das Margaridas que reúne milhares de trabalhadoras rurais
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25 de mai. de 2010

Assine o Manifesto de apoio a Frota pela Liberdade em Gaza

Envie para o e-mail: culturaypaz@culturaypaz.org


Estimados amigos, debido a las informaciones que llegan desde Israel de que nos bloquearán en alta mar durante semanas, queremos mover este manifiesto y conseguir el mayor numero de adhesiones posibles a ver si conseguimos que la diplomacia consiga dejarnos entrar en la franja de Gaza. Es por lo que os pedimos vuestra firma y que hagáis llegar a vuestras amistades y conocidos el manifiesto buscando su adhesión. Podéis enviarnos vuestro nombre, profesión, organización a la que se pertenece si es que se pertenece a alguna, etc. al mail de la Asociación culturaypaz@culturaypaz.org para que podamos ir sumando adhesiones.
 
La idea es que a finales de la semana que viene, cuando estemos frente a las costas de Gaza e Israel nos haya cortado el paso, hacer público el manifiesto pidiendo la mediación del gobierno español como presidente de turno de la UE. Cuantas mas firmas y mas conocidas sean mejor, mas repercusión tendrá el manifiesto!
 
Ciertamente necesitamos vuestro apoyo, sin él todo indica que podríamos llegar a pasarnos hasta tres meses bloqueados en el Mediterráneo unas 600 personas y miles de toneladas de ayuda humanitaria.
 
Muchas gracias y un fuerte abrazo solidario desde Estambul. Podéis ver el
blog http://solidariosengaza.wordpress.com donde hemos colgado algunas crónicas, fotos y vídeos de los últimos diez días en Turquía.
Un saludo.

LOS ABAJO FIRMANTES,
Creemos que la situación de embargo que sufre la franja de Gaza es insostenible por mas tiempo. Una situación que ha llevado en los últimos tres años a mas de un millón y medio de personas a vivir en la mas absoluta precariedad y a merced de los deseos variables de Israel.
 
Como demuestran los informes de diferentes ONG´s que trabajan sobre el terreno, la sanidad, la educación, la agricultura y cualquier tejido productivo ha quedado completamente devastado. Con este embargo, las mujeres y los niños han quedado desprotegidos sufriendo en primer lugar sus terribles consecuencias. Las violaciónes del derecho internacional, que incluyen violaciones de los derechos humanos, constituyen una dimensión fundamental de la crisis de Gaza. El castigo económico es la más dura consecuencia del bloqueo israelí. Las políticas de empobrecimiento sistemático han hecho que Gaza, donde las principales fuentes de ingresos son la agricultura, la pesca y otras pequeñas industrias, ahora produzca menos de lo que producía hace una década.
 
La población de Gaza es utilizada como un instrumento de guerra, ya que está sometida al hambre y privaciones constantes en clara violación de la ley internacional. De acuerdo con cifras proporcionadas por IHH, la Fundación para los Derechos Humanos, las Libertades y el Socorro Humanitario, y las autoridades palestinas, la ayuda internacional en el suministro de productos alimenticios y medicamentos sigue siendo necesaria para ayudar al pueblo de Gaza y que pueda vivir una vida digna. Esto significa que se debe poner fin y por completo a la ocupación directa o indirecta de la región, y demuestra la importancia de las organizaciones no gubernamentales de todo el mundo en su apoyo al pueblo de Gaza.
 
En este sentido queremos manifestar nuestro apoyo sincero y público a la Flotilla por la Libertad de Gaza formada por nueve barcos de diferentes nacionalidades, en los viajan ciudadanos españoles, así como solicitar al gobierno español que garantice la labor humanitaria que vienen a desarrollar en la franja de Gaza los cientos de activistas que acompañan el cargamento de miles de toneladas de ayuda humanitaria que llevan las embarcaciones, haciendo valer el derecho internacional.

Primeras firmas:
 

· Jose Delicado Molina, diseñador gráfico, España.
· Maria del Mar Fernandez Llamazares – Jurista, España

usw..

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24 de mai. de 2010

A dialética da conciliação-Nova carta aos "brasileiros"?

A novela da sucessão

Luiz Werneck Vianna

24/05/2010
Em uma democracia de massas, uma sucessão presidencial suspende a marcha ordinária da política, põe sob tela de juízo o script até então estabelecido e se abre às promessas da novidade. Como em uma novela, esse é um momento em que se começa a delinear o esboço de um próximo capítulo a partir da interpretação do que acaba de se viver. Toda história tem um autor, em princípio o senhor da trama que tece, mas todos já ouvimos falar da experiência de escritores que se surpreenderam quando viram personagens, nascidos da sua imaginação, ganharem animação autônoma, passando como que a agir por conta própria.
Quando há um processo de sucessão institucionalizado, mesmo em regimes políticos autoritários, como ocorreu aqui em tempos recentes, a mudança no comando político nunca é trivial – a passagem do bastão nos governos dos generais-presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo, cada um deles levado ao poder por um círculo homogêneo de eleitores muito restrito, como se sabe, não desconheceu o conflito e a mudança de rumos.
No entanto, a presente sucessão transcorre, ao menos até aqui, de acordo com as estratégias dos dois principais candidatos, a de Serra e a de Dilma, como se o próximo capítulo – inevitavelmente, mais uma vez, sob a égide dos partidos de hegemonia paulista, o PT e o PSDB -, já estivesse comprometido a reprisar, com retoques, os anteriores. Tanto a retórica de Serra quanto a de Dilma apontam para essa direção, os dois reivindicando para si o papel de melhor intérprete para continuar um roteiro supostamente consagrado.
As diferenças se resumiriam a questões operacionais na condução da economia, como, por exemplo, na questão de juros e no grau de relativa autonomia a ser desfrutada pelo Banco Central diante das autoridades governamentais. Serra, como Aécio Neves preconizava, não seria um candidato de oposição, definindo-se como um pós-Lula. Dilma, por sua vez, seria Lula como um outro corpo do Rei, em vigília fiel de quatro anos à espera que seu verdadeiro titular reocupe seu lugar. Nesse jogo de simulações, o que importa, para uma candidatura, é a herança da popularidade de Lula, e, para a outra, não confrontá-la. Não importa que o cenário do mundo esteja mudando à frente de todos, como bem atesta a profundidade da crise da União Europeia, logo em seguida à crise financeira de fins de 2008. Como que indiferente a ele, a pauta dos candidatos segue obedecendo aos cálculos do marketing político.
Mas há algo nesse enredo que não encaixa. Se Dilma pode ser eleita pelo lulismo, não poderá governar com ele, na medida em que ele é atributo intransferível do carisma do seu inventor. Ela terá de governar com o PT e com a coalizão política que a eleger, na qual está o PMDB, com um dos seus cardeais instalado na Vice-Presidência da República. Por outro lado, o bordão nacional-popular não é próprio para a nova inscrição internacional do país e para as aspirações de projetar o capitalismo brasileiro na economia-mundo, que requer uma gramática dominada pelo pragmatismo.
Uma indicação disso está nas abdicaçôes de José Eduardo Dutra presidente do PT, e de Antonio Palocci, um condestável da política econômica, das suas pretensões eleitorais a fim de assumirem posições de comando na campanha eleitoral de Dilma. Caso ela seja eleita, não há outra leitura possível, ambos serão guindados ao seu ministério, além, é claro, do Henrique Meireles. De outra parte, Serra, mesmo que não confronte com o governo atual, para que seja um candidato competitivo, terá de sustentar outro andamento à história em que estamos há 16 anos envolvidos, apresentando alternativas persuasivas que garantam continuidade a ela, em especial em matérias como a da questão social e a do crescimento econômico. Nessa agenda, deve ser incluída a valorização de uma vida civil ativa e autônoma, uma vez que não são compatíveis com a nova democracia política brasileira as tendências que aí estão de estatalização dos movimentos sociais, inclusive dos sindicatos.
A novela que nos tem como seu público obrigatório, a essa altura incapaz de mobilizar paixões, destituída de suspense, com suas reviravoltas e artimanhas nossas velhas conhecidas, não deve passar pelo hiato da Copa do Mundo. Depois dela, cairão as máscaras da dissimulação, e o enredo ficará tenso e cheio de surpresas: é ainda possível manter, na frente agrária, o agronegócio sob a pressão dos movimentos sociais do tipo MST; como compatibilizar, com os dois lados ganhando, os interesses dos chamados ruralistas com um vigoroso movimento ambientalista, hoje identificado com uma candidatura presidencial?
Noutra ponta: o nacional-desenvolvimentismo, com seus imperativos políticos de projeção do poder nacional, pode encontrar lugar em uma economia conduzida pelo eixo Henrique Meirelles-Antonio Palocci? Qual a dialética que poderá sustentar a política externa atual com as necessidades, a essa altura inarredáveis, do país ocupar uma posição entre os grandes do mundo? As demandas pelas reformas trabalhista e previdenciária, desejadas pelo empresariado, como se haverão com a resistência dos sindicatos, hoje, em franco processo de recuperação da sua força de outrora? Lula, no seu tempo, que já não é o de agora, pôde conciliar esses antagonismos. Alguém mais pode?
Luiz Werneck Vianna é professor-pesquisador do Iuperj e ex-presidente da Anpocs. Escreve às segundas-feiras
E-mail: lwerneck@iuperj.br

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