8 de jun. de 2007

COTAS RACIAIS

A política de “ação afirmativa” implantada no Brasil não é uma “jabuticaba”, ou seja, já foram adotadas políticas semelhantes antes em países como: Estados Unidos; Inglaterra; Canadá; Índia; Alemanha; Austrália; Nova Zelândia e Malásia, entre vários outros, visavam oferecer as minorias étnicas, religiosas, um paliativo em razão de séculos de discriminação e racismo.

O mal do Brasil é querer inventar a roda. Por que não estudar e examinar detalhadamente estes exemplos anteriores e verificar quais foram seus pontos positivos ou negativos? Determinaram um período de tempo para sua duração? Apontaram “portas de saída“, e em caso afirmativo, quais?

Sem estas análises preliminares repetiremos os mesmos erros de sempre, que históricamente emperram o Brasil. O provisório torna-se definitivo, a universalização do ensino transforma-se em depreciação, vulgarização e banalização de ensino.Determina-se uma política ou editam uma Lei e esquecem de prover os subsídios necessários para efetivamente torná-las eficazes.

Para enviar um e-mail ao editor do blog, clique aqui.
Assine o Blog


7 de jun. de 2007

LUIS NASSIF ONLINE

Ruim com mídia, ruim sem mídia


Na "Folha" de hoje, mais um sinal desse conflito crescente mundial entre poder político e mídia. É um jogo novo que ainda não foi suficientemente entendido por nenhum lado.

No México, o Congresso decidiu acabar com a Lei Televisa, que beneficiava a Globo local. Quando foi aprovada a lei, segundo a matéria da “Folha”, houve pressão da rede de televisão, ameaçando parlamentares com matérias. Lá, como aqui, recorre-se ao expediente de se valer do escândalo como ferramenta política. Ou da barganha de dar visibilidade a políticos, jornalistas e intelectuais que se disponham ao apoio incondicional.

No “Globo”, Mirian Leitão analisa a questão venezuelana. Fala das arbitrariedades de Hugo Chavez, o que não deve estar muito longe da verdade. Mas atribui a má vontade da televisão venezuelana ao fato de Chavez ocupar muitas vezes o horário nobre, desarrumando a grade de programação. Como a grade é sagrada, e TVs abertas têm direito divino à concessão, fica assim legitimada a tentativa de golpe contra Chavez.

O jogo é muito mais complexo do que parece e a coluna da Mirian evidencia a perda de referência da mídia. A conspiração se legitimou a partir do momento em que Chavez investiu contra um dos pilares das modernas sociedades de massa: a grade de programação. Esse exagero da Mirian é significativo para entender esse processo de auto-sacralização que fez a mídia se desprender dos demais poderes, perder as referëncias, não entender os novos tempos, e se considerar poder absoluto.

Historicamente, a mídia tradicional (jornais, rádios e televisão) foi elemento fundamental de equilíbrio de poderes dentro de um sistema democrático, com surtos de exagero e de autoritarismo (vide campanha contra Vargas, campanha contra Roosevelt, o apoio ao macartismo). Muitas vezes foi utilizada pelos proprietários para turbinar outros negócios. Muitas vezes, para exercer poder político. Mas em países com um mínimo de diversidade, a própria mídia se auto-regulava.

Acontece que, desde o episódio Watergate, houve um porre quase generalizado na mídia, inclusive dos países centrais – veja, a propósito a reportagem de capa da última Carta Capital. De moderadora dos poderes, tentou se transformar em poder central. Principalmente depois que se consolidaram redes de televisão com uma capacidade muitas vezes maior de atingir as massas. Os fenômenos Berlusconi, na Itália, Carlos Slim, no México, Globo, no Brasil, mídia espanhola nas últimas eleições, talvez sejam os mais significativos desse período. Assim como os episódios do impeachment de Collor, das tentativas de impeachment de Fernando Henrique, até a guerra santa contra Lula, onde se chegou a um paroxismo inédito, uma batalha sangrenta que marcou o fim do poder absoluto da mídia.

O grande fator legitimador de sua atuação – o de investir contra qualquer forma de concentração de poder –virou-se contra ela, quando quis se sobrepor aos demais poderes, usando seletivamente o escândalo como arma política.

É curioso esse jogo, ainda mais em plena ascensão das novas mídias. As notícias do mundo todo revelam uma desmoralização gradativa de todos os grandes veículos, depois que tentaram se apossar do poder político. Com as novas mídias, o uso da notícia como ferramenta política perde força rapidamente porque pode ser facilmente desmascarado - como foi em muitos episódios recentes.

No caso brasileiro, as extravagâncias, a incompetência flagrante da cobertura política nos últimos anos, contribuíram para uma desmoralização adicional.

Ruim com ela, mas e sem ela? Nos próximos anos, o crescimento das novas mídias permitirá criar novos anteparos aos demais poderes? Qual será o grau de afrouxamento do governo Lula, com a desmoralização de um dos poderes moderadores e, mais que isso, com a desmoralização dos demais poderes, com a geléia-geral em que se converteram os partidos, com a desmoralização das ideologias como elementos aglutinadores? Esse quadro caótico seria o melhor cenário para uma mídia profissional e competente poder exercer sua função de ajudar a reorganizar o pensamento nacional. Mas a velha mídia se suicidou.

O resultado das loucuras do ano passado foi péssimo para a mídia. Mas não foi bom para o Brasil.


Luis Nassif

Para enviar um e-mail ao editor do blog, clique aqui.

Assine o Blog

5 de jun. de 2007

Evasão Escolar



RJ: Ministério Público investigará ensino adotado em São Gonçalo

O Ministério Público instaurou inquérito para apurar denúncia feita pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) contra a Secretaria municipal de Educação de São Gonçalo (RJ). Além de ter mudado o método de alfabetização nas escolas municipais, a prefeitura gastou R$ 850 mil na compra do material didático. A nova metodologia do Instituto Alfa e Beto foi criticada por especialistas, que a consideram ineficaz. Segundo o colunista Ancelmo Góis, do jornal O Globo, num dos textos o aluno é obrigado a repetir a frase: “Encontramos três burros, comigo quatro”. O novo método adotado já está sendo implementado em São Gonçalo, mesmo contrariando professores da rede pública. Ao todo, 12 mil crianças deverão ser alfabetizadas

(O Globo – RJ, Fernanda Pontes, 17/05/2007)

Assine o Blog.

2 de jun. de 2007

O sistema educacional alemão

Das Deutsche Schulsystem*

Da 1ª. à 4. Série : Grundschule (Primário)

Após o Primário, de acordo com o boletim, segue-se à um destes três caminhos:

Da 5ª. à 9ª. Série:

“Hauptschule”

Encerrando com o “Hauptschulabschluß”

Da 5ª. à 10ª. Série:

“Realschule”

Encerrando com o “Mittlere Reife”

Da 5ª. à 13ª. Série:

“Gymnasium”

Encerrando com o “Abitur”

Para os que obtiveram o “Hauptschulabschluß”, pode-se depois fazer uma “Ausbildung” ou “BAS” (Berufsaufbauschule).

A “Ausbildung” dura cerca de 2 a 3 anos com estágio de 3 a 4 vezes por semana. É encerrada com o “Gesellenbrief”.

Para os que quiserem ir mais adiante, podem fazer o “Meister“ (magistral) ou “Techniker”. Meister“ dura de um à dois anos. É finalizado com a “Meisterbrief”, podendo-se então ir para a Fachhochschule. “Techniker” dura dois anos, podendo-se também mais tarde ir para a Fachhochschule.

Para os que obtiveram o “Mittlerereife”, podem mais tarde fazer o “FOS” (Fachoberschule) ou o “BOS” (Berufsoberschule). O “FOS” dura de um à dois anos, encerrando com o “Fachabitur”. Podem também freqüentar a Fachhochschule. Já o “BOS” dura dois anos, encerrando com “Allgemeine Abitur”. Com ele, pode-se tanto freqüentar a Fachhochschule quanto a Universidade.

Os que fizeram o “Abitur”, são os únicos que podem entrar direto para a “Fachhochschule” ou para a “Universidade”. A Fachhochschule obtém oito semestres; mais tarde pode-se fazer o “Diplom”. Já a Universidade obtém dez semestres, podendo-se também mais tarde fazer o “Diplom”, depois a “Promotion” ou o “Dr” – doutorado, etc.

*Schirley und Helmut Auffinger

Para enviar um e-mail ao editor do blog, clique aqui.




1 de jun. de 2007

Educação

Sérgio Cabral reconhece dificuldades na Educação

O governador Sérgio Cabral reconheceu que a educação pública está tendo um progressivo esvaziamento de qualidade, por falta de melhores condições de trabalho para os professores e funcionários. Ele defendeu o secretário de Educação, Nelson Maculan, nesta segunda-feira pela manhã, após cerimônia de assinatura de contratos da Cedae, no Palácio Guanabara. Maculan disse que o setor está em crise.

– A declaração do secretário foi extremamente franca a respeito da educação pública não apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o país. A educação faliu no Brasil. Temos de reconhecer que a educação pública, nos últimos anos, vem sofrendo um esvaziamento de qualidade. Basta dizer que os professores do estado não recebem reajuste salarial há 11 anos – ressaltou Cabral. [PARA SERMOS UM POUQUINHO MAIS EXATOS, 12 ANOS]

Para o governador, é fundamental prestigiar os professores e, para isso, não vale mais tapinhas nas costas nem discurso fácil. Cabral destacou que profissionais de ensino precisam ter um poder aquisitivo de acordo com a importância.

Segundo o governador, somente melhorando as condições financeiras do estado é que o governo poderá aumentar os salários dos professores, em particular, e do servidor estadual, em geral.

Atos como estes, em que a Cedae firmou parcerias com empresas para otimizar seus recursos, aumentando a receita e diminuindo os gastos, farão o governo do estado ter dinheiro para aumentar os salários dos funcionários, em especial da educação, segurança e saúde que são nossas prioridades – disse Cabral.

O governador reforçou dizendo se dar por satisfeito se terminar o governo podendo afirmar que recuperou, senão totalmente, ao menos em parte o poder aquisitivo do magistério, dos policiais e dos profissionais de saúde [E LÁ SE VÃO MAIS QUATRO ANOS], vou me dar por muito satisfeito. Segundo ele, só assim se poderá exigir desses funcionários uma boa prestação de serviço.

Para enviar um e-mail ao editor do blog, clique aqui.

Jornal Nosso.