<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124</id><updated>2012-01-27T17:45:13.242-03:00</updated><category term='somos todos palestinos'/><category term='pcb'/><title type='text'>Penso? Logo existo.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>269</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-7136061437116632920</id><published>2012-01-27T17:41:00.001-03:00</published><updated>2012-01-27T17:45:13.253-03:00</updated><title type='text'>A sociedade prescisa de uma polícia cidadã e democrática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://www.diarioliberdade.org/" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;" target="_blank"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  -  [Antonio Carlos Mazzeo] "Não sei como", mas a PM tem meu endereço  eletrônico ... e acreditem, me enviou um e-mail "explicativo" &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23644:pinheirinho-naji-nahas-alckmin-imprensa-e-policia-contra-7-mil-moradores-pobres&amp;amp;catid=257:repressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=131" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;" target="_blank"&gt;sobre a ação (desastrosa) daquela corporação no Pinheirinho&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; ..&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O e-mail, (noreply@policiamilitar.sp.gov.br) procurou justificar  o injustificável, a partir de um conjunto de informações que  misturaram, de modo quase infantil, o obviamente conhecido com  distorções da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2vCc8pb0XZo/TyMMw6gAS1I/AAAAAAAACIE/EOQ8JwX6E1U/s1600/COVARDIA2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" src="http://2.bp.blogspot.com/-2vCc8pb0XZo/TyMMw6gAS1I/AAAAAAAACIE/EOQ8JwX6E1U/s320/COVARDIA2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;O mais incrível disso tudo, é que a PM/SP não admite sequer que possa  ter havido excessos na sua ação.&lt;/b&gt; Nada, a não ser cínica autopromoção corporativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivamente, a divulgação desse e-mail propagandístico reflete o  desespero dessa corporação policial-militar diante do profundo desgaste e  descrédito em relação à sociedade. Ainda que possam existir segmentos  que apoiem e compartilhem a concepção de mundo existente na PM, a grande  maioria da sociedade, de fato, não a vê com bons olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desconfiança da população é de tal monta que, surpreendentemente  ouvi ontem, de uma apresentadora de um conhecido telejornal matutino, ao  comentar mais uma das trapalhadas da PM/SP (na Marginal Pinheiros, em  São Paulo, que acabou expondo a vida dos cidadãos em tiroteio  irresponsável em meio ao trânsito e que provocou a morte de senhor  aposentado) que quando a polícia chega "queremos chamar o ladrão"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dito, em todas as vezes que me refiro às PMs,&lt;b&gt; que essas  corporações representam uma forma de organização policial obsoleta e  decrépita,&lt;/b&gt; porque produto do período &lt;b&gt;da ditadura militar-bonapartista&lt;/b&gt;, e  em descompasso com um país que almeja a institucionalização da  democracia em moldes clássico-burguês. Melhor dizendo, as PMs constituem  uma uma herança da forma societal autocrática do período imperial, com  formação das guardas nacionais, ou como foram designadas oficialmente,  Corpo de Guardas Municipais Permanentes, criados no período regencial  (1831 - 1840), momento de muitas revoltas populares, como a Cabanagem,  no Pará, a Balaiada no Maranhão, a Sabinada na Bahia e a Guerra dos  Farrapos, no Rio Grande do Sul, essa maior e mais longa, e com a  participação da oligarquia dissidente do poder central. Todas essas  revoltas foram afogadas em sangue, em brutais repressões para garantir  tanto a unidade nacional ameaçada, como o poder das oligarquias  hegemônicas e a autocracia de uma burguesia de caráter mercantil e  agroexportadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo que esse corpo policial nasce para garantir não somente o  poder central, como também os poderes regionais, sob comando dos  latifundiários &lt;b&gt;(no caso de São Paulo, o fazendeiro Tobias de Aguiar, não  por acaso o patrono da PM/SP)&lt;/b&gt; todos promovidos a "coronéis" do Corpo de  Guardas. Mais tarde, na República Velha, esse corpo de guardas  transforma-se em Força Pública, mais uma vez a serviço das oligarquias  autocráticas, com intuito de repressão dos movimentos populares, em  especial, a Grave de 1917, em SP, Revolta dos Marinheiros e a revolta de  Canudos, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ditadura militar-bonapartista, transformou essa força em Polícia  Militar, ainda na perspectiva da autocracia burguesa, para reprimir os  movimentos operário-populares e conter quaisquer possibilidades de  oposição à ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que podemos depreender desse sumaríssimo histórico, é que essa  organização policial-militar, em seu núcleo genético, atua como corpo  estranho à sociedade. Dizendo de outro modo, numa formação social de  extração colonial, como a brasileira, onde a chamada "sociedade civil"  (ou na definição de Marx, &lt;b&gt;a sociedade civil burguesa&lt;/b&gt; -bürgerliche  gesellschaft ) era "gelatinosa" e consequentemente fragmentada,  utilizava-se desse tipo de força policial e, inclusive das forças  armadas, para garantir a autocracia burguesa e a exclusão dos  trabalhadores da vida e dos processos decisórios nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento histórico atual, onde a luta de classes aponta para um  processo de democratização&lt;b&gt; (aqui, no sentido das formulações  lukacsianas)&lt;/b&gt; de longa-duração, uma das tarefas imediatas é reconstruir  as instituições de poder do Estado e entre as prioridades, está a  urgente restruturação das forças de segurança internas, quer dizer o  conjunto da força de polícia. O que a sociedade deve discutir é o  caráter de uma força policial, que obrigatoriamente deve ser cidadã e  comprometida com a democracia, o que não encontra reverberação na atual  conformação das arcaicas PMs. &lt;b&gt;Não é mais possível deixar a segurança  pública nas mãos de tecnocratas e de autocratas&lt;/b&gt;. A sociedade tem o  direito e a obrigação de participar decisoriamente das políticas  públicas de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se afrontar urgentemente esse problema, há que se evitar que  corpos policiais &lt;b&gt;fiquem nas mãos de governadores despreparados e  demagógicos, comprometidos com interesses locais ou de classe&lt;/b&gt;, que  ignora de per si, os interesses gerais da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma tarefa que não pode ser adiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-efSRh7V6sFM/TyML1KxXqEI/AAAAAAAACH8/Y6m4S6RYZsI/s1600/mazzeo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://2.bp.blogspot.com/-efSRh7V6sFM/TyML1KxXqEI/AAAAAAAACH8/Y6m4S6RYZsI/s200/mazzeo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Antonio Carlos Mazzeo &lt;/b&gt;é professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e membro do Comitê Central do PCB.&lt;br /&gt;. &lt;br /&gt;grifo meu [PK] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100001324124814" target="_blank"&gt;Facebook do autor&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-7136061437116632920?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/7136061437116632920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=7136061437116632920&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/7136061437116632920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/7136061437116632920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2012/01/sociedade-prescisa-de-uma-policia.html' title='A sociedade prescisa de uma polícia cidadã e democrática'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2vCc8pb0XZo/TyMMw6gAS1I/AAAAAAAACIE/EOQ8JwX6E1U/s72-c/COVARDIA2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-8434708970886685089</id><published>2012-01-23T20:41:00.001-03:00</published><updated>2012-01-23T20:45:07.468-03:00</updated><title type='text'>Pinheirinhos, a verdade</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://blogdopacha.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Blog do Pachá&lt;/a&gt;  - Minha posição quanto às questões sociais é bem clara; simplificando  meu pensamento sempre serei favorável a uma distribuição justa de renda e  condições dignas a toda a população. No entanto dizer isso já tornou-se  um clichê e é nos momentos de confronto social que as posições ficam  evidentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oREaSZ9bGho/Tx3weOPOTJI/AAAAAAAACHU/ApEh5HKqam8/s1600/direitos+humanos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-oREaSZ9bGho/Tx3weOPOTJI/AAAAAAAACHU/ApEh5HKqam8/s400/direitos+humanos.jpg" width="342" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Algumas pessoas dizem não ter opinião formada e esperam alguém  escrever uma crônica bonita falando mal da polêmica em torno do assunto.  Aí caem de pau partilhando a crônica que definiu suas posições pelo  Facebook ou em correntes de e-mails. Outros atacam agressivamente  movimentos sociais sem sequer ouvir suas reivindicações. Criminalizam  quaisquer revoltas populares. Não percebem que geralmente para haver  quórum para um movimento organizado é porque há uma causa em comum  àqueles cidadãos que se organizaram. E para chegarem a esse ponto, na  maior parte das vezes, aquelas pessoas já tentaram e não conseguiram ter  algum direito social atendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seria muito errado generalizar as posições pessoais como se todas  as pessoas seguissem cartilhas doutrinárias. Eu, por exemplo, não sou  filiado a nenhum partido e não pretendo nunca me filiar, pois há uma  necessidade em mim de liberdade para mudar de opinião sempre que achar  justo. Por isso não quero aceitar cegamente opiniões alheias. Não posso  negar, no entanto, que meu conceito de Justiça passa sim pelas  reivindicações de muitos movimentos sociais e um deles é o dos  trabalhadores sem teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais da metade das poucas pessoas que começaram a ler o post já  abandonaram a leitura até aqui - tenho certeza. Uma pena, pois vou  embasar meu texto em fatos para demonstrar minha posição. Primeiramente  há no Brasil, de acordo com dados de 2011 da Câmara dos Deputados um  déficit habitacional de 5,5 milhões de habitações. Considerando 4 a 5  pessoas em cada habitação a necessidade é para entre 22 e 27,5 milhões  de pessoas de acordo com os dados oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site Transparência São Paulo diz que neste estado há uma carência  de habitação para 5 milhões de habitantes e, além disso 6,2 milhões  vivem em áreas ainda não regularizadas e sem as mínimas condições de  habitabilidade. Seriam necessários 60 anos de políticas públicas  adequadas para zerar esse déficit no estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de São José dos Campos em 2004 uma área de 1 milhão e 300  mil metros quadrados completamente vazia foi ocupada por pessoas que  faziam parte das estatísticas do governo. Gente que não tinha condições  dignas de moradia ou que moravam longe demais dos grandes centros e por  isso perdia oportunidades de trabalho, além de dinheiro e tempo com os  transportes públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uniram-se aos ocupantes 300 moradores que haviam sido despejados de  outra ocupação ali perto, a do Campo dos Alemães. Outra ocupação que  teve seus moradores despejados com a promessa do governo de uma moradia  digna em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 7 mil pessoas de acordo com a Polícia Militar e mais de 10  mil de acordo com os militantes habitaram o lugar. Lá se estabeleceram,  construíram e ampliaram suas casas, tiveram filhos, montaram comércios,  trabalharam. Nos últimos 8 anos deram ao lugar uma função social  prevista na Constituição Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enorme terreno, no entanto, pertence à massa falida de uma das  empresas fantasmas de Naji Nahas; a Selecta S/A, que deve R$15 milhões  só em impostos à prefeitura de São José dos Campos e nunca teve sequer 1  funcionário, de acordo com O Observador Político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naji Nahas, que não é permitido de pisar em nada mais nada menos do  que 40 países por conta de seus crimes internacionais, ficou conhecido  no Brasil depois de quebrar a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Ele  captava empréstimos em bancos para suas empresas fantasmas e investia os  empréstimos na Bolsa através de laranjas que recebiam um percentual do  lucro. É uma forma de fazer negócios consigo mesmo e se blindar de  prejuízos. Lucro certo que foi parar entre outros na conta do  ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois descobriu-se o envolvimento de outras figuras públicas nas  negociatas de Nahas. Pitta, Daniel Dantas, Salvatore Cacciola e outros  bandidos foram desvelados através da Operação Satiagraha da Polícia  Federal, que atualmente é também tema de investigação por ter vazado  dados para a Rede Globo ainda durante a apuração. Para entender mais das  negociatas mencionadas veja o infográfico feito pela equipe UOL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, no final de dezembro a decisão judicial saiu e foi  favorável ao despejo. Desde então começou uma guerra entre entidades  judiciais favoráveis ao despejo das famílias e destruição de tudo que  foi construído no terreno e entidades favoráveis ao uso constitucional  das terras. Depois de alguns atos de violência policial e muito terror  psicológico às famílias chegou a ordem que parecia definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ordem suspendendo a reintegração de posse foi assinada por um  juíz federal, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo disse que é  independente. Por isso a OAB disse haver uma quebra do pacto federativo e  o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo revelou ter sido  surpreendido pela decisão unilateral paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o portal R7, o juiz Rodrigo Capez, que responde pela  presidência do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) afirmou neste  domingo que o Tribunal de São Paulo e o Tribunal Regional Federal são  hierarquicamente equivalentes e a decisão de um não pode se sobrepor à  do outro. Rodrigo Capez é irmão do Deputado Estadual pelo PSDB Fernando  Capez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das 6h da manhã de domingo cerca de 2 mil policiais  militares chegaram enquanto a maioria da população dormia à região para,  com força desproporcional desalojarem as 1600 famílias. Sindicatos  próximos também foram cercados para não mandarem apoio, líderes  comunitários sumiram temporariamente e deputados e vereadores  simpatizantes à causa foram isolados pela polícia de acordo com o Vírus  Planetário. Além dos policiais guardas municipais de São José dos Campos  foram à batalha com armas de fogo e usando luvas de borracha (para no  caso de uma eventualidade não ser identificado o autor do disparo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celulares e máquinas fotográficas foram apreendidos também. Os  relatos são de espancamentos e até mortes. Polícias de 33 municípios  foram convocadas para esta barbárie, de acordo com o Diário Liberdade.  Militantes falam em até 8 mortos. Nenhuma morte foi noticiada até agora  na grande mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há informações contraditórias de que políticos como o deputado Ivan  Valante (PSOL), o senador Eduardo Suplicy (PT) e o líder socialista Zé  Maria (PSTU) foram isolados pelas forças de repressão na Escola Edgar,  que posteriormente foram desmentidas pelas assessorias de imprensa dos  parlamentares que afirmaram que estavam em negociação na escola. Parte  da imprensa afirma que o senador Suplicy não esteve no Pinheirinho  domingo, e sim no sábado, mas o UOL confirma a detenção. Há jornalistas  que confirmam que os políticos e os professores Almir Bento Freitas e  Lourdes Quadros Alves também foram detidos na Escola Edgar. Almir e  Lourdes são diretores do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em  Educação no Ensino Municipal de São Paulo). Os deputados federais Paulo  Teixeira (PT) e Carlinhos Almeida (PT) também foram ao local tentar uma  negociação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Folha de SP mostra as condições deploráveis dos "abrigos" para onde  foram mandados os desalojados. Duas tendas sem parede. Uma delas com  chão de terra. Como choveu na cidade esse domingo a terra virou lama.  Policiais jogam bombas de gás com frequência nas pessoas que estão  dentro das lonas. Os depoimentos dados ao Estadão são lamentáveis e  bastante reais. A reportagem parecia boa, mas o Estadão quis fazer juz à  fama e terminou falando do trânsito causado pelos manifestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse  neste domingo que a ação "atropelou" as negociações para a desocupação  pacífica do local. Um dos assessores do ministro, inclusive, que estava  no terreno, foi atingido com uma bala de borracha na perna, de acordo  com a Folha. E o governador Alkmin elogiou a ação policial para a CBN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aqui descrito são os fatos ocorridos, recolhidos de diversas  fontes. A maior parte da grande mídia, que foi de onde eu tirei minhas  informações, prefere dar ênfase ao carro da afiliada da Globo pegando  fogo. Mesmo supondo que foram os moradores da ocupação que tacaram o  fogo nos carros é difícil condenar quem não tem direitos no dia-a-dia e  que a mídia só mostra como bandidos. Esse vídeo mostra quem são os  grandes bandidos de Pinheirinhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado é quem decide o que fazer com o terreno que pertence à massa  falida de uma corporação. Seria mais barato e, incontestavelmente mais  fácil ao Estado investir na região ocupada, que até asfaltada e com  áreas de lazer e para a prática de esportes já estava. Seria melhor  investir no desenvolvimento da região e das pessoas que ali moravam e  trabalhavam do que procurar agora reduzir as taxas de desemprego e o  déficit habitacional que vão aumentar por conta do despejo. Seria mais  humano promover a ordem a Pinheirinhos e a seus moradores que já tinham  ali uma vida construída do que implantar o terror de Estado com a  truculência a essas famílias sem deixar sequer que retirassem seus  pertences civilizadamente como pode ser visto nos vídeos. Depois ninguém  sabe porque a população não se sente representada pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estávamos junto à população de Pinheirinho refugiados numa Igreja, a  polícia pela rua da frente inúmeras vezes atacando bomba e muitos tiros  para intimidar ainda mais a população. Eis que chega a Polícia Federal  com o Secretário Nacional de Direitos Humanos. Pelo menos por algumas  horas a população respirará sem tanto medo. Triste história." (Nathalie  Drumond, do Pinheirinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em São José dos Campos. Um dos dias dias mais revoltantes (se não o  mais) da minha vida. Milhares de pessoas andando a esmo no entorno do  Pinheirinho, com suas malas, pertences, filhos, bichos de estimação...  para onde vão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aceitar que suas casas (já de alvenaria, nas quais investiram  cada pouquinho que podiam para construir), seus lotes (com flores,  árvores) vão ser completamente destruídos para que aquele terreno volte a  ser o que era: NADA. Um buraco vazio no meio de uma cidade, para  favorecer a especulação imobiliária. é muito importante que façamos a  pergunta: a quem essa atrocidade favorece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem favorece a política de terrorismo da PM de São Paulo? Não se  poder andar na rua do seu próprio bairro porque a qualquer momento uma  viatura (de quem supostamente te protege) vai virar a esquina e te meter  uma saraivada de balas de borracha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos de voltar da igreja próxima ao Pinheirinho. São milhares de  pessoas lá... pergunto de novo. Para onde elas vão? Elas estão paradas  no meio da rua e não têm a quem recorrer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Maia Fortes, do Pinheirinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23701:pinheirinhos-a-verdade&amp;amp;catid=63:repressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=78"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-8434708970886685089?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/8434708970886685089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=8434708970886685089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/8434708970886685089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/8434708970886685089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2012/01/pinheirinhos-verdade.html' title='Pinheirinhos, a verdade'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-oREaSZ9bGho/Tx3weOPOTJI/AAAAAAAACHU/ApEh5HKqam8/s72-c/direitos+humanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-2501563257014739310</id><published>2012-01-22T21:40:00.000-03:00</published><updated>2012-01-22T21:40:12.899-03:00</updated><title type='text'>À memória de Antonio Gramsci</title><content type='html'>&lt;div style="color: red; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://prestesaressurgir.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Prestes a Ressurgir&lt;/a&gt;  -  [Marcos Cesar de Oliveira Pinheiro] Em 22 de janeiro de 1891 nascia,  em Ales (Cagliari, Sardenha, Itália), Antonio Gramsci, um dos mais  importantes pensadores marxistas e valoroso combatente comunista, uma  dupla condição que não podemos esquecer.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: red; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h6n1WRgdqRk/TxysMN27XpI/AAAAAAAACGk/brqFaOkJf7k/s1600/gramsci2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://3.bp.blogspot.com/-h6n1WRgdqRk/TxysMN27XpI/AAAAAAAACGk/brqFaOkJf7k/s320/gramsci2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: red; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;"Alguns me consideram um demônio, outros quase um santo. Não  quero ser mártir nem herói. Acredito ser simplesmente um homem médio,  que tem suas convicções profundas e não as troca por nada no mundo."&lt;/i&gt; Carta de Gramsci, do cárcere, a seu irmão Carlo, em 12 de setembro de 1927.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Morreu em 1937, vítima do ditador fascista Benito Mussolini. Em 1926,  Gramsci foi condenado por um tribunal fascista, em 1926, a vinte anos  de detenção, num processo no qual o promotor, com a brutalidade típica  dos fascistas, mencionava a necessidade de "evitar que esse cérebro  continue funcionando". Apesar das duras condições da prisão, Gramsci  deixou ao morrer uma obra de grande importância escrita no cárcere: 33  cadernos manuscritos, totalizando 2.848 páginas, conhecidos como os  Cadernos do cárcere. Coube ao dirigente revolucionário italiano um papel  extraordinário no que diz respeito à teorização do Estado, do poder e  da política. Tendo por base o conceito de hegemonia, elaborado e  amplamente utilizado por Lênin, em particular em sua obra O Estado e a  Revolução, Gramsci o viria a desenvolver de forma criativa. &lt;b&gt;As reflexões  de Gramsci se inscrevem como um capítulo fecundo na tradição marxista,  estabelecendo uma perspectiva crítica capaz de entender o mundo e, o que  é mais importante, transformá-lo.&lt;/b&gt; Contudo, a leitura dos escritos de  Gramsci não é uma tarefa fácil. Indiscutivelmente, nas reflexões dos  Cadernos do cárcere está presente a proposição básica de que as classes  sociais, o conflito de classes e a consciência de classe existem e  desempenham um papel na história.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Para entender Gramsci&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para compreender um autor, é necessário conhecer profundamente o  contexto histórico-político-cultural com o qual está envolvido. Um  pensador da envergadura de Antonio Gramsci requer entender o processo de  formação da sua personalidade política e intelectual. A vivência dos  momentos mais dramáticos das lutas que agitaram a Europa e,  particularmente, das mobilizações sociais, políticas e econômicas que  levaram, ao menos na Rússia, à vitória da Revolução em 1917. O  progressivo deslocamento de Gramsci da esfera de influência do  neo-idealismo, destacando o distanciamento crítico e a superação em  relação ao pensamento de Benedetto Croce e Giovanni Gentile. Seu  referencial marxista assumido, &lt;b&gt;que o leva a formular propostas  interpretativas voltadas para a explicação de modos de dominação social  em meio à dinâmica do conflito, da luta de classes&lt;/b&gt;. A espinhosa  interlocução crítica de Gramsci no interior do próprio marxismo e os  embates travados com as correntes mecanicistas, dogmáticas e messiânicas  &lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt;. A problemática gramsciana de "explicar a  dominação de classes, recusando determinismos de cunho mecanicistas e  procurando explicitar mecanismos culturais (sem reivindicar-lhes  exclusividade ou determinismo de pólo inverso) que alimentam a  dominação, bem como espaços de resistência a esta dominação que se  constroem em meio às lutas de classes" &lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tanto os leitores já familiarizados com Antonio Gramsci quanto os  novos, a meu ver, dispõem da necessidade de contato com os chamados  "especialistas" ou intérpretes dos escritos gramscianos. Justamente por  apresentar-se – nas palavras do próprio autor – como um conjunto de  notas "escritas ao correr da pena, como rápidos apontamentos para ajudar  a memória" &lt;b&gt;[3]&lt;/b&gt;, a obra da maturidade de Antonio  Gramsci – os Cadernos do cárcere – tem proporcionado as mais variadas  interpretações teóricas e políticas da mesma – e até contrastantes  leituras &lt;b&gt;[4]&lt;/b&gt;. Decerto, as condições peculiares nas  quais os Cadernos foram escritos parecem corroborar para que muitos  leitores acentuem além da conta o caráter fragmentário da obra,  acarretando um instrumental gramsciano distorcido e, de todo, retirado  do contexto em que faz sentido. Acaba-se, em muitos casos, contando  menos o que Gramsci disse do que aquilo que os seus leitores julgam  encontrar em sua obra – o anacronismo é freqüente. Daí a necessidade de  uma correta contextualização e um estudo filológico dos textos, ou seja,  uma leitura "genética" dos Cadernos do cárcere, considerando a riqueza  de seus contrastes, de suas ambigüidades e até de seus limites &lt;b&gt;[5]&lt;/b&gt;.  &lt;b&gt;Isso permite aos leitores de Gramsci, veteranos ou novatos, encontrar o  trajeto unitário e coerente do seu pensamento, possibilitando ler os  Cadernos como resultado de uma concepção de mundo orgânica e unitária.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O conjunto de categorias desenvolvidas por Antonio Gramsci constitui  um campo aberto de criação histórica, apesar dos limites inerentes a  qualquer conceito. Mas o que explica essa "adoção" de Gramsci é a  análise da validade operatória de muitas de suas categorias para  formular interpretações mais aprofundadas da realidade concreta no  âmbito nacional ou internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt; Para compreender o processo de formação política  e intelectual de Gramsci ver: LOSURDO, Domenico. Antonio Gramsci: do  liberalismo ao "comunismo crítico". Rio de Janeiro: Revan, 2006;  MAESTRI, Mário e CANDREVA, Luigi. Antonio Gramsci: vida e obra de um  comunista revolucionário. 2 ed. São Paulo: Expressão Popular, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt; MATTOS, Marcelo Badaró. "Os historiadores e os  operários: um balanço". In: ____ . (coord.). Greves e repressão policial  ao sindicalismo carioca: 1945-1964. Rio de Janeiro: APERJ / FAPERJ,  2003, p. 33.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;[3]&lt;/b&gt; GRAMSCI, A. Cadernos do Cárcere. V. 1.  Introdução ao estudo da filosofia. A filosofia de Benedetto Croce. 3 ed.  Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 85.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;[4]&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Por exemplo, há muita polêmica em torno das  interpretações dos usos de "sociedade civil", "sociedade política" e  Estado em Gramsci.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;[5]&lt;/b&gt; Muitos estudos atendem a esse propósito, entre  eles: BARATTA, Giorgio. As rosas e os Cadernos: o pensamento dialógico  de Antonio Gramsci. Rio de Janeiro: DP&amp;amp;A, 2004; BIANCHI, Álvaro. O  laboratório de Gramsci: filosofia, história e política. São Paulo:  Alameda, 2008; COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci: um estudo sobre seu  pensamento político. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003;  LIGUORI, Guido. Roteiros para Gramsci. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2007;  SEMERARO, Giovanni. Gramsci e a sociedade civil: cultura e educação para  a democracia. 2 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Marcos Cesar de Oliveira Pinheiro&lt;/b&gt; é historiador e professor de história no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;GRIFO MEU [PK] &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23663:a-memoria-de-antonio-gramsci&amp;amp;catid=86:resenhas&amp;amp;Itemid=107"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-2501563257014739310?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/2501563257014739310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=2501563257014739310&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/2501563257014739310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/2501563257014739310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2012/01/memoria-de-antonio-gramsci.html' title='À memória de Antonio Gramsci'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h6n1WRgdqRk/TxysMN27XpI/AAAAAAAACGk/brqFaOkJf7k/s72-c/gramsci2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-8182352770712264714</id><published>2012-01-08T12:05:00.000-03:00</published><updated>2012-01-08T12:05:09.840-03:00</updated><title type='text'>A contradição política da Teoria Crítica de Adorno</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="small"&gt;Hans-Jürgen Krahl  &lt;/span&gt;   &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A biografia intelectual de Adorno está, até em suas próprias abstrações  estéticas, marcada pela experiência do fascismo. O modo de refletir  sobre essa experiência, que reproduz nas criações artísticas a  indissolúvel conexão entre crítica e sofrimento, fixa a  insustentabilidade da pretensão de negação do tempo, que assinala os  limites de tal pretensão. Na reflexão sobre a violência fascista  impulsionada pelas catástrofes econômicas naturais da produção  capitalista, sabe a "vida estragada" que, por assim dizer, não pode  subtrair-se ao torvelinho das contradições ideológicas da  individualidade burguesa, cuja inexorável decomposição chegou a  reconhecer. &lt;b&gt;O terror fascista não só produz a inteligência do hermético  caráter coercitivo das sociedades de classe altamente industrializadas&lt;/b&gt;;  fere também a subjetividade do teórico e enrijece as barreiras de classe  em sua capacidade cognitiva. Consciência disso é o que expressa Adorno  na introdução às &lt;u&gt;&lt;i&gt;minima moralia&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;: "O poder violento que me  desterrou, impediu-me ao mesmo tempo seu cabal conhecimento. Todavia,  não me atribuía eu a culpa, em cujo círculo cai quem, à vista do  indizível que aconteceu de forma coletiva, se avilana a falar do  individual".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bx9bVH056yc/TwmwEFFrgOI/AAAAAAAACFQ/I-sYyp6fkxw/s1600/ADORNO-HANS.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="273" src="http://3.bp.blogspot.com/-bx9bVH056yc/TwmwEFFrgOI/AAAAAAAACFQ/I-sYyp6fkxw/s400/ADORNO-HANS.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr align="center"&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;b&gt;Hans-Jürgen Krahl em uma assembleia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;b&gt;de estudantes socialistas revolucionários&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;b&gt;em 1968 (o segundo a partir da&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;esquerda)&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Dir-se-ia que Adorno, através da taxante crítica da existência  ideológica do individuo burguês foi irresistivelmente transportado às  ruínas deste. &amp;nbsp;Mas, então, Adorno não deixaria nunca para trás a solidão  da emigração. O destino monadológico do individuo isolado pelas leis de  produção do trabalho abstrato se reflete em sua subjetividade  intelectual. Daí que não lograra Adorno traduzir sua paixão privada pelo  sofrimento dos condenados dessa terra num partidarismo organizado da  teoria emancipadora dos oprimidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A inteligência teórico-social de Adorno, conforme à qual "a  sobrevivência do nacional-socialismo na democracia" haveria que se ver  como "muito mais perigosa potencialmente que a sobrevivência de  tendências fascistas hostis à democracia", faz com que seu progressivo  medo ante uma estabilização fascista do capital monopolista restaurado  se troque em pânico regressivo ante as formas de resistência prática  contra essa tendência do sistema.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Compartilhava essa ambivalência da consciência política com muitos  intelectuais alemães críticos, para os quais uma ação socialista de  esquerda, o que conseguiria é liberar o potencial do terror fascista de  direita. Com isso, entretanto, fica qualquer práxis denunciada &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;  como cego ativismo, e a possibilidade de crítica política,  definitivamente, boicotada: apaga-se  a diferença entre uma práxis em  principio corretamente pré-revolucionária e suas patológicas formas  pueris nos incipientes movimentos revolucionários.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;À diferença do proletariado francês e de seus intelectuais políticos, falta na Alemanha uma tradição ininterrupta de &lt;i&gt;résistance&lt;/i&gt;  violenta, e, por isso, não se dão as premissas históricas para uma  discussão, livre de irracionalidades, sobre a legitimidade histórica da  violência. O poder violento dominante, que, conforme a própria análise  de Adorno, seguiria tendendo, também depois de Auschwitz, a uma renovada  fascistização, não seria tal se a marxiana "arma da crítica" não  devesse ser complementada com a proletária "crítica das armas". Só então  a vida teórica da Revolução é a crítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Essa contradição objetiva na teoria de Adorno transformou-se em  aberto conflito e terminou fazendo de seus discípulos socialistas  inimigos políticos de seu mestre filosófico. Por muito que Adorno visse  na ideologia burguesa da busca desinteressada da verdade um reflexo do  intercâmbio de mercadorias, não podia menos que desconfiar de qualquer  indício de luta de tendências políticas no diálogo científico.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas sua opção política, um pensamento que deve chegar à verdade pela  via de se orientar por si próprio para a transformação prática da  realidade social, perde força imperativa se não logra determinar-se  também em categorias organizativas. Cada vez mais se distanciou Adorno  do conceito dialético da negação, da necessidade histórica de um  partidarismo objetivo do pensamento, conceito que, na determinação por  diferenças específicas que fizera Horkheimer entre a teoria crítica e a  teoria tradicional, se mantinha ao menos nas linhas programáticas da  "unidade dinâmica" do teórico com a classe dominada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A abstração desses critérios acabou levando Adorno, em seu conflito  com o movimento de protesto estudantil, a uma cumplicidade fatal, e  apenas entrevista por ele mesmo, com os poderes dominantes.&amp;nbsp; A  controvérsia não se reduziu de modo algum ao problema da privada  abstinência de práxis, senão que a incapacidade para responder à questão  organizativa é indício de uma insuficiência objetiva da teoria de  Adorno, a qual, entretanto, fixava a práxis social como uma categoria  cognitivo-crítica e teórico-social central.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não obstante, a reflexão de Adorno transmitiu aos estudantes  politicamente conscientes as categorias emancipadoras, desveladoras do  poder, que tacitamente se correspondem com as mudadas condições  históricas das situações revolucionárias nas metrópoles, as quais já não  se podem seguir determinando a partir de experiências denegridoras  diretas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A micrológica força expositiva de Adorno colocava em dia, a partir da  dialética da produção de mercadorias e de seu intercâmbio, a enterrada  dimensão emancipadora da crítica marxiana da economia política, a  autoconsciência que, enquanto teoria revolucionária, quer dizer, como  uma doutrina cujos assertos constroem a sociedade do ponto de vista da  transformação radical, perdeu-se entre o grosso dos economistas teóricos  marxistas atuais. &amp;nbsp;A reflexão lógico-essencial de Adorno sobre as  categorias da coisificação e do fetichismo, da mistificação e da segunda  natureza, transmitiu a consciência emancipadora do marxismo ocidental  dos anos vinte e trinta, de Korsch e Lukács, de Horkheimer e Marcuse,  tal como este se constituiu em oposição ao marxismo soviético oficial.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Adorno decifrou a origem e a identidade em sua crítica filosófica da  ideologia ontológico-fundamental do Ser e da ideologia positivista da  faticidade como categorias de dominação da esfera da circulação, de cuja  liberal dialética legitimadora da moralidade burguesa - a aparência do  intercâmbio justo entre proprietários de mercadorias em pé de igualdade  &amp;nbsp;- &amp;nbsp;fazia tempo que se desprendera.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas o próprio instrumental teórico que permitiu a Adorno pôr em obra  esse saber da sociedade em seu conjunto, obscureceu a visão das  possibilidades históricas de uma práxis liberadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em sua crítica da ideologia da morte do indivíduo burguês há um  vacilante momento de duelo. Mas Adorno não pode superar imanentemente,  no sentido hegeliano do conceito, esse último resto de radicalismo  burguês de seu pensamento. &amp;nbsp;No que ficou ancorado, fixada a aterrada  visão no terrível passado: a consciência tardígrada, que só começa a  compreender chegado o ocaso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A negação adorniana da sociedade capitalista tardia manteve-se  abstrata e se fechou à exigência de determinação da negação determinada,  aquela categoria dialética da tradição de Hegel e de Marx com a qual  ele sempre se sentiu em dívida. Em sua última obra sobre a &lt;i&gt;Dialética negativa, &lt;/i&gt;o  conceito de práxis do materialismo histórico já não se questiona em  relação à transformação social de suas determinações formais históricas,  as formas do tráfico burguês de mercadorias e da organização  proletária. Em sua teoria crítica se reflete a extinção da luta de  classes como atrofia da compreensão materialista da história.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É verdade que em outro tempo a alienação da teoria em relasção à  práxis liberadora do proletariado foi para Horkheimer programática; mas a  forma burguesa de organização da teoria crítica já então não permitiu  cobiçar conjuntamente programa e realização.&amp;nbsp; A destruição do movimento  operário pelo fascismo e a aparentemente irrevogável integração do mesmo  na reconstrução do capitalismo alemão ocidental do pós-guerra alteraram  o sentido dos conceitos da teoria crítica. Necessariamente tiveram que  perder em determinação, mas esse processo de abstração cumpriu-se às  cegas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A história concreta e material, que Adorno contrapunha criticamente  ao "conceito a-histórico da história", à historicidade de Heidegger,  migrou cada vez mais de seu conceito de práxis social, até terminar, em  seu último livro sobre a &lt;i&gt;Dialética negativa&lt;/i&gt;, a tal ponto esgotado, que se diria assimilado à miséria transcendental da categoria heideggeriana.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É verdade que Adorno insistiu com razão no último Congresso alemão de  sociologia na validade da ortodoxia marxista: as forças produtivas  industriais continuariam sendo organizadas em relações capitalistas de  produção e a dominação política fundar-se-ia, antes como agora, na  exploração econômica do trabalho assalariado. Por muito, todavia, que  sua ortodoxia andasse naquele Congresso em choque com a sociologia alemã  ocidental dominante, continuava sendo inconsequente, pois as formas  categoriais já não guardavam relação com a história material.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Esse crescente processo de abstração com respeito à práxis histórica  resultou numa transformação regressiva da teoria crítica de Adorno,  reduzindo-a às formas contemplativas, a duras penas ainda legitimáveis,  da teoria tradicional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O processo de tradicionalização sofrido por seu pensamento converte  sua teoria numa figura tresnoitada da razão na história. A dialética  materialista das forças produtivas encadeadas se reflete nos planos de  seu pensamento na representação da teoria que se encadeia a si própria,  inextricavelmente atada à imanência de seus conceitos. "Passaram-se os  tempos da interpretação do mundo e do que se trata é de transformá-lo,  então a filosofia tem que despedir-se... &amp;nbsp;o que está à altura dos tempos  não é a Primeira Filosofia, mas uma última". Essa última filosofia de  Adorno não quis nem pôde despedir-se de sua despedida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Hans-Jürgen Krahl &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;(17 de janeiro de  1943 - 13 de fevereiro de 1970) foi o assistente de Adorno na  Universidade de Francfort del Meno e, junto com Rudi Dutschke, o  principal dirigente do movimento estudantil socialista na República  Federal Alemã dos anos 60.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tradução para &lt;a href="http://www.sinpermiso.info/" target="_blank"&gt;www.sinpermiso.info&lt;/a&gt;: María Julia Bertomeu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tradução para o português: Sergio Granja&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.socialismo.org.br/portal/filosofia/155-artigo/1136-a-contradicao-politica-da-teoria-critica-de-adorno"&gt;http://www.socialismo.org.br/portal/filosofia/155-artigo/1136-a-contradicao-politica-da-teoria-critica-de-adorno&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-8182352770712264714?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/8182352770712264714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=8182352770712264714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/8182352770712264714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/8182352770712264714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2012/01/contradicao-politica-da-teoria-critica.html' title='A contradição política da Teoria Crítica de Adorno'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bx9bVH056yc/TwmwEFFrgOI/AAAAAAAACFQ/I-sYyp6fkxw/s72-c/ADORNO-HANS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-6167245734900965448</id><published>2011-12-28T10:34:00.000-03:00</published><updated>2011-12-28T10:34:51.833-03:00</updated><title type='text'>Gramsci e a luta interna no PCUS (1923-1926)</title><content type='html'>&lt;b&gt;Irina V. Grigoreva&lt;/b&gt;   - Junho 2010&lt;br /&gt;Tradução: Josimar Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote dir="ltr" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; margin-right: 0px;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;i&gt;Este ensaio faz parte de &lt;/i&gt;Gramsci e il Novecento&lt;i&gt;,  obra publicada em 1999 na Itália e não traduzida entre nós. Trata-se da  compilação dos anais do seminário&amp;nbsp;de mesmo nome realizado em Cagliari  em 1997, por ocasião do sexagésimo aniversário da morte do pensador  italiano. Para uma visão global dos ensaios apresentados naquele  seminário, recolhidos no livro&amp;nbsp;mencionado&amp;nbsp;e aqui traduzidos, o leitor  deve partir da &lt;a href="http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&amp;amp;id=1184"&gt;&lt;span style="color: #93150c;"&gt;introdução escrita por Renato Zangheri&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jQ1w7ZL2t00/TvsarXrS0wI/AAAAAAAACDo/bAZzGSdM3uE/s1600/gramsci2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-jQ1w7ZL2t00/TvsarXrS0wI/AAAAAAAACDo/bAZzGSdM3uE/s1600/gramsci2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nos seminários  gramscianos da última década, o tema da relação Gramsci-Rússia sempre  despertou interesse. Pretendo tratar de um aspecto deste tema, que,  embora particular, não é de modo algum secundário, dada a importância  das lutas internas no PCUS dos anos vinte em relação ao advento do  stalinismo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A atitude de Gramsci diante dos acontecimentos do  período 1923-1926, se se exclui o episódio da carta de outubro de 1926, é  ainda pouco conhecida. Os arquivos do Komintern, que agora podem ser  consultados, permitem ampliar a base de tal investigação (por ora, pelo  menos é o que sei), mesmo sem revelar nada sensacional ou inesperado.  Isso provavelmente porque a posição gramsciana emerge de modo bastante  claro do material há tempos acessível, material que, no entanto, ainda  não foi suficientemente elaborado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O embate no PCUS, que tem como  protagonistas Stalin e Trotski, estava amadurecendo através de todo o  ano de 1923 (Lenin já estava ausente por causa da doença) e eclodiu  justamente no momento da partida de Gramsci de Moscou para Viena.  Stalin, então, era apoiado por Zinoviev, Kamenev e Bukharin como redator  do &lt;i&gt;Pravda&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em Viena, Gramsci pôde seguir a discussão em curso no PCUS através das publicações do &lt;i&gt;Inprekorr&lt;/i&gt;. Além disso, podia recorrer à experiência direta feita em Moscou com as personalidades políticas envolvidas no conflito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Antes  dos outros e mais de perto, Gramsci conheceu Trotski. À parte o fato  conhecido da troca de cartas relativas ao futurismo italiano, eles se  encontraram diversas vezes nas várias reuniões do Komintern a partir da  segunda reunião ampliada da Executiva (no IV Congresso e na terceira  reunião ampliada da Executiva Trotski fez parte da comissão italiana).  Certamente, Gramsci ficou impressionado com Trotski como orador,  personalidade de ampla cultura e múltiplos interesses (dão prova disso  algumas notas dos &lt;i&gt;Cadernos&lt;/i&gt;) [1].&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Através do Komintern,  Gramsci se aproximou também de Zinoviev e Bukharin, envolvidos, também  eles, em todas as discussões de 1922-1923 em torno da “questão  italiana”. De Bukharin não deixou juízos que nos fornecessem o caráter  das suas relações pessoais. Ao contrário, Zinoviev lhe devia ser  vivamente antipático. Na terceira reunião da Executiva ampliada, este  desfechou contra Gramsci um ataque duríssimo, acusando-o de duplicidade  política [2]. Gramsci não quis lhe responder publicamente, mas replicou  com uma carta indignada (o rascunho da carta foi encontrado e publicado  por Giovanni Somai) [3].&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Quanto a Stalin, parece que Gramsci,  durante a primeira estada em Moscou, não o viu nunca nem o ouviu falar.  No entanto, houve um episódio que podia influenciar a atitude de Gramsci  em relação a Stalin no início da discussão no PCUS. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na primavera  de 1923, foi acertada entre o Komintern e o PCI a formação junto ao  PCUS de uma seção dos emigrados comunistas italianos. Também o CC do  PCUS parecia ter aceitado a ideia. Apesar disso, no último momento, tudo  evaporou: aos comunistas italianos se impôs que se inscrevessem a  título pessoal nas células do PCUS no posto de trabalho. A hipótese mais  verossímil é que o responsável por isso foi Stalin. Precisamente a ele,  com efeito, está endereçada a carta assinada por Gramsci e Armando  Cocchi (com cópia no arquivo do Komintern), na qual se contesta o modo  equívoco de formular o problema e o fato de se proceder sem consultar  Gramsci na qualidade de representante oficial do PCI em Moscou [4]. Para  Gramsci, esta poderia ser a primeira oportunidade de conhecer o  verdadeiro papel de Stalin dentro da direção do PCUS, além dos seus  métodos autoritários de resolver problemas políticos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na  aparência, a discussão no PCUS tinha como foco os problemas de  democracia no partido, problemas que se destacavam nas publicações  provenientes de ambas as partes. De tal modo permanecia oculta a  substância real do conflito, isto é, o fato de que alinhamentos opostos  disputavam, no âmbito do partido, posições exclusivas de comando.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em  Viena, Gramsci não podia conhecer este pano de fundo. Ele só dispunha  da informação pública. Daquilo que emerge da sua correspondência  vienense com os companheiros na Itália, no início da discussão no PCUS,  ele simpatizava antes com a oposição liderada por Trotski. O grupo de  Stalin-Zinoviev censurava aos opositores erros “de direita”,  atribuía-lhes uma orientação pequeno-burguesa e social-democrata. Ao  contrário, Gramsci considerava-os expoentes da esquerda preocupados em  salvaguardar o espírito autêntico da Revolução: “Requerendo uma maior  intervenção do elemento operário na vida do partido e uma diminuição dos  poderes da burocracia, eles querem, no fundo, assegurar à revolução o  seu caráter socialista e operário e impedir que lentamente se chegue  àquela ditadura democrática, invólucro de um capitalismo em  desenvolvimento, que era o programa de Zinoviev e cia. ainda em novembro  de 1917” [5]. Além disso, Gramsci, então envolvido no combate ao  bordiguismo no PCI, era muito sensível ao problema da democracia dentro  do partido e podia considerar convergente com o próprio pensamento a  formulação de Trotski, sobretudo aquela relativa ao documento intitulado  &lt;i&gt;Novo curso&lt;/i&gt;. Com base na própria experiência de não formação da  seção italiana em Moscou, Gramsci poderia concordar com Trotski em  relação à crítica deste último acerca dos métodos burocráticos  utilizados no PCUS sob a direção staliniana. O PCUS e o Komintern  estavam amplamente empenhados na preparação da tentativa revolucionária  na Alemanha (outubro de 1923). A responsabilidade pelo fracasso desta  tentativa foi lançada sobre Trotski e Radek, líderes da oposição. Em  janeiro de 1924, a XIII Conferência do PCUS e o Komintern (o &lt;i&gt;presidium&lt;/i&gt;  da Executiva) intimaram a oposição a reconhecer os erros que ela teria  cometido, sob pena da aplicação de medidas disciplinares graves,  inclusive expulsão. Gramsci, preocupado, escreve em 27 de março a  Terracini, que o substituíra em Moscou junto ao Komintern: “Ficaria  agradecido se me informasse sobre o estado atual da questão  Trotski-Zinoviev. Ela, parece-me, terá reflexos no V Congresso, e talvez  seja preciso assumir uma atitude em relação a ela. [...] A questão me  parece sumamente interessante e plena de imprevistos” [6].&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Há  pouco de volta à Itália, Gramsci está à frente do PCI no auge da crise  Matteotti. A situação política italiana o impede de ir a Moscou para o V  Congresso do Komintern. Enquanto isso, no PCUS, depois da morte de  Lenin, a luta entre Stalin e a oposição se torna cada vez mais  encarniçada. Coadjuvado por Zinoviev, presidente do Komintern, Stalin  tenta envolver outros partidos comunistas. O V Congresso condena a  oposição no tocante à “questão russa”. A partir deste congresso Stalin  intensifica a própria atividade no âmbito do Komintern.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A linha  do V Congresso acerca da situação do PCUS é adotada por Gramsci. A  imprensa comunista italiana abre suas colunas para as publicações de  proveniência russa voltadas para atingir Trotski. Em 19 de novembro de  1924, &lt;i&gt;L’Unità&lt;/i&gt; começou a republicar o artigo do &lt;i&gt;Pravda&lt;/i&gt; intitulado “Como não se deve escrever a história da revolução bolchevique” (que saiu também no &lt;i&gt;Inprekorr&lt;/i&gt;) e publicado em resposta ao ensaio de Trotski &lt;i&gt;Lições de Outubro&lt;/i&gt; (prefácio ao volume dos escritos de Trotski de 1917) [7]. &lt;i&gt;L’Ordine Nuovo&lt;/i&gt;,  ressurgido por iniciativa de Gramsci, publica escritos de Stalin [8].  No início de janeiro de 1925, a Executiva do PCI declara sua adesão à  orientação da maioria do CC russo em relação a Trotski [9]. A Livraria  Editora do PCUS anuncia a publicação do opúsculo de Stalin, &lt;i&gt;O leninismo&lt;/i&gt;, além de uma coletânea, &lt;i&gt;Leninismo ou trotskismo&lt;/i&gt;, que contém seja as &lt;i&gt;Lições de Outubro&lt;/i&gt;,  de Trotski, seja as reações polêmicas a este escrito por parte de  vários expoentes do PCUS e do Komintern [10]. Por fim, às vésperas da  quinta reunião ampliada da Executiva do Komintern (21 de março-6 de  abril de 1925), o CC do PCI, mediante proposta de Gramsci (prestes a  partir para Moscou), desaprova o juízo de Trotski sobre a situação  internacional, bem como sobre as perspectivas da URSS e do movimento  comunista [11].&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Portanto, em relação ao período inicial da  discussão no PCUS a orientação de Gramsci mostra-se substancialmente  alterada. Na base desta mudança existem razões de princípio. Por volta  da metade dos anos vinte já se revelam os problemas que estariam no  centro da sua teoria política elaborada nos &lt;i&gt;Cadernos&lt;/i&gt; (hegemonia,  sociedade civil, guerra de posição e guerra de movimento, etc.). Tomando  este caminho, afasta-se necessariamente cada vez mais de Trotski até  chegar enfim a defini-lo “o teórico político do ataque frontal num  período em que este é apenas causa de derrotas” [12]. Naturalmente, isso  não comporta afinidade no plano da teoria política com a parte oposta,  isto é, com Stalin. Mas, posto diante de uma escolha política, Gramsci  escolheu em favor da maioria do CC russo contra Trotski. Esta escolha é  confirmada também nos &lt;i&gt;Cadernos&lt;/i&gt; (deve-se lembrar a célebre nota  sobre “a divergência fundamental entre Leão Davidovitch e Bessarione  como intérprete do movimento majoritário”) [13].&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Durante a V  Executiva ampliada, Gramsci não tomou parte na discussão sobre a  “questão russa” explicada por Bukharin. No entanto, teve a oportunidade  de encontrar Stalin eleito para a presidência e para várias comissões.  Sem dúvida estava presente por ocasião do discurso de Stalin na comissão  iugoslava (sendo ele mesmo membro desta comissão, falou na mesma  sessão) [14]. Ao que parece, um contato pessoal entre Gramsci e Stalin  não aconteceu. Todavia, a impressão imediata poderia contribuir para  modificar em alguma coisa (em sentido positivo) &lt;b&gt;aquela imagem de Stalin  que Gramsci havia formado durante a primeira estada em Moscou.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Enquanto  isso, na comissão italiana da Executiva ampliada, o PCI foi censurado  (por parte de Manuilski e Humbert-Droz) por um certo atraso na tomada de  posição sobre o problema ideológico do trotskismo [15]. A mesma coisa  aconteceria na fase seguinte, caracterizada por um alinhamento já  diverso das forças em luta no PCUS (Zinoviev, que passara à oposição,  forma um bloco com Trotski contra Stalin).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Desde o início de 1926  a direção do PCI está sob pressão crescente exercida por Moscou, que  pretende do partido a condenação das oposições não só por causa do  fracionismo, mas também da substância do conflito (todos estes episódios  foram amplamente comentados por Aldo Natoli) [16]. Nesta fase, parte  muito ativa teve Togliatti, representante do PCI junto à Executiva do  Komintern. Gramsci insiste em que o PCI não se pronuncie antes de ter  todas as informações necessárias. De resto, esta era sua atitude mesmo  antes da quinta reunião ampliada da Executiva (é o que se entrevê nos  argumentos de Grieco e Scoccimarro aduzidos para explicar o “atraso”  censurado ao PCI) [17].&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Parece que, pouco antes da prisão de  Gramsci, o PCI recebeu através do Komintern algumas informações mais  detalhadas sobre a situação do PCUS. De fato, em setembro de 1926, foi  enviada à Itália a primeira parte do sumário (em francês) da sessão de  julho do CC russo que procedeu a medidas disciplinares contra os  oposicionistas, excluindo Zinoviev do birô político. Desde logo,  atribuía-se a Gramsci a obrigação de providenciar que os membros do CC  italiano tomassem conhecimento dos fatos com todas as cautelas  conspirativas [18].&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;São estes os antecedentes da famosa carta de  Gramsci ao CC do PCUS. Portanto, esta carta deve ser relacionada a todo o  percurso ideal por ele feito entre 1923-1926 acerca da “questão russa”.  Gramsci finalmente tomou posição quanto ao mérito do conflito,  declarando “fundamentalmente justa” a linha política da maioria e  criticando as oposições. É uma atitude amadurecida longamente através,  entre outras coisas, do reexame crítico das concepções de Trotski. Por  outro lado, é inteiramente lógica e coerente a preocupação de Gramsci  acerca da vontade da maioria de “vencer de modo esmagador esta luta” e  recorrer a medidas excessivas. De fato, ele não estava nunca disposto a  concordar com certas escolhas apressadamente e às cegas: sua adesão era  sempre crítica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[1] Cf., por exemplo, A. Gramsci. &lt;i&gt;Quaderni del carcere&lt;/i&gt;. Org. V. Gerratana. Turim: Einaudi, 1975 (daqui por diante &lt;i&gt;Q&lt;/i&gt;), p. 893, 1.507, 2.164. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[2] &lt;i&gt;Rossjskij Centr Chranenija i Izu?enija Dokumentov Novej?ej Istorii&lt;/i&gt; (RCChIDNI), f. 495, op. 161, d. 76. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[3]  G. Somai. “Gramsci al Terzo Esecutivo Allargato (1923): i contrasti con  l’Internazionale e una relazione inedita sul fascismo”. &lt;i&gt;Storia contemporanea&lt;/i&gt;, out. 1989, p. 809. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[4]  RCChIDNI, f. 508, op. 1, d. 99-a, ll. 2-4. A carta está escrita em  russo, aliás titubeante e incorreto. A título de explicação também está  anexada a carta precedente enviada ao CC do PCUS. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[5] P. Togliatti. &lt;i&gt;La formazione del gruppo dirigente del Pci&lt;/i&gt;. Roma: Riuniti, 1962, p. 187-8 ([Gramsci] a Palmi, Urbani e C., Viena, 9 de fevereiro de 1924). &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[6] Ib., p. 263. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[7] Cf. a “introdução” à tradução do artigo em A. Gramsci. &lt;i&gt;La costruzione del Partito comunista (1923-1926) &lt;/i&gt;.  Turim: Einaudi, 1971, p. 211-2. No entanto, o texto atribuído a Gramsci  é dele somente em parte, a saber, a que contesta certas afirmações do &lt;i&gt;Avanti!&lt;/i&gt; (o que vem antes é reproduzido do &lt;i&gt;Inprekorr&lt;/i&gt;). Deve-se observar que o tom usado no tocante a Trotski pelo próprio Gramsci é inteiramente diferente daquele violentíssimo do &lt;i&gt;Inprekorr&lt;/i&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[8] Cf. &lt;i&gt;L’Ordine Nuovo&lt;/i&gt;, 1 nov. e 15 nov. 1924, 1 mar. 1925. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[9]  Boletim do Partido Comunista da Itália (Seção da Internacional  Comunista), jan. 1925, RCChIDNI, f. 495, op. 25, d. 629, l. 8 (verso). &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[10] Ib., l. 11 (verso); &lt;i&gt;L’Ordine Nuovo&lt;/i&gt;, 1 mar. 1925. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[11] Cf. Gramsci. &lt;i&gt;La costruzione del Partito comunista&lt;/i&gt;, cit., p. 473. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[12] &lt;i&gt;Q&lt;/i&gt;, p. 801-2. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[13] &lt;i&gt;Q&lt;/i&gt;, p. 1.729. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[14] Cf. o discurso de Gramsci em RCChIDNI, f. 495, op. 163, d. 319, ll. 16-28.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[15] Ib., d. 325, ll. 2, 19. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[16] A. Natoli. “Il Pcd’I e il Komintern nel 1926. Appunti di storia e storiografia”. In: A. Natoli e S. Pons (Orgs.). &lt;i&gt;L’età dello stalinismo&lt;/i&gt;. Roma: Riuniti, 1991. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[17] RCChIDNI, f. 495, op. 163, d. 319, ll. 7-8, 10-11. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;[18] Ib., f. 495, op. 18, d. 465-b, l. 10. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&amp;amp;id=1248"&gt;Especial para &lt;i&gt;Gramsci e o Brasil&lt;/i&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-6167245734900965448?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/6167245734900965448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=6167245734900965448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/6167245734900965448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/6167245734900965448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/12/gramsci-e-luta-interna-no-pcus-1923.html' title='Gramsci e a luta interna no PCUS (1923-1926)'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jQ1w7ZL2t00/TvsarXrS0wI/AAAAAAAACDo/bAZzGSdM3uE/s72-c/gramsci2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-6887044525065430614</id><published>2011-12-24T09:27:00.000-03:00</published><updated>2011-12-24T09:27:19.734-03:00</updated><title type='text'>O ciclo do tempo e o tempo do ciclo</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Por Mauro Iasi.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--1OexiNCqlg/TvXCTsvqCEI/AAAAAAAACDc/EjdthAF44Yg/s1600/11-12-14_mauro-iasi_o-ciclo-do-tempo-e-o-tempo-do-ciclo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="281" src="http://4.bp.blogspot.com/--1OexiNCqlg/TvXCTsvqCEI/AAAAAAAACDc/EjdthAF44Yg/s400/11-12-14_mauro-iasi_o-ciclo-do-tempo-e-o-tempo-do-ciclo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Coluna escrita no Rio de Janeiro (debaixo do Cristo que vai cair).&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Tempo,  tempo, tempo… cantava Caetano há algum tempo. Achava ele que era um dos  deuses mais lindos por ser tão inventivo e parecer contínuo. Criamos o  tempo para escapar de uma sensação por demais angustiante, a de viver um  fluxo sem sentido, que não sabemos de onde veio e para onde vai. No  mundo da objetividade as coisas simplesmente são, no seu movimento  próprio, apagando e acendendo segundo a necessidade, dizia o velho  Heráclito que acreditava que nada é permanente a não ser a mudança, o  movimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O ser  humano inventou o tempo, dividiu esse fluxo contínuo em ciclos, em  aberturas e fechamentos. Para isso precisava intervir nos ciclos das  coisas, controlá-los, por assim dizer. O dia é engolido pela noite de  onde brota um novo dia, as estações se sucedem numa ordem, os seres e  plantas nascem, crescem e morrem, em uma palavra: ciclos. Através do  trabalho os seres humanos se apropriam das coisas e lhes dão outra forma  e utilidade. As plantas seguiram nascendo de acordo com seus ciclos  naturais, em determinadas estações, por exemplo, mas nós escolheremos  sementes, armazenaremos para que durem até quando sejam necessárias,  cuidaremos de seu plantio, de seu desenvolvimento, intervindo em seu  ritmo natural e colocando-o a nosso serviço. Domesticaremos e cuidaremos  de animais para que suas criar estejam disponíveis e não tenhamos que  buscá-las na natureza. O tempo está, como vemos, diretamente ligado ao  controle, aquilo que Lukács chamava de “superação das barreiras  naturais”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O ser  humano se distancia da natureza sem que jamais possa deixar de ser um  ser natural, nesse sentido o tempo e seus ciclos são mais uma expressão  desta síntese própria de um ser natural que se torna um ser social.  Estamos convencidos que no corpo dessa síntese, o tempo é um elemento  próprio do ser social, isto é, ele não é uma substância que exista fora  da apreensão social do gênero humano que leva a percepção de “sequências  temporais integradas num fluxo regular, uniforme e contínuo”, como  definia Norbert Elias em seu livro &lt;i&gt;Sobre o Tempo&lt;/i&gt;. Tal concepção nos trás implicações filosóficas e científicas importantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No campo filosófico a humanidade compreendeu o tempo como uma dimensão que se apresentaria &lt;i&gt;“a priori”, &lt;/i&gt;&amp;nbsp;como  em Descartes e Kant, como um elemento invariável e próprio da  consciência humana, ou seja, independente de seu momento histórico e  bagagem cultural. Da mesma maneira para Newton e sua famosa segunda lei,  o tempo é uma grandeza absoluta, isto é, não varia segundo o  instrumento e medida utilizados para dele se apropriar. Hoje sabemos que  as coisas não são bem assim. Seja pelo fato comprovável que a própria  noção de tempo varia muito de acordo com a história e a cultura de cada  agrupamento humano, seja pela comprovação que a lei de Newton só se  sustenta considerando invariáveis a situação medida em corpos que se  movem em velocidades abaixo da velocidade da luz, o que leva a famosa  relatividade de Einstein.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Dois  exemplos. Um caminhante entra em contato com uma nação indígena que está  realizando uma espécie de encontro e abre-se a discussão se ele poderia  ou não participar por não ser parte do povo. Depois de semanas  apresentando argumentos se decide que ele não pode ficar e que será  acompanhado, na primeira oportunidade que se apresentar para fora do  local do encontro. Esta oportunidade se apresenta alguns meses depois e  durante todo este tempo ele foi ficando por ali. Outro exemplo: um grupo  africano tem suas lendas e cosmogonias que segundo eles explicariam  tudo desde a origem dos tempos, mas quando entra em contato com  representantes de nossa sociedade acabam agregando elementos deste  contato em suas cosmogonias e passam a repeti-los como se estivessem  presentes desde sempre, ficando muito difícil ao observador atual saber o  que já estava antes e o que se agregou pelo contato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Estes  povos pensam de forma diversa do que nós nos acostumamos a pensar o  tempo. Ele não é um fluxo integrado, uniforme e regular de eventos que  se encadeiam sucessivamente numa sequência. Poderíamos dizer que o tempo  não é para eles linear e plano. O problema para nossa arrogante  sensação de superioridade intelectual, que esta concepção está mais  próxima da forma como a física contemporânea pensa o tempo. Para os  físicos de hoje e a noção de “contínuo espaço-tempo”, não há dúvidas que  o tempo, assim como o espaço, é curvo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Para  além das grande implicações de tais aproximações para o conhecimento do  universo, nos interessa aqui uma dimensão mais prosaica. Um ser de nossa  época tende a compreender sua localização tempo-espacial como um ponto  bem determinado entre um conjunto de eventos passados que culminam numa  configuração de um presente e que se abre a um devir que chamamos de  futuro. Mas a questão que nos interessa aqui é a que distancia estamos  deste devir. Não se trata de uma distancia no espaço que possa ser  medida em quilômetros ou milhas, mas uma dimensão de tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Alguém  no meio da época medieval que se perguntasse quando tudo isto vai mudar  poderia ter como uma resposta de um ser do futuro que ainda restaria  algo entorno de quinhentos anos, o que o deixaria um tanto quanto  angustiado. Um &lt;i&gt;diggers &lt;/i&gt;&amp;nbsp;na Inglaterra do século XVII, que  acreditava que a revolução em curso derrotaria a monarquia e acabaria  com a desigualdade entre os seres humanos com o fim da propriedade e a  igualdade real de direitos teria ainda que ver a solução de compromisso  entre a revolução burguesa e a monarquia sobrevir até o século XXI e a  esperada igualdade adiada uma e outra vez. No conhecido poema de Brecht,  no qual afirma que as eras não começam de uma vez, de forma que seu avó  poderia estar vivendo em um novo tempo e seu neto, talvez, ainda  vivesse no velho, nos dá uma idéia desta “curvatura” do tempo nas  dimensões históricas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Tal  fenômeno que no campo da física Einstein denominou de “discrepâncias” e  que levariam ao que identificou como “dilatação-contração” do tempo, no  caso da história e sua percepção pelos indivíduos não tem uma explicação  física, mas se sustenta em algo semelhante. O indivíduo tem ele próprio  uma dimensão temporal, mas se inclui num fluxo histórico que se  expressa em uma outra dimensão temporal, isto é, um ser que dura em sua  existência individual algo cerca de uns setenta anos, tenta apreender um  fluxo que só pode se resolver na escala de séculos, por vezes milênios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Consideremos  algumas grandezas: o sistema solar teria se formado há aproximadamente  cinco bilhões de anos; a terra se formou há quatro milhões e meio de  anos; a vida na terra cerca de meio bilhão de anos depois e somente há  cerca de seis milhões de anos começam a surgir os chamados hominídeos e  há três milhões e meio de anos é que “Lucy”, uma astrolopitecus  afanasis, andava por aquilo que hoje seria a Etiópia. O nosso velho e  bom &lt;i&gt;homo sapiens &lt;/i&gt;datariam de100 a 130 mil anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;As  formas societárias que consideramos na chamada história antiga, os  egípcios, por exemplo, organizavam-se por volta de três mil anos e nossa  atual e medíocre sociedade capitalista emergiu da crise da forma feudal  européia entre o século XVI e XVIII, portanto tem ridículos quinhentos  ou seiscentos anos. Isso significa que considerando somente a história  do homo sapiens o capitalismo é menos e 0,5% de nosso tempo e  considerando dos hominídeos para cá, algo próximo de 0,01%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O  problema é que para nossa dimensão temporal parece ser eterno. Pensemos  no seguinte exemplo. Uma formiga tenta atravessar um campo de um  quilometro. Ela levaria, em sua velocidade habitual de0,20 cmpor  segundo, algo como dois meses, que é o que vive certas formigas. Para  ela uma distancia de dois quilômetros passa a ser inimaginável, se é que  formigas perdem tempo imaginando estas coisas. O capitalismo para nossa  vida media de setenta anos seria como sete campos destes, o  desenvolvimento do homo sapiens cerca de mil e quatrocentos destes  campos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nosso  psiquismo não suporta esta dimensão, por isso repartimos o tempo em  ciclos menores para nos dar a impressão de que encerramos algo e que  iniciamos outro momento. É o significado dos ritos de passagem da vida  da criança para a adulta e do fim do ano e seus festejos.&amp;nbsp; Fazemos o  balanço do que fizemos, prometemos melhorar, iniciar aquele regime  adiado, organizar de forma mais eficiente as contas para não estourar o  cartão, comemos lentilha, guardamos uma semente de romã na carteira e  assistimos o show do Roberto Carlos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No  entanto, não podemos fazer isso nos fins dos ciclos históricos. A função  do ciclo é dar a impressão daquela uniformidade e regularidade que nos  falava Elias, mas o fim dos ciclos históricos nos coloca diante do salto  de qualidade, da ruptura, da transformação da quantidadeem qualidade.  Pareceque o tempo passa mais rápido. Os acontecimentos se precipitam, a  conjuntura se comprime em momentos decisivos, em dez dias que abalam  todo o mundo, em meses que mudam um país, em semanas que desfazem um  governo, em horas em que se produzem fusões que se mantiveram inertes  por décadas e séculos. O mundo se move sob nossos pés, tão rápido que  começa a causar vertigem nos mais desavisados. Tudo que é sólido se  desmancha no ar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O ano  vai acabar inexorávelmenteem dezembro. Maso século XX acabou e o século  XXI ainda não começou, configurando um paradoxo que nem Einstein  compreenderia totalmente.&amp;nbsp; Estamos no meio de uma transição histórica.  As consciências em tempos como estes recorrem a um subterfúgio: o fim do  mundo. Foi assim no final do feudalismo como provam as profecias de  Nostradamus e os diversos mitos que pululavam no final do período  medieval. Agora neste fim de ciclo que vivemos recupera-se o calendário  Maia para afirmar o fim do mundo em dezembro de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os  Maias trabalhavam com ciclos de mais ou menos cinco mil anos e acontece  que para eles o mundo já acabou várias vezes e várias vezes foi  reconstruído. Mas de todos os fins do mundo esse talvez seja o mais  ridículo. Empresas norte americanas estão ganhando bilhões construindo  abrigos e arcas, vendendo kits na internet (com lanternas e sopas  prontas), seitas se mudam para a Argentina para morar em cabanas de  pedra sem luz elétrica (talvez por acreditarem que se não verem o  noticiário na TV escapem da hecatombe) e Hollywood faz filmes em que as  arcas são construídas na China e só os que puderem pagar é que  embarcarão para a salvação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Assim  é que juntamos nossas orações com os companheiros Maias para que este  ciclo e este mundo realmente acabe o mais rápido possível e desejamos à  todos um novo ciclo e século novo no qual continuaremos ocupados em  superar a pré-história e iniciar a verdadeira história da humanidade,  dando mais um passo de formiga para atravessar este enorme campo que se  abre diante de nossos pés cansados… até que o sol se apague daqui há  seis bilhões e meio de anos, mais ou menos quando toda a humanidade  deverá ter transitado dos combustíveis fósseis para a energia solar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Mauro Iasi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;é  professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, presidente da  ADUFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas),  do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro&amp;nbsp;&lt;i&gt;O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(Boitempo, 2002). Colabora para o&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Blog da Boitempo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;mensalmente, às quartas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-6887044525065430614?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/6887044525065430614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=6887044525065430614&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/6887044525065430614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/6887044525065430614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/12/o-ciclo-do-tempo-e-o-tempo-do-ciclo.html' title='O ciclo do tempo e o tempo do ciclo'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--1OexiNCqlg/TvXCTsvqCEI/AAAAAAAACDc/EjdthAF44Yg/s72-c/11-12-14_mauro-iasi_o-ciclo-do-tempo-e-o-tempo-do-ciclo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-4135113283147338463</id><published>2011-12-14T18:12:00.002-03:00</published><updated>2011-12-14T18:22:23.469-03:00</updated><title type='text'>Por que o PCB homenageia Carlos Marighella</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ivan Pinheiro (Secretário Geral do PCB) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Neste mês, comemora-se o centenário de Carlos Marighella. Juntamente com outras instituições, a Fundação Dinarco Reis, ligada organicamente ao PCB, convoca um ato público em sua homenagem, &lt;b&gt;nesta quinta-feira, na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JHMJmYH6RJE/TukRnFFyRpI/AAAAAAAACCs/NR4YEOzFJnk/s1600/marighella002.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-JHMJmYH6RJE/TukRnFFyRpI/AAAAAAAACCs/NR4YEOzFJnk/s320/marighella002.jpg" width="230" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Na ocasião, sem qualquer pretensão de querer se apropriar da imagem de Marighella &lt;b&gt;(que pertence a todos os brasileiros que lutam contra a opressão)&lt;/b&gt;, o PCB quer marcar seu orgulho por ele ter militado por décadas em nosso Partido, tendo sido Deputado e Constituinte em 1946 e, principalmente, um dirigente partidário combativo, organizador e agitador, &lt;b&gt;este adjetivo que soa como acusação para a direita e como elogio para os comunistas&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por isso, no evento desta quinta-feira, entregaremos à sua família, em memória, a MEDALHA DINARCO REIS com que anualmente distinguimos personalidades que marcaram a história do PCB. Este gesto será apenas uma parte do Ato Público, cujo caráter é muito mais amplo, do ponto de vista das organizações e personalidades que o organizaram e daquelas que dele participarão. &lt;b&gt;Marighella não é reivindicado apenas pelos comunistas, mas por todos aqueles que lutam por liberdade e justiça social. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É impossível falar de Marighella sem falar do PCB - a grande escola onde se formou e militou a maior parte de sua vida como revolucionário – e sem ao menos tangenciar alguns aspectos das divergências sobre a linha política pendular do partido da década de 50 à de 80 do século passado, q&lt;b&gt;ue geraram uma verdadeira diáspora dos comunistas brasileiros. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É impossível também falar de Marighella, fundador da ALN (Ação Libertadora Nacional), sem lembrar de outros revolucionários que também divergiram da orientação política do PCB após o golpe de 1964, adotando formas de luta diferenciadas, como Luiz Carlos Prestes, Apolônio de Carvalho, Joaquim Câmara Ferreira, Mário Alves e tantos outros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O PCB, em sua reconstrução revolucionária, &lt;b&gt;olha com respeito para todos os que saíram do Partido àquela época e se mantiveram na esquerda.&lt;/b&gt; Os que &lt;b&gt;tentaram liquidar o PCB e o abandonaram, pela direita, merecem o nosso desprezo. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Este respeito vem da compreensão de que as divergências com a linha política do Partido têm sua origem nos equívocos que levaram à derrota popular em 1964. &lt;b&gt;Suas raízes estão na chamada Declaração de Março de 1958, que privilegiava alianças com setores da burguesia e a via institucional de transição ao socialismo&lt;/b&gt;. Com esta linha, o PCB desarmou a possibilidade de resistência popular diante do golpe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;No entanto, respeitar e compreender o surgimento destas dissidências do PCB após 1964 não significa concordar com a forma de luta adotada por algumas delas. Apesar de legítima e em geral inevitável para o trânsito ao socialismo, a luta armada não era adequada àquela correlação de forças e ao nível de organização e mobilização da resistência popular à ditadura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Diante do erro cometido antes de 1964, consideramos correta, até 1979, a linha política adotada pelo VI Congresso do PCB, em 1967, de enfrentamento à ditadura pela via do movimento de massas e da frente democrática, até porque não restavam outras alternativas. &lt;b&gt;Novos erros vieram depois&lt;/b&gt;, nos anos 80, com a manutenção da política de frente democrática que já havia perdido a atualidade. &lt;b&gt;Foi a década perdida do PCB, do ponto de vista revolucionário, marcada pela conciliação de classe. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;No entanto, não estamos entre aqueles que negam ou subestimam o papel da insurgência armada adotada por algumas organizações no período que, ao preço de muitas vidas que nos fazem falta, também contribuíram para a derrubada da ditadura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FiQVCB6IrcY/TukTUmloiGI/AAAAAAAACC0/hmdCJjntVLI/s1600/punho-do-s-iacutembolo-d.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-FiQVCB6IrcY/TukTUmloiGI/AAAAAAAACC0/hmdCJjntVLI/s200/punho-do-s-iacutembolo-d.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Também é preciso ficar claro que a ditadura não escolhia suas vítimas apenas em função dos meios com que lutavam. Entre 1973 e 1975, foram assassinados dezenas de camaradas do PCB, cujos corpos jamais apareceram, dentre eles quase todos os membros do Comitê Central que aqui atuavam na clandestinidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ao homenagearmos Marighella não queremos transformá-lo apenas em um personagem da história, mas principalmente fazer dele um exemplo de luta para as novas gerações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;(13 de dezembro de 2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-4135113283147338463?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/4135113283147338463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=4135113283147338463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/4135113283147338463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/4135113283147338463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/12/por-que-o-pcb-homenageia-carlos.html' title='Por que o PCB homenageia Carlos Marighella'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JHMJmYH6RJE/TukRnFFyRpI/AAAAAAAACCs/NR4YEOzFJnk/s72-c/marighella002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-3954140034197204886</id><published>2011-11-26T12:57:00.002-03:00</published><updated>2011-11-26T13:16:48.872-03:00</updated><title type='text'>Os arquivos secretos da Marinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;ÉPOCA teve acesso a documentos inéditos produzidos pelo Cenimar, o serviço de informações da força naval. Eles revelam o submundo da repressão às organizações de esquerda durante a ditadura militar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5W0q6I9vebY/TtEMZ01ToII/AAAAAAAACBM/mJjVTMmh48U/s1600/tortura.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://4.bp.blogspot.com/-5W0q6I9vebY/TtEMZ01ToII/AAAAAAAACBM/mJjVTMmh48U/s400/tortura.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Uma caixinha de papelão do tamanho de um livro guardou por mais de três  décadas uma valiosa coleção de segredos do regime militar implantado no  Brasil em 1964. Escondidas por um militar anônimo, 2.326 páginas de  documentos microfilmados daquele período foram preservadas intactas da  destruição da memória ordenada pelos comandantes fardados. Os papéis  copiados em minúsculos fotogramas fazem parte dos arquivos produzidos  pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar), o serviço secreto da  força naval. Ostentam as tarjas de “secretos” e “ultrassecretos”, níveis  máximos para a classificação dos segredos de Estado e considerados de  segurança nacional. Obtido com exclusividade por ÉPOCA, o material  inédito possui grande importância histórica por manter intactos  registros oficiais feitos pelos militares na época em que os fatos  ocorreram. Para os brasileiros, trata-se de uma oportunidade rara de  conhecer o que se passou no submundo do aparato repressivo estruturado  pelas Forças Armadas depois da tomada do poder em 1964. Muitos dos  mistérios desvendados pelos documentos se referem a alguns dos maiores  tabus cultivados pelos envolvidos no enfrentamento entre o governo  militar e as organizações de esquerda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="FIM DO SEGREDO A caixa de papelão com os microfilmes de documentos do Cenimar. Ela foi guardada por um militar anônimo por mais de três décadas (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA)" height="408" src="http://e.glbimg.com/og/ed/f/original/2011/11/25/706_arquivos_secretos_01.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" title="FIM DO SEGREDO A caixa de papelão com os microfilmes de documentos do Cenimar. Ela foi guardada por um militar anônimo por mais de três décadas (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA)" width="620" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;FIM DO SEGREDO&lt;br /&gt;A caixa de papelão com os microfilmes de documentos do Cenimar. Ela foi  guardada por um militar anônimo por mais de três décadas (Foto: Igo  Estrela/ÉPOCA)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-620"&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As  revelações mais surpreendentes estão nas pastas rotuladas de  “Secretinho”, uma espécie de cadastro dos espiões nas organizações de  esquerda. Fichas e relatórios do Cenimar identificam colaboradores da  ditadura, homens e mulheres, que atuavam infiltrados nas organizações  que faziam oposição, armada ou não, ao regime militar. Agiam dentro dos  partidos, dos grupos armados e dos movimentos estudantil e sindical. O  trabalho dos informantes e agentes secretos era pago com dinheiro  público e exigia prestação de contas. Muitos infiltrados eram militares  treinados pelos serviços secretos das Forças Armadas que atuavam  profissionalmente. Outros foram recrutados pelos serviços secretos entre  os esquerdistas, por pressão ou tortura. Havia ainda dezenas de  colaboradores eventuais, simpatizantes do regime, que trabalhavam em  setores estratégicos, como faculdades, sindicatos e no setor público. A  metódica organização da Marinha juntou relatórios, fotografias, cartas e  anotações de agentes e militantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Reveladores, os papéis microfilmados divulgados por ÉPOCA antecipam  alguns dos debates mais importantes previstos para a Comissão da  Verdade, cuja lei de criação foi sancionada recentemente pela presidente  Dilma Rousseff. Aprovada pelo Congresso, a comissão foi criada com o  objetivo de esclarecer os abusos contra os direitos humanos cometidos,  principalmente, durante a ditadura militar. Se investigar a fundo o que  se passou nas entranhas do aparato repressivo, chegará à participação de  militantes de esquerda nas ações que levaram à prisão, à morte e ao  desaparecimento de antigos companheiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Reveladores, os papéis microfilmados divulgados por ÉPOCA antecipam  alguns dos debates mais importantes previstos para a Comissão da  Verdade, cuja lei de criação foi sancionada recentemente pela presidente  Dilma Rousseff. Aprovada pelo Congresso, a comissão foi criada com o  objetivo de esclarecer os abusos contra os direitos humanos cometidos,  principalmente, durante a ditadura militar. Se investigar a fundo o que  se passou nas entranhas do aparato repressivo, chegará à participação de  militantes de esquerda nas ações que levaram à prisão, à morte e ao  desaparecimento de antigos companheiros.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="O PRECURSOR José Anselmo dos Santos (ao centro, de bigode), o “Cabo Anselmo”, o mais famoso dos agentes duplos da ditadura, numa foto de 1964. Acima, uma reprodução de um documento do Cenimar, em que seu nome aparece numa lista de civis e militares invest (Foto: Arquivo O Dia)" height="460" src="http://e.glbimg.com/og/ed/f/original/2011/11/25/706_jose_anselmo_dos_santos.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" title="O PRECURSOR José Anselmo dos Santos (ao centro, de bigode), o “Cabo Anselmo”, o mais famoso dos agentes duplos da ditadura, numa foto de 1964. Acima, uma reprodução de um documento do Cenimar, em que seu nome aparece numa lista de civis e militares invest (Foto: Arquivo O Dia)" width="620" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O PRECURSOR&lt;br /&gt;José Anselmo dos Santos (&lt;i&gt;ao centro, de bigode&lt;/i&gt;), o “Cabo  Anselmo”, o mais famoso dos agentes duplos da ditadura, numa foto de  1964. Acima, uma reprodução de um documento do Cenimar, em que seu nome  aparece numa lista de civis e militares investigados (Foto: Arquivo O  Dia)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-620"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Durante a luta armada, as acusações de traição muitas vezes  determinaram justiçamentos, com a execução dos suspeitos pelos próprios  integrantes das organizações comunistas. Isso aconteceu com Salathiel  Teixeira, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que integrou o  revolucionário Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR),  dissidência do “Partidão” que migrou para a luta armada. Salathiel  terminou morto por companheiros por suspeita de ter fornecido, sob  tortura, informações aos órgãos de repressão. Os documentos da Marinha  mostram como Maria Thereza, funcionária do antigo INPS do Rio de Janeiro  e amiga de Salathiel, foi recrutada e paga para ajudar a prendê-lo em  1970. A prisão de Salathiel foi chave para a prisão de dirigentes do  partido&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O Cenimar representava a Marinha na poderosa comunidade de informações  do governo militar, que incluía também os serviços secretos do Exército,  da Aeronáutica, da Polícia Federal e das polícias Civil e Militar. O  marco inicial da estruturação dessa rede que investigava e caçava  inimigos dos militares foi a criação do Serviço Nacional de Informações  (SNI), em 1964, pelo então coronel Golbery do Couto e Silva, um dos  homens fortes dos governos dos presidentes Humberto de Alencar Castelo  Branco, Ernesto Geisel e João Figueiredo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para compreender bem o confronto sangrento entre as Forças Armadas e as  organizações de inspiração comunista, é necessário lembrar o contexto  da época. O mundo vivia a Guerra Fria, período de polarização ideológica  em que Estados Unidos e União Soviética disputavam o controle de  regiões inteiras do planeta. O Brasil importou o conflito internacional.  O governo militar tinha o apoio dos Estados Unidos, e parte da oposição  aderiu aos regimes comunistas, com forte influência de Cuba e China. O  PCB se dividiu em dezenas de siglas adotadas por grupos radicais que  adotaram a luta armada como instrumento para a derrubada dos militares. O  PCB defendia a via pacífica para a chegada ao poder. Nem assim escapou  da perseguição do aparato repressivo e muitos de seus seguidores foram  mortos e desapareceram com a participação direta da comunidade de  informações. Dentro do PCB sempre se soube que a ação de agentes  infiltrados teve grande responsabilidade nas prisões dos comunistas. Os  documentos do Cenimar revelam que um discreto dirigente do PCB em São  Paulo, Álvaro Bandarra, fez um acordo com os militares em 1968 para  colaborar com a caçada aos integrantes do partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Os documentos do Cenimar mostram ainda como agiram os espiões para  ajudar no desmantelamento de algumas das dissidências do PCB. Os agentes  infiltrados pela Marinha tiveram importante participação na derrocada  do PCBR, da Ação Libertadora Nacional (ALN), da Vanguarda Popular  Revolucionária (VPR), do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e  da Frente de Libertação Nacional (FLN). Os militantes viviam escondidos  em casas e apartamentos, chamados por eles mesmos de “aparelhos”. Num  tempo em que não havia telefone celular nem internet, marcavam locais de  encontro, conhecidos como “pontos”, com semanas ou meses de  antecedência para garantir o funcionamento das organizações. Num desses  “pontos”, descoberto por um agente secreto de codinome “Luciano”, morreu  Juarez Guimarães de Brito, um dos líderes da VPR, procurado&amp;nbsp;pelo  governo por ter comandado o lendário assalto ao cofre do ex-governador  de São Paulo Adhemar de Barros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Os arquivos da Marinha revelam também como os comunistas subestimaram a  força da ditadura e cometeram erros infantis que facilitaram o trabalho  da repressão. Num tempo em que os grampos telefônicos já eram comuns,  guerrilheiros tramavam ações armadas e falavam despreocupadamente ao  telefone. Também convidavam para participar de grupos de ação armada  pessoas que mal conheciam, o que facilitou a infiltração dos agentes  secretos. A fragilidade das organizações de esquerda permitiu a  infiltração do fuzileiro naval Gilberto Melo em entidades do movimento  estudantil no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A história de Gilberto guarda grande semelhança com a do mais conhecido  dos agentes duplos da ditadura, José Anselmo dos Santos, conhecido por  “Cabo Anselmo”. Anselmo se tornou conhecido ainda antes do golpe como  presidente da Associação dos Marinheiros, um dos focos de agitação  durante o governo de João Goulart, e depois se infiltrou em organizações  da luta armada como informante da repressão. Gilberto passava os dias  perambulando pelo restaurante Calabouço, local de encontro dos  estudantes e de organização das manifestações contra o regime militar.  Ele viu quando o secundarista Edson Luiz Lima Souto foi morto durante  uma manifestação por policiais no Calabouço, com um tiro no peito, no  dia 28 de março de 1968.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Nos dias seguintes à morte de Edson Luiz, Gilberto, conhecido no  Cenimar como Soriano, participou das manifestações desencadeadas pelo  assassinato, que culminaram na famosa passeata dos 100 mil, em junho de  1968, no Rio de Janeiro. Gilberto incorporou tanto o disfarce que  terminou preso duas vezes. Foi espancado e torturado como se fosse um  esquerdista. Nunca revelou que era agente secreto. A morte de Edson foi  um dos fatos mais marcantes daquele período, que culminou com o  recrudescimento da repressão pelo regime militar e a implantação do Ato  Institucional Número 5 (AI-5) no final de 1968.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Os papéis microfilmados constituem um valioso acervo para a compreensão  dos métodos empregados pelos órgãos de repressão. Por razões óbvias,  nos registros não constam as práticas mais hediondas, como tortura,  prisões ilegais, assassinatos ou desaparecimento de pessoas. Mas eles  têm o mérito de expor personagens e mostrar o roteiro das perseguições  aos inimigos do regime. Os relatórios do Cenimar também registram o  envolvimento de oficiais da Marinha. Eles controlavam a rede de espiões  espalhados pelo país, chefiavam as equipes de busca e coordenavam os  interrogatórios. “Documentos que mostram relatórios de informantes,  contratações e atuação direta são raros”, afirma Carlos Fico, professor  da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um dos principais  historiadores do período militar. “Provavelmente (&lt;i&gt;esses documentos&lt;/i&gt;) deveriam ter sido expurgados. Por algum motivo, alguém os salvou.”&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O expurgo mencionado por Fico foi concretizado no acervo do Centro de  Informações da Aeronáutica (Cisa). O Cisa fazia o mesmo trabalho do  Cenimar. Também tinha agentes e controlava elementos infiltrados em  organizações de esquerda. No início do ano, o Arquivo Nacional abriu a  consulta aos documentos acumulados pelo Cisa e entregues um ano antes  pela Aeronáutica. Mas quem for até lá em busca de documentos como os do  Cenimar vai se decepcionar. Não há nada que leve à identidade de agentes  e informantes, seus relatórios, comprovantes de pagamentos, material  que existe fartamente nos arquivos obtidos por ÉPOCA. Procurada, a  Marinha afirmou desconhecer os documentos do arquivo secreto. “Não foram  encontrados, no Centro de Inteligência da Marinha, registros  pertinentes aos questionamentos apresentados”, afirmou o  contra-almirante Paulo Maurício Farias Alves, diretor do Centro de  Comunicação Social da Marinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Até hoje, a história da ditadura militar no Brasil se revelou aos  poucos, em imprevisíveis divulgações de documentos, relatos  contraditórios de militares e incompletas declarações dos perseguidos  pelo regime militar. Menos de três décadas depois de restaurada a  democracia, ainda existem importantes segredos. Nas próximas semanas,  ÉPOCA publicará novos capítulos dessa história ainda desconhecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;FONTE:&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2011/11/os-arquivos-secretos-da-marinha.html"&gt; AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-3954140034197204886?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/3954140034197204886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=3954140034197204886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/3954140034197204886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/3954140034197204886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/os-arquivos-secretos-da-marinha.html' title='Os arquivos secretos da Marinha'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5W0q6I9vebY/TtEMZ01ToII/AAAAAAAACBM/mJjVTMmh48U/s72-c/tortura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-180471886973521605</id><published>2011-11-25T17:50:00.000-03:00</published><updated>2011-11-25T17:50:07.769-03:00</updated><title type='text'>90 Anos do PCB (IV)- Do Manifesto de Agosto de 1950 ao IV Congresso</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O PCB havia iniciado o processo autocrítico das ilusões constitucionais com a Declaração de Janeiro de 1948, que se aprofundou com o Manifesto de Agosto de 1950. A bandeira da revolução é novamente levantada e a questão da luta armada, como caminho para a conquista do poder, é retomada e posta na ordem do dia. O PCB inicia um rico período de sua existência, em que a luta contra o revisionismo, pela primeira vez, surgia no interior do Partido. E esta, ainda que não se desse de forma mais patente e organizada, ganhará maior dimensão. Uma demarcação mais nítida entre esquerda e direita, entre a linha revolucionária e reformista, será a base das futuras rupturas entre marxistas-leninistas e revisionistas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/83/10-a.jpg" src="http://www.anovademocracia.com.br/83/10-a.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;   Ilustração de campanha de soltura de Elisa Branco &lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na  legalidade institucionalizada e com a Assembleia Constituinte, os  comunistas  conquistariam a maior bancada parlamentar de toda sua  história, com 46 deputados  e um senador, e a maioria de vereadores na  capital federal. O PCB na legalidade  contava com cerca de 200 mil  militantes e oito jornais diários, já em 1947. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  general fascista Eurico Gaspar Dutra, como representante direto do  imperialismo  ianque, é eleito presidente com a missão de deter o  movimento comunista no  país. Rompe relações diplomáticas com a URSS e  assume a ponta de lança da  contrarrevolução em uma nova escalada  fascista contra o povo e o PCB. Prisões e  assassinatos se generalizam,  comícios são dissolvidos a bala. O PCB não  responde a altura aos  ataques do inimigo. Apoiando-se no parlamento, o PCB pede  inutilmente o  &lt;i&gt;impecheament&lt;/i&gt; de Dutra. Sem uma linha política  revolucionária e  organizações preparadas para resistir e combater, o PCB perde  a  iniciativa e não logra utilizar os acontecimentos para desmascarar o  regime e  preparar as massas para a luta revolucionária pelo poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com  Dutra se aprofunda a dominação do imperialismo ianque no país. A   desnacionalização da economia e a subserviência ao USA se aceleram.  Para cassar  os deputados comunistas Pedro Pomar e Diógenes Arruda, que  se mantinham  abrigados em outras legendas a fim de utilizar a tribuna  para denunciar o  governo, Dutra passou a exigir atestado de ideologia  para quem fosse disputar  as eleições. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Diante  da ilegalidade imposta e da compreensão da situação política  como de tendência  à fascistização e à preparação de uma nova guerra  contra a URSS, o PCB inicia  um processo autocrítico, para o qual teve  grande importância a vitória da  Revolução Chinesa em 1949, assim como a  Conferência dos Partidos Comunistas na  Polônia de 1947. Nesta, Andrei  Zhdanov criticara os desvios de direita em que  estava afundado o PCB.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Manifesto  de Agosto de 1950&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na  Declaração de Janeiro de 1948, Prestes levantava entre outras  questões a pouca  atenção às lutas dos trabalhadores rurais contra o  latifúndio e a prática de  "obscurecer os objetivos estratégicos  revolucionários" com uma sistemática "&lt;i&gt;contenção  da luta de massas proletárias em nome da colaboração operário-patronal e da  aliança com a burguesia progressista&lt;/i&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com  o Manifesto de Agosto de 1950 aprofunda-se a autocrítica,  reafirmando o papel  dirigente do proletariado e apontando para a tomada  revolucionária do poder  através da luta armada. O Manifesto propõe a  formação de núcleos da Frente  Democrática de Libertação Nacional - FDLN  para a derrubada do governo  estabelecido e o estabelecimento de um  governo democrático popular&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As limitações da autocrítica&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda  que a Declaração de Janeiro de 1948 e o Manifesto de Agosto de  1950 tenham  representado um importante avanço na superação de problemas  históricos, mudando  a orientação política e dando fôlego à esquerda na  direção do PCB, este  processo autocrítico ainda encontra sérias  limitações. E estas não permitirão  aprofundar suficientemente a luta  entre marxismo e o revisionismo — que já  manifestara com as posições de  Browder no continente e de Togliatti na Europa —  para ir às raízes do  reformismo no partido e extirpá-las da sua direção.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Neste  período, três problemas fundamentais se colocavam como pedra de  toque, sem os  quais o PCB não poderia superar o reformismo e a  ideologia pequeno-burguesa.  Questões que de forma geral se achavam  resolvidas na experiência vitoriosa da  Revolução Chinesa, a qual é  profundamente subestimada pelos comunistas  brasileiros. São eles:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="bignumber"&gt;1&lt;/span&gt; A questão da  burguesia nacional e a  correta relação com ela. O PCB substitui a linha  oportunista de direita  de unidade cega com a burguesia, pela sua negação  completa.  Caracteriza a burguesia em bloco como força inimiga, sem separar a   grande burguesia (que por sua vez se divide em frações: compradora e   burocrática, inimigas), média e pequena (genuína burguesia nacional,  sendo suas  alas esquerdas aliadas do proletariado e do campesinato).  Sem separar suas  diferentes frações, o PCB seguiu equivocadamente  tomando a grande burguesia  burocrática, representada por Vargas, por  burguesia nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="bignumber"&gt;2&lt;/span&gt; A compreensão  sobre a questão  agrário-camponesa. Ainda que tenha ganhado maior ênfase, não se  define  corretamente seu papel na revolução brasileira, ficando assim   secundarizada na estratégia do Partido, assim como sua vinculação com o   problema nacional, terminando por colocar o problema da eliminação do   latifúndio apenas como condição para o desenvolvimento capitalista, e  não principalmente  como condição para a conformação da aliança  operário-camponesa, para a  libertação das forças produtivas no campo,  para a hegemonia do proletariado na  frente única revolucionária e para a  passagem interrupta da revolução  democrática de novo tipo ao  socialismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="bignumber"&gt;3&lt;/span&gt; A questão da via e  forma principal  de luta, ou seja, a luta armada. É aqui, quanto à questão da  linha  militar, que concretiza as tarefas da revolução, e à construção do   segundo instrumento da revolução, o Exército Guerrilheiro Popular (são  três os  instrumentos da revolução: o partido, o exército revolucionário  popular e a  frente única revolucionária, sendo o partido o principal),  onde os problemas se  revelam de forma mais clara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O Manifesto defende  que o Exército Popular de Libertação Nacional seria formado a partir da "&lt;i&gt;Expulsão   das forças armadas de todos os fascistas e agentes do imperialismo e   reintegração em suas fileiras dos militares delas afastados por motivo  de sua  atividade democrática revolucionária&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na1"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a1" name="a1"&gt;&lt;/a&gt;".  Ou seja, ao passo que repudia  qualquer possibilidade de aliança com a  burguesia, defende a principal  instituição de sustentação da grande  burguesia e do latifúndio, as forças  armadas brasileiras, como sendo a  base de um instrumento revolucionário do  proletariado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como bem sublinhara  Mao Tsetung sobre o problema do Estado e a Revolução:&lt;i&gt;  "O principal é o  problema da máquina estatal, isto é, o problema da  destruição da velha máquina  estatal (principalmente as forças armadas) e  do estabelecimento de uma nova  máquina estatal (principalmente as  forças armadas &lt;/i&gt;[revolucionárias]&lt;i&gt;)"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na2"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a2" name="a2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como  a própria experiência da Revolução Chinesa afirmou, a condição  para o  proletariado manter a independência e hegemonia na Frente Única é  possuir um  verdadeiro Exército Guerrilheiro Popular, construído  através de um longo  progresso. A direção do PCB segue com a velha  ilusão de um suposto caminho  insurrecional como prevaleceu no  levantamento armado de 1935.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tais limitações  mantêm o PCB ideologicamente no campo pequeno-burguês  e farão com que não logre  aprofundar a aplicação da linha  revolucionária que estabelecera, fazendo com  que oscile entre desvios  de "esquerda" e de direita nos anos posteriores.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na prática a direção  do PCB mantém uma política ambígua. Ao mesmo  tempo em que defende a luta armada  e participa efetivamente de  levantamentos armados, lança candidatos em 1950  (através de outras  legendas), faz campanha pelo voto em branco nas eleições  presidenciais e  luta pelo retorno à legalidade burguesa. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ademais  do papel da direção oportunista de Prestes, este processo  revela também a  debilidade da esquerda na direção do PCB,  particularmente quanto ao método de  conhecimento, de estudo e de luta  de linhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Pedro  Pomar, então membro do Comitê Central, diverge da condução do  processo  autocrítico. Pomar discordara de que a direção do Partido  passasse de uma  posição a outra sem reconhecer o fundo dos desvios e as  responsabilidades do  Comitê Central neles. Em seguida, Pomar seria  desligado da Comissão Executiva e  do Secretariado Nacional e enviado  para ocupar a primeira-secretaria e a  secretaria de agitação e  propaganda do Comitê Estadual do Rio Grande do Sul,  como medida  disciplinar para que "fizesse autocrítica". No princípio dos anos  de  1950, integra-se ao trabalho do PCB em São Paulo, participando  ativamente da  direção das importantes greves operárias deste período e  do acompanhamento da  luta armada em Porecatu, no norte do Paraná.  Depois é enviado a Moscou e só  retorna em 1955; logo, não pôde  participar do IV Congresso, no qual foi  simplesmente destituído do  Comitê Central.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Contudo,  e apesar dos zigue-zagues da direção, a partir da  autocrítica das ilusões  constitucionais, o PCB logrará avanços  importantes, desenvolvendo uma grande  experiência na mobilização e  organização independente das massas de uma forma  geral, procurando  imprimir maior combatividade nas lutas das massas. É o  período de  grande auge das greves operárias, particularmente em São Paulo e que   darão origem a novas organizações classistas, as associações sindicais  por  categorias, independentes do Ministério do Trabalho. A questão   agrário-camponesa ganhou importância tanto nos debates teóricos e  políticos no  partido, quanto na luta concreta.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas  foi quanto à construção partidária que o PCB mais avançou.  Escolas de quadros  foram realizadas, preparando centenas e centenas de  novos quadros. Foi a  primeira vez que a direção do partido debruçou-se  seriamente sobre os problemas  teóricos e práticos da revolução  brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Contra a agressão à Coreia&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como  parte da campanha contra a preparação de uma nova agressão  imperialista à URSS,  o PCB lança em 1950 o movimento nacional pela  proibição de armas atômicas. Em  1951 organizou o Congresso Brasileiro  dos Partidários da Paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com  a escalada da Guerra Fria, o USA lança uma guerra de agressão  contra a Coreia  (1950-1953) e, em 1951, pressiona o governo Dutra para o  envio de tropas  brasileiras para lutar junto com as tropas  imperialistas. Os comunistas  levantam um grande movimento contra a  agressão a Coreia e a utilização da bomba  atômica e organizam um abaixo  assinado com 4,2 milhões de assinaturas. A  militante comunista Elza  Branco é presa em uma festa popular no Vale do  Anhangabaú-SP por  levantar uma faixa com os dizeres: "&lt;i&gt;Nossos filhos não  irão para a Coreia&lt;/i&gt;".  Ela se tornou um símbolo e alavancou o movimento  de luta contra a  agressão por todo país, impedindo o envio de tropas  brasileiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A campanha "O petróleo é nosso!"&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nas  eleições de 1950, Vargas é eleito, representando um duro golpe na  fração  compradora da grande burguesia representada por Dutra. Enquanto  representante  da grande burguesia burocrática, Vargas oscilará entre  medidas populistas e  concessões ao imperialismo, de acordo com a  conveniência de seu grupo de poder.  Os discursos "nacionalistas" e  populistas buscavam conformar base social entre  as massas populares.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nos  primeiros anos do governo, Vargas faz importantes concessões ao  imperialismo  ianque. Em 1952, assina o acordo militar Brasil—Estados  Unidos, também autoriza  a remessa anual de 5 mil toneladas de areias  monazíticas para o USA. Estabelece  acordo secreto com a força aérea  ianque para fazer fotos aéreas do território  brasileiro, com o objetivo  de elaborar um "&lt;i&gt;plano estratégico de defesa  para todo continente&lt;/i&gt;".  O PCB, a partir do Manifesto de Agosto de 1950,  denunciará Vargas  enquanto lacaio do imperialismo ianque, convocando a  derrubada do  governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A  campanha pela nacionalização da exploração do petróleo no país,  após  desmascarar as teorias do imperialismo de que no Brasil não havia  petróleo,  começou no início de 1948 contra o projeto entreguista de  Dutra, que pretendia  entregar nosso petróleo aos monopólios ianques.  Nos anos de 1949-1951 o &lt;i&gt;slogan&lt;/i&gt; "O petróleo é nosso!"  se espalha  por todo o país, aglutinando um amplo movimento de massas de  operários,  estudantes, camponeses, mulheres, estudantes, intelectuais e  artistas e  a participação de importantes personalidades do país, como o  escritor  Monteiro Lobato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na  zona Leste de São Paulo, operários ergueram em meio a uma praça  pública uma  enorme réplica de madeira de uma torre de petróleo com 18  metros de altura, na  qual estava fixado um cartaz "O petróleo é nosso!  Fora o imperialismo". Apesar  da proibição pelo governo, outras torres  como essa são fixadas em diferentes  partes da cidade. Uma réplica,  desta feita de metal, é instalada no bairro da  Penha, com um público de  nada menos que 20 mil pessoas, lá permanecendo por dez  anos&lt;sup&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na3"&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a3" name="a3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em  1952, o movimento popular derrota as tentativas de Vargas de  criação de uma  empresa de capital misto e garante o monopólio estatal  na produção de petróleo,  com o decreto que determina a criação da  Petrobras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/83/10-b.jpg" height="640" src="http://www.anovademocracia.com.br/83/10-b.jpg" width="473" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;   A revista dirigida pelo PCB divulgou os documentos do IV congresso do partido&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em  26 de março de 1953, o PCB dirigiu uma das maiores greves  operárias da  história. Durando cerca de um mês, envolveu cerca de 300  mil trabalhadores. No  dia 18 de março é realizada em São Paulo a  Passeata  da Panela Vazia, convocada pelos comunistas, que reúne 60 mil  pessoas. O  PCB passa também a construir e estender um amplo trabalho  feminino, dirigindo,  no dia 28 de julho de 1951, o Primeiro Congresso  da  Federação de Mulheres do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em agosto de 1954 é realizada no Rio de Janeiro a  vitoriosa  Conferência Latino-Americana de Mulheres. Participaram desta Conferência   400 delegadas. Cerca de 100 expressivas mensagens de sindicatos,  organizações  profissionais e personalidades femininas foram enviadas à  Conferência. O  trabalho de preparação realizado no Brasil em função da  Conferência deu novo  impulso à organização do movimento feminino de  massas. Surgiram no Brasil,  nesse período, mais de 30 organizações de  massas femininas operárias e  camponesas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Tal  fato foi confirmado na II Conferência de Camponeses e  Assalariados Agrícolas,  realizada em São Paulo, com a participação de  camponesas de vários estados,  eleitas como delegadas em grandes  assembléias"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na4"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a4" name="a4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ascenso de lutas camponesas&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Entre  os anos de 1948 e 1950 há um ascenso de lutas camponesas  dirigidas pelo PCB.  Greves de colonos de café, assalariados agrícolas,  lutas combativas de  arrendatários e meeiros. Destacam-se as lutas de  Fernandópolis, de Canápolis,  de Santo Anastácio e das usinas de açúcar  na Bahia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"No  ano de 1953 o PCB realiza a I Conferência Nacional de  Trabalhadores Agrícolas e  Camponeses Pobres. A Conferência de  Assalariados Agrícolas e Camponeses Pobres  do Nordeste e a Conferência  dos Flagelados no Ceará. Foram organizados  Sindicatos Rurais de Colonos  e de Assalariados Agrícolas e Associações de  Camponeses.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No  mesmo ano é realizada a II Conferência Nacional de  Trabalhadores Agrícolas e  Camponeses, como as conferências de  sitiantes, posseiros, parceiros, meeiros e  arrendatários, de colonos de  café, de assalariados agrícolas da lavoura  canavieira, do arroz e do  cacau, etc. A Conferência tomou resoluções de alta  relevância, tais  como a elaboração da Carta dos Direitos e a fundação da União dos  Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do  Brasil, ULTAB"&lt;/i&gt;&lt;sup&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na5"&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a5" name="a5"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Desde  janeiro de 1948, a questão agrário-camponesa passa a tomar  crescente  importância nos debates e ações do PCB. A experiência mais  avançada e mais  profunda do período será em Porecatu, no norte do  Paraná. Esta será a primeira  experiência concreta do PCB de organização  da luta armada no campo, avançando  de forma concreta a construção da  aliança operário-camponesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A  experiência da luta armada em Porecatu&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na6"&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a6" name="a6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nesta  região do norte paranaense, em uma área de cerca de 4 mil  hectares, desde o  início dos anos de 1940, centenas de posseiros  lutavam por suas terras de armas  nas mãos contra grileiros, pistoleiros  e a polícia. Assim como em outras  regiões do país, com a valorização  da terra a luta recrudesce e se radicaliza.  A luta dos posseiros havia  fundado duas associações de lavradores em 1944, as  mais antigas  organizações camponesas do país. A de Porecatu, com 270 famílias,  e a  de Guaraci, com 268 famílias. Em 1947, 1500 posseiros realizam uma   manifestação armada em Guaraci e bloqueiam por cinco dias a estrada que  liga  Centenário do Sul a Porecatu.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sob  clara influência da "Declaração de Janeiro de 1948", os comitês  regionais do  PCB de Londrina e Curitiba tomam conhecimento dos  acontecimentos e, através do  dirigente comunista Manoel Jacinto  Correia, preparam relatório detalhado para a  direção do PCB. O Comitê  Central, após receber o relatório, decide se integrar  à luta dos  posseiros e envia quadros (principalmente militares) e armas para a   região. Os posseiros são amplamente receptivos à direção do PCB. Em  novembro de  1948, formalmente os posseiros decidem pela luta armada  para defender suas  terras.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A  direção do PCB orienta a formação de Ligas Camponesas para ampliar o  movimento  e impedir o isolamento. Ao longo da resistência, doze Ligas  são fundadas.  Comitês de apoio à luta dos posseiros são formados em  diversas capitais. A luta  se desenvolve e diversos grupos armados de  posseiros são formados. Com o  Manifesto de Agosto de 1950, a luta ganha  mais força e também influencia a luta  no interior da direção do PCB,  que chega a levantar fundos para aquisição de  armas para a formação do  Exército Popular da FDLN. No início, os grupos armados  realizavam  apenas ações de defesa das posses ameaçadas. Com o maior   desenvolvimento da luta, os grupos armados de posseiros destroem as  instalações  do latifúndio, justiçam pistoleiros e expulsam  latifundiários, chegando a controlar  uma região de cerca de 40 km².&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A  luta armada resiste a diversas campanhas da polícia militar e dura  até 1951. A  polícia não consegue derrotar a guerrilha. A direção do PCB  comete erros no  manejo da tática e aos poucos a luta se desmobiliza de  forma organizada, sem  que as principais lideranças sejam presas. Com a  luta, centenas de famílias  obtêm o título da terra, sendo esta a  primeira vez no país que terras são  desapropriadas pelo governo para  "fins sociais".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  exemplo de Porecatu frutifica. Em junho de 1951, 200 camponeses do  sul da Bahia  resistem armados em suas terras contra a tentativa de  expulsão pelo latifúndio.  Em 1957, no sudoeste do Paraná ocorre outro  levantamento armado de posseiros.  Em 1954, a luta armada de Trombas e  Formoso em Goiás, à qual o PCB também vai  se integrar, encontra seu  auge. A luta no interior de Goiás foi dirigida por  José Porfírio e  ocorreu quando os povoados de Trombas e Formoso foram atacados  por  pistoleiros e pela polícia militar. No final da década de 1950, toda a   região estava organizada e dominada pelos posseiros, que resistiram  armados à  ação dos pistoleiros e policiais, derrotando suas campanhas e  expulsando-os. Os  posseiros se organizaram na Associação dos  Trabalhadores de Trombas e Formoso,  presidida por Porfírio. Devido à  luta organizada dos camponeses, 20 mil títulos  de terra são concedidos&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na7"&gt;&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a7" name="a7"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A  experiência da luta armada de Porecatu, além de ser a primeira de  luta armada  no campo dirigida pelo PCB, dera-se sob o impacto direto da  declaração de 1948  e o manifesto de 1950. E, ainda que de forma  parcial, representara a  incorporação pelas massas da linha  revolucionária estabelecida pelo PCB.  Entretanto, em seu curso, e após  sua derrota, essa experiência é profundamente  subestimada. A direita na  direção do PCB passará do silenciamento ao ataque à  experiência de  Porecatu, funcionando como arcabouço para sustentar suas  posições  reformistas. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  balanço profundo dos acertos e erros no movimento armado de  Porecatu e suas  lições serviriam para aprofundar a luta de duas linhas  no interior da direção  sobre o caminho da luta armada em nosso país.  Combateria frontalmente as  posições reformistas e fortaleceria as  posições de esquerda, corrigindo os  erros e limitações nas formulações  desenvolvidas pelo partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vejamos  como a própria experiência de Porecatu fornecia importantes  indicações sobre o  caminho para a construção do Exército Guerrilheiro  Popular com a rica  experiência militar&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na8"&gt;&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a8" name="a8"&gt;&lt;/a&gt;  adquirida com a formação dos grupos armados; e sobre a  própria questão  da construção da Frente Única, com a formação das Ligas  Camponesas e  comitês de apoio a luta armada dos posseiros que foram criados nas   pequenas e grandes cidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  erro de buscar o caminho da legalização da luta dos camponeses era o  de buscar  um fim institucionalizado, dentro do velho Estado. Isto se  verificou tanto em  Porecatu quanto em Trombas. Prevaleceu o oportunismo  reformista de integrar a  luta das massas ao Estado, quando deveria-se  aproveitar a excelente  oportunidade para formular a estratégia da  generalização destas lutas nas  vastas zonas rurais do país,  combinando-as com a resistência popular nos  grandes centros, onde a  luta reivindicativa seria fortalecida com ações armadas  da revolução.  Isto seguramente teria aberto um novo caminho para a revolução  não só  no Brasil, mas em toda América Latina, onde fenômenos semelhantes   estavam se gestando, inclusive fora dos partidos comunistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Suicídio  de Vargas&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As  pressões do imperialismo ianque pela abertura total e, por outro  lado, o  aumento das lutas democráticas das massas, levam Vargas a  adotar medidas  populistas de viés nacionalista, a fim de fortalecer a  base social do seu  governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A  fim de refrear as lutas das massas e tentar canalizá-las a seu  favor, Vargas  nomeia João Goulart para o Ministério do Trabalho e uma  de suas primeiras  medidas anunciadas é o aumento de 100% do salário  mínimo, como defendiam os  comunistas. Dado às tensões criadas, Goulart  cai do ministério e Vargas retoma  a proposta e radicaliza, ameaçando  controlar a remessa de lucros dos monopólios  estrangeiros. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Premido  por ameaças de corrupção, por pressões dos círculos  monopolistas ianques e por  um golpe de Estado em curso, além do  episódio do atentado contra Carlos Lacerda  por um integrante de sua  segurança pessoal, Vargas se mata com um tiro no  peito. Na carta  testamento que deixa acusa as "&lt;i&gt;forças terríveis&lt;/i&gt;" da  oposição  (principalmente a UDN) e do USA. A tragédia de sua morte e o   conhecimento dos termos de sua carta geram comoção nacional, provocando   revoltas das massas populares que, saindo às ruas em manifestações  coléricas,  atacam sedes de partidos e jornais de oposição. Inclusive os  jornais do PCB são  atacados nas bancas de revistas com a mesma fúria  lançada contra as publicações  e organizações dos golpistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Estes  acontecimentos confundem ainda mais a direção do partido que,  sem compreender  corretamente a questão da burguesia nacional, muda  repentinamente de posição, e  passa a defender Getúlio como  anti-imperialista e a se aliar com seus  correligionários.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para  entender o posicionamento político de Vargas é preciso  compreender como a  relação de dominação do imperialismo não é  unilateral. Ou seja, as classes  dominantes locais (os latifundiários e a  grande burguesia em suas frações  compradora e burocrática), ao mesmo  tempo em que são lacaias, barganham seus  interesses segundo a oscilação  da correlação de forças no país e no mundo. Este  movimento  historicamente fez com que setores da burguesia nacional e do   proletariado — influenciados pela linha reformista dos partidos  comunistas de  então — seguissem a grande burguesia burocrática  principalmente, em nome de  apoiar um suposto setor progressista no  governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O IV Congresso do PCB&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Meses  depois do suicídio de Getúlio, o PCB realiza o seu IV Congresso  (dezembro/1954  — janeiro/1955). Sua realização é um marco importante  em sua história. Pela  primeira vez, o partido formula seu programa de  forma bem detida. As teses  apresentadas serão as mais profundas já  formuladas no país e expressam um maior  conhecimento da realidade  nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Entretanto,  os debates no congresso são extremamente restritos e  débeis. Prevalecia o  dogmatismo em questões de organização, métodos  administrativos na luta interna.  Isto não permitiu aprofundar o balanço  do importante período de lutas vivido  pelo PCB, precisamente quando  este lutou por aplicar uma linha revolucionária.  A linha do Manifesto  de Agosto de 1950 impulsionou o partido para a luta  revolucionária,  porém na sua formulação limitada prevaleceu a ideologia   pequeno-burguesa, numa mistura de ações revolucionárias e reformistas  que  culminaram em fracassos. Tudo isto dará maior força às posições  direitistas que  se nutriam na direção do Partido. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tanto  a linha de direita de Prestes, como a própria esquerda, que  posteriormente  rompeu com o reformismo, reconstruindo o PCB em 1962  (com a sigla PCdoB para  diferenciar-se da organização de Prestes),  afirmam que o IV Congresso fora  marcado por teses esquerdistas e  sectárias. Entretanto, suas posições e  resoluções mantiveram no  fundamental concepções reformistas da linha que ganhou  força após a  derrota de 1935, a da revolução nacional-democrática através da   reformulação de instituições da velha ordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vejamos  que a imprecisão quanto à caracterização da burguesia  brasileira leva ou a apoiá-la  em bloco ou a tomar a grande burguesia  burocrática (ligada à produção) como  burguesia nacional, considerando  como critério de distinção apenas seu  posicionamento político aparente&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;O  programa afirma o confisco apenas  das grandes empresas e capitais  ianques, eximindo as grandes empresas  brasileiras que constituíam já  capital monopolista.&lt;i&gt; "Não serão confiscados  os capitais e as  empresas da burguesia brasileira. Serão confiscados os  capitais e as  empresas dos grandes capitalistas que traírem os interesses  nacionais e  se aliarem aos imperialistas norte-americanos&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na9"&gt;&lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a9" name="a9"&gt;&lt;/a&gt;".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ao  tratar da dominação imperialista ianque do país como um "&lt;i&gt;simples apêndice da  economia de guerra dos USA&lt;/i&gt;"&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na10"&gt;&lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a10" name="a10"&gt;&lt;/a&gt;,  toma tal dominação de forma unilateral e  não compreende o caráter  semicolonial e o papel desempenhado pelas classes  dominantes internas  no país, notadamente as duas frações da grande burguesia, a  compradora e  a burocrática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  programa centra na necessidade do rompimento de relações com o USA, "&lt;i&gt;que  impedem o Brasil de manter relações comerciais com todos os países e em  prejuízo da economia nacional&lt;/i&gt;"&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na11"&gt;&lt;sup&gt;11&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a11" name="a11"&gt;&lt;/a&gt; e de forma genérica fala sobre a  necessidade de se estabelecer relações com "&lt;i&gt;todos outros países&lt;/i&gt;".  Ainda no ponto 31 do programa: "&lt;i&gt;Atrair  a colaboração de governos e de  capitalistas estrangeiros, cujos  capitais possam ser úteis ao desenvolvimento  independente da economia  nacional"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na12"&gt;&lt;sup&gt;12&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a12" name="a12"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em  suma, apesar de toda retórica, o programa apresentado no IV  Congresso condensa  as aspirações democrático-burguesas radicais,  apontando para o desenvolvimento  do capitalismo nacional e não da  transição ao socialismo. As teses sustentam um  "&lt;i&gt;Desenvolvimento independente da economia nacional com a intensificação da  industrialização do país&lt;/i&gt;&lt;sup&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a13" name="a13"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na13"&gt;13&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;i&gt;". &lt;/i&gt;No  programa não há nenhuma menção à  transição ao socialismo,  transformando na prática as conquistas democrático-burguesas  em  objetivos estratégicos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As  mudanças no regime político propostas pelo programa se limitam às  reformas  democrático-burguesas, tais como a supressão do senado  federal, mandato de 4  anos, voto para analfabetos e militares de baixa  patente. Reformas do sistema  judiciário, tributária, laicidade do  Estado, erradicação do analfabetismo, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  IV Congresso mantém a formulação direitista do Manifesto de Agosto  de 1950  quanto a formação do Exército Nacional Popular de Libertação  através da &lt;i&gt;"Democratização  das forças armadas e criação do exército, da marinha e da aviação  nacional-populares&lt;/i&gt;&lt;sup&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#na14"&gt;14&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;",  da depuração de elementos fascistas das forças  armadas. Isto num  momento em que as forças armadas brasileiras já se achavam   profundamente controladas, com o aprofundamento da subserviência ao   imperialismo ianque, em especial através da formação da Escola Superior  de  Guerra, orientada pelo Pentágono e acordo militar Brasil-USA. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Após  o Congresso, a linha de direita ganhará força no interior do  Comitê Central e o  PCB apoiará a candidatura de Juscelino em 1955.  Caminhará para a Declaração de  Março de 1958, que sintetiza as posições  reformistas do revisionismo do grupo  de Prestes na direção do partido,  abrindo uma nova fase na história do PCB, a  da ruptura com o  revisionismo e da reconstrução do Partido Comunista do Brasil  enquanto  um verdadeiro Partido Comunista Marxista-Leninista.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Notas  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na1" name="na1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a1"&gt;1&lt;/a&gt; - &amp;nbsp;Luis  Carlos Prestes, Manifesto de Agosto de 1950.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na2" name="na2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a2"&gt;2&lt;/a&gt; - A Carta Chinesa. A revolução proletária e o revisionismo  de Krushov. 1964. Ed. Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na3" name="na3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a3"&gt;3&lt;/a&gt; -&amp;nbsp; Extraído de José Duarte Um maquinista da história. Luis Momesso. Ed. Oito  de Março.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na4" name="na4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a4"&gt;4&lt;/a&gt;  - Olga Maranhão. Ganhar Milhões de Mulheres Para o  Programa do  Partido, Intervenção no IV Congresso do Partido Comunista do Brasil  —  PCB. 1954.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na5" name="na5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a5"&gt;5&lt;/a&gt;  - Programa do Partido Comunista  do Brasil, Bandeira de Luta e da  Vitória. Informe Apresentado, em Nome do  Comitê Central, no IV  Congresso do Partido Comunista do Brasil — PCB. Diógenes  Arruda.  Novembro de 1954.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na6" name="na6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a6"&gt;6&lt;/a&gt; - As informações foram retiradas do livro: Porecatu. A guerrilha que  os comunistas esqueceram. Marcelo Oikawa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na7" name="na7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a7"&gt;7&lt;/a&gt; - Entrevista com Valter  Valadares, um dos organizadores do movimento em Trombas e  Formoso-GO, publicada em &lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-29/499-trombas-e-formoso-o-triunfo-campones"&gt;www.anovademocracia.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na8" name="na8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a8"&gt;8&lt;/a&gt;  - Exemplo disto é o fato de um detalhado relatório sobre a experiência   militar contendo mais de 500 páginas e que fora produzido pelos  comandantes da  luta armada em Porecatu e entregue a Carlos Mariguella  (em nome do Comitê  Central). Este relatório desaparecera sem ser alvo  de debates e apreciação  sistemática pela direção do PCB. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na9" name="na9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a9"&gt;9&lt;/a&gt;  - Programa do Partido Comunista do Brasil, Bandeira de  Luta e da  Vitória. Informe Apresentado, em nome do Comitê Central, no IV   Congresso do Partido Comunista do Brasil — PCB. Diógenes Arruda.  Novembro de  1954.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na10" name="na10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a10"&gt;10&lt;/a&gt; - Idem&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na11" name="na11"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a11"&gt;11&lt;/a&gt; - Ibdem&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na12" name="na12"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a12"&gt;12&lt;/a&gt; - Ibdem&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na13" name="na13"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a13"&gt;13&lt;/a&gt; - Ibdem&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na14" name="na14"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-83/3712-do-manifesto-de-agosto-de-1950-ao-iv-congresso#a14"&gt;14&lt;/a&gt; - Ibdem&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-180471886973521605?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/180471886973521605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=180471886973521605&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/180471886973521605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/180471886973521605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/90-anos-do-pcb-iv-do-manifesto-de.html' title='90 Anos do PCB (IV)- Do Manifesto de Agosto de 1950 ao IV Congresso'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-8637162349429608943</id><published>2011-11-24T22:07:00.000-03:00</published><updated>2011-11-24T22:07:16.084-03:00</updated><title type='text'>Viva o glorioso Levante Popular de 1935!</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A importância  extraordinária da insurreição de 35 reside no fato de que pela primeira  vez situou de forma concreta, em termos práticos, para os militantes  comunistas e as forças populares, a tarefa da preparação e do  desencadeamento da luta armada”.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;(Pedro Pomar)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mepr.org.br/midia/imagens/noticias/2009/dezembro/rebeldesb_35.jpg" target="_blank"&gt; &lt;span class="frontbox" name="fbox_292"&gt;&lt;/span&gt; &lt;img alt="rebeldesb_35" height="137" src="http://mepr.org.br/plugins/content/fboxbot/thumbs/rebeldesb-35_193x137_1da1b855fbbc3cec198b83e31a609bf1.jpg" style="border: 1px solid rgb(0, 0, 0); float: left; margin: 5px;" title="Coluna do exército rebelde em 1935." width="193" /&gt; &lt;/a&gt;Muito se tem ocultado o grande acontecimento histórico ocorrido há  74 anos sobre o solo do nosso país. Em novembro de 1935 a Aliança  Nacional Libertadora, frente única antifascista dirigida pelo  proletariado, lançava-se corajosamente em armas para assaltar o poder e  libertar o Brasil da infinita submissão, obscurantismo e fascistização  imposta pelo governo reacionário de Vargas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Batizaram com seu ódio de classe de  “Intentona Comunista” o glorioso Levante Popular. Aliás, diga-se de  passagem, não é o ódio cego dos seus inimigos um índice da autenticidade  e da intrepidez das manifestações das classes populares?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="western" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A Frente Única Antifascista:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="western" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O mundo vivia uma situação dramática. As  hordas fascistas preparavam-se febrilmente para a guerra e o  anticomunismo raivoso era a doutrina oficial não só desses países como  também de muitas ditas “democracias”. Perante o VII Congresso da  Internacional Comunista o valente Jeorge Dimitrov declarou, em 1935: &lt;i&gt;“A  classe operária unida, juntamente com as autênticas forças democráticas  dos povos, está em condições de barrar os bandidos e incendiários  fascistas da guerra e, unida aos povos dos próprios países capitalistas,  destruir o fascismo”. &lt;/i&gt;Aliás, diga-se de passagem, nesse histórico  informe intitulado “A unidade da classe operária na luta contra o  fascismo” a Aliança Nacional Libertadora é citada como exemplo de frente  única.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No Brasil, claro, tal escalada fascista  não poderia deixar de se manifestar. Logo em 1932 o escritor medíocre  Plínio Salgado funda, em São Paulo, a Ação Integralista Brasileira,  partido político alinhado sob a consigna “Deus, Pátria e Família”.&lt;b&gt;  Enquanto os comunistas são perseguidos pelo governo getulista&lt;/b&gt; o  Manifesto de lançamento da AIB, em outubro de 1932, chegou a ter &lt;i&gt;dezenas de milhões&lt;/i&gt; &lt;a href="http://mepr.org.br/midia/imagens/noticias/2009/dezembro/ANL_comicio_madureira_RJ.jpg" target="_blank"&gt; &lt;span class="frontbox" name="fbox_292"&gt;&lt;/span&gt; &lt;img alt="ANL_comicio_madureira_RJ" height="217" src="http://mepr.org.br/plugins/content/fboxbot/thumbs/ANL-comicio-madureira-RJ_184x217_f6d730a289a04e59c4c3758b8d15d23b.jpg" style="border: 1px solid rgb(0, 0, 0); float: right; margin: 5px;" title="Comicio da ANL em Madureira-RJ" width="184" /&gt; &lt;/a&gt;de exemplares distribuídos. Sob o roto argumento de que o PCB era  sustentado com o “ouro de Moscou” as camarilhas reacionárias perseguiam e  massacravam nosso povo, enquanto elas é quem de fato entregavam o  Brasil: ora jogando com os ingleses e os ianques, ora com os alemães. Os  postos-chave no Exército e na polícia (além da Igreja, claro) eram  ocupados por integralistas numa prova inconteste de que Vargas apoiou  sim, na luta contra as mobilizações sobretudo operárias da época, os  fascistas de cá.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Por outro lado, como ademais em todo o  mundo, as massas se mobilizavam contra o fascismo. Em 7 de outubro de  1934 a Ação Integralista Brasileira programa uma manifestação “de  massas”, na Praça da Sé, para saudar o “Führer” brasileiro, Plínio  Salgado. O PCB, juntamente com outras correntes antifascistas, prepara a  &lt;b&gt;contra-manifestação&lt;/b&gt;. Junto aos fascistas marcha a  guarda civil de São Paulo. A classe operária paulista os recebe com  vaias e gritos de “Abaixo o fascismo”! Ouvem-se tiros. Três guardas  civis caem. Após um princípio de tumulto os integralistas ocupam as  escadarias da Catedral da Sé quando então os discursos antifascistas  começam. Era a contra-manifestação do proletariado brasileiro. A polícia  de Vargas intervém e começa um intenso tiroteio. Durante o combate os  “camisas-verdes” são vistos em pânico, correndo pelas ruas como &lt;i&gt;galinhas&lt;/i&gt;, e nos dias seguintes pode-se encontrar camisas verdes às centenas abandonadas pelo chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para materializar a frente única contra o  fascismo é fundada em março de 1935 a Aliança Nacional Libertadora. O  que de melhor havia na intelectualidade brasileira, o que havia de  progressista e consciente em nosso país, a ela adere. Luís Carlos  Prestes, então na URSS, contando com um imenso prestígio devido aos seus  feitos legendários no comando da Coluna Prestes e já membro do PCB, é  eleito seu presidente de honra. Os comícios da ALN são enormes atos  contra o fascismo e seus comitês estão presentes em todo o país. Em  abril daquele ano Prestes chega clandestino ao Brasil, juntamente com a  grande comunista Olga Benário. Pedro Pomar assim resume o programa da  “Nacional-Libertadora”:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; padding-left: 30px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1)&lt;/b&gt; Suspensão em definitivo do pagamento das dividas externas, sob o fundamento de que já haviam sido pagas há muito;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; padding-left: 30px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2)&lt;/b&gt; Nacionalização imediata de todas as empresas imperialistas, ‘arapucas’ para as quais o povo trabalhava sob terrível exploração;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; padding-left: 30px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3)&lt;/b&gt;  Proteção aos pequenos e médios lavradores; entrega da terra dos grandes  proprietários aos camponeses e trabalhadores que as cultivavam, visto  serem seus únicos e legítimos proprietários;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; padding-left: 30px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4)&lt;/b&gt; Gozo das mais amplas liberdades pelo povo, nele incluídos os estrangeiros; e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; padding-left: 30px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;5)&lt;/b&gt; Constituição de um governo popular orientado somente pelos interesses do povo brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; padding-left: 30px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; padding-left: 30px; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sem dúvida o Partido Comunista, apenas  13 anos após a sua fundação, já se preparava audazmente para a tomada do  Poder com as armas nas mãos. Em seu livro “Cavaleiro da Esperança”  Jorge Amado cita a chegada ao Brasil do dirigente comunista alemão  Berger para acompanhar os preparativos da insurreição. Berger, aliás,  vinha da China aonde acompanhou a epopéia da revolução chinesa. Após a  derrota, Berger e sua esposa são presos e o alemão é, segundo Jorge  Amado, “o homem que mais sofreu com as torturas da polícia varguista”.  Quando em julho o governo reacionário de Vargas decreta a ilegalidade da  ANL o Partido, segundo Pedro Pomar, &lt;i&gt;“apressou o desfecho da ação  armada e lançou a palavra de ordem de &lt;b&gt;Governo Nacional Popular  Revolucionário, com Prestes à frente".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O Levante e suas lições:&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Assim, em &lt;b&gt;23 de novembro&lt;/b&gt;, tem início o  levante em Natal, Rio Grande do Norte. Cabos, sargentos e soldados do  Exército se levantam e, acompanhados por operários, camponeses e  estudantes iniciam o movimento armado. A bandeira vermelha é erguida  triunfante e, naquele dia, pela primeira vez na nossa história, uma  parte do território nacional é decretada dirigida por um governo popular  e &lt;a href="http://mepr.org.br/midia/imagens/noticias/2009/dezembro/prestes.jpg" target="_blank"&gt; &lt;span class="frontbox" name="fbox_292"&gt;&lt;/span&gt; &lt;img alt="prestes" height="251" src="http://mepr.org.br/plugins/content/fboxbot/thumbs/prestes_175x251_b762b37f8dc197a2f05020b456d6e822.jpg" style="border: 1px solid rgb(0, 0, 0); float: left; margin: 5px;" title="Cartaz anuncia a insurreição." width="175" /&gt; &lt;/a&gt;revolucionário. &lt;i&gt;“Participam do governo provisório o sapateiro  José Praxedes, encarregado de aprovisionamento; o sargento Quintino  Clementino de Barros, da Defesa; o funcionário público Lauro Cortes do  Lago, do Interior; o estudante João Galvão, da Viação; e o funcionário  dos Correios e Telégrafos José Macedo, das Finanças. As medidas iniciais  adotadas pelo governo revolucionário destinaram-se a baratear os preços  dos gêneros alimentícios e das tarifas dos transportes, a moralizar a  administração pública, a mobilizar forças para o prosseguimento da luta  armada.", &lt;/i&gt;relata Pomar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na madrugada de 27 de novembro  levanta-se, no Rio de Janeiro, o Terceiro Regimento de Infantaria e o  Regimento da Escola de Aviação. Devido à traição o governo já estava  preparado para o acontecimento e consegue, além de isolar os insurretos  do apoio da maior parte da população, concentrar forças muito superiores  contra aqueles. O Regimento de Infantaria rebelado foi bombardeado por  artilharia e aviação,e reduzido a escombros. Após 4 dias de heróica  resistência cai também o movimento em Natal. Apesar da tenacidade, da  intrepidez e do espírito inaudito de sacrifício dos comunistas e  democratas aliancistas o Levante é derrotado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vargas decreta então Estado de Sítio. A  propaganda raivosa (na verdade contendo medo da força do povo)  anticomunista é de uma vez por todas doutrina oficial. Os  revolucionários são fuzilados, encarcerados, perseguidos e nas prisões  faltam lugares para tantos lutadores. Mergulha o país no terror negro. A  valentia e o heroísmo demonstrado nesses dias, contudo, e nos anos  posteriores, são ao lado de tanta escuridão mostra do que pode de mais  valioso e radiante realizar o Homem consciente da ideologia justa que  defende. Nos cárceres imundos do fascismo, no Brasil e no mundo, os  lutadores sobreviviam ao terror e combatiam sempre. E combatiam sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O Partido Comunista do Brasil não fará,  então, um balanço sistemático da experiência. Logo o Levante, embora  saudado formalmente, será esquecido e considerado equivocado quando no  interior do PCB ganhar vulto uma posição direitista. Erros, não há  dúvida, existiram. O decreto de ilegalidade da ANL, e a avaliação não  muita precisa do que isso significava, a mobilização insuficiente das  massas para o Levante (sobretudo da população camponesa) são questões  que Pedro Pomar apontaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas com os erros devemos aprender e  jamais negar de forma absoluta e unilateral as nossas experiências. O  Levante Popular de 35, com todo o heroísmo e perspectiva histórica que  encerra, é um marco histórico do proletariado brasileiro e seu Partido  que ainda jovem ousou &lt;i&gt;desafiar o imperador&lt;/i&gt;. O significado dessa  iniciativa, tão cuidadosamente ocultado, quando muito torpemente  caluniado, somente no futuro poderá ser devidamente esclarecido a todo  nosso povo e colocado em seu devido lugar, indelével memória que nos  cabe honrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://mepr.org.br/cultura-popular/celebracoes/292-viva-o-glorioso-levante-popular-de-1935.html"&gt;http://mepr.org.br/cultura-popular/celebracoes/292-viva-o-glorioso-levante-popular-de-1935.html &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-8637162349429608943?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/8637162349429608943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=8637162349429608943&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/8637162349429608943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/8637162349429608943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/viva-o-glorioso-levante-popular-de-1935.html' title='Viva o glorioso Levante Popular de 1935!'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-2154128803488123893</id><published>2011-11-22T17:06:00.002-03:00</published><updated>2011-11-22T17:40:44.782-03:00</updated><title type='text'>O Programa de Transição de Trotsky</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Introdução &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O texto em análise neste trabalho é não só um marco histórico para a IV Internacional Socialista, como é também um documento que expõe de forma sucinta os principais vectores do pensamento de Trotsky.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AdyLyPcOzb0/TswIFp8LIDI/AAAAAAAACAs/QeLpvv4km28/s1600/trotsky1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-AdyLyPcOzb0/TswIFp8LIDI/AAAAAAAACAs/QeLpvv4km28/s400/trotsky1.jpg" width="311" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Redigido em 1938, este documento, entre outros, valeu ao seu autor o cognome de profeta, título dado à sua mais conhecida biografia da autoria de Isaac Deutscher, pois previu com alguma exactidão a II Grande Guerra e criou uma forma de intervenção politica que viria a ser útil no clima pós-guerra, sobretudo aos países da América Latina e outros subjugados ao colonialismo e/ou capitalismo periférico; previu ainda a queda da União Soviética e outros regimes comunistas altamente burocratizados. Contudo, tal como outros pensadores políticos marxistas, cometeria erros de análise que viriam a pôr em causa a sua teoria política, nas décadas posteriores à capitulação alemã e surgimento de uma nova ordem mundial.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Este trabalho pretende assim mostrar em que medida o “Programa de Transição” de Trotsky pode ser considerado um documento de interesse para os dias de hoje e identificar também o porquê de alguns críticos considerarem este documento como um conjunto de ideias políticas que não se aplica à situação política actual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;b&gt;Objectivo do Programa de Transição &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;            Trotsky em 1938, vésperas da II Guerra Mundial, escreve o panfleto “Programa de Transição” como documento de base para a fundação da IV Internacional; esta seria uma organização internacional à semelhança das anteriores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Nessa obra Trotsky discorre sobre a natureza do fascismo e a resposta que os marxistas deveriam dar naquele contexto. Para Trotsky, com a eminência da II Guerra Mundial, estavam criadas as condições históricas para a queda do capitalismo e consequente despoletar de uma revolução socialista a nível internacional. O autor fazia assim ressurgir a discussão em torno de um programa revolucionário que estava dividido em “Programa mínimo” e “Programa Máximo” daí se chamar “Programa de Transição”, pois pretendia combinar reivindicações intermédias do “Programa Mínimo” com medidas de carácter duradouro que levariam à implantação de uma sociedade socialista consistente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Para além disto, Trotsky aproveita também este texto, de carácter panfletário, para reiterar algumas das suas posições políticas e tecer algumas críticas aos seus adversários políticos dentro e fora do panorama marxista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Há também neste texto um claro repúdio pela guerra que, segundo o autor, tem a sua raiz na política imperialista dos países capitalistas mais desenvolvidos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Contribuição de Trotsky para o Marxismo &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As ideias de Trotsky sobre um partido de vanguarda, o&lt;b&gt; &lt;i&gt;internacionalismo, uma frente única operária ou a revolução como processo de derrube do Estado burguês são nitidamente comuns às de Lenine.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Contudo, ao longo da obra de Trotsky, em especial no programa de transição, surgem ideias que vão para além da tradição bolchevique. Estas ideias podem ser assim entendidas como contributos inovadores para o pensamento marxista no século XX. Desta forma destaco três que têm principal importância para a análise do “Programa de Transição”: a teoria da revolução permanente, a critica à burocratização do estado (em especial o soviético) e o método próprio do “Programa de Transição”, que como veremos mais adiante, tem em si uma forma específica de execução divergente da tradição social-democrata, esta última orientada para a separação entre um “Programa Mínimo” reformista e um “Programa Máximo” socialista até certo ponto.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O pensamento de Trotsky, numa base dialéctica, assume o capitalismo como um sistema mundial, logo um país por si só não perderia levar por diante uma revolução socialista sem que esta se estendesse ao resto do mundo de forma gradual e organizada. Por outro lado, ao contrário de outros pensadores marxistas seus contemporâneos, Trotsky também julgava ser impossível para o proletariado russo, ou de qualquer outro país subdesenvolvido, levar a cabo a revolução sem o apoio do campesinato. São estas duas ideias que estão na base da sua teoria da Revolução Permanente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Partindo de uma análise do desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo periférico (capitalismo em países subdesenvolvidos, em que para além da indústria ainda subsistem sistemas feudais, ou em territórios coloniais) Trotsky conclui que nestes países também a revolução terá de ser combinada articulando medidas democráticas anti-feudais, medidas nacionalistas anti-imperiais e socialistas anti-capitalistas. Assim sendo, só uma revolução social contando com o apoio dos camponeses, sob a hegemonia do proletariado, poderia levar a cabo um conjunto de tarefas que passava pela abolição das ditaduras e regimes absolutistas, unificação e independência (no caso das colónias), reforma agrária, colectivização dos meios de produção, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Assim se entende como é que a teoria da Revolução Permanente teve especial aceitação em países dependentes e subdesenvolvidos como os da América Latina na década de 1930.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Outra ideia relevante de Trotsky é a sua crítica à degeneração burocrática do Estado. Para Trotsky, o problema da burocracia não estava só na lentidão da administração pública ou no número de funcionários; para ele o problema era mais grave pois assumia o papel de classe, isto é, a teia de vínculos, amizades e privilégios criada pelos burocratas dava origem a uma “casta superior” desertora da classe operária. Esta nova classe já não tinha contacto com a classe operária e caminhava a passo largo para o restabelecimento do capitalismo. Esta ideia desenvolvida no livro “Revolução Traída” aparecia como que uma profecia para a queda do estado soviético em 1989.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O terceiro contributo para o pensamento marxista, como referi anteriormente, é o método de execução do “Programa de Transição”, que tem como ponto de partida a filosofia da praxis de Marx e a experiência da revolução de Outubro e das lutas sociais levadas a cabo nos anos seguintes.        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O Programa de Transição e o Manifesto Comunista &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tal como o “Manifesto Comunista”, redigido em 1848 por Marx e Engels, serviu de texto base à I Internacional Socialista, o “Programa de Transição” surge como manifesto político da IV Internacional fundada em 1938.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;b&gt;Ambos são considerados documentos históricos que reflectem até certo ponto uma determinada conjuntura, ou seja, estão condicionados à realidade política da época em que foram escritos.&lt;/b&gt; Comum aos dois documentos é também o facto de exporem algumas ideias fundamentais do marxismo revolucionário.  Existem muitos aspectos comuns entre os dois documentos;&lt;b&gt; os dois procuram unidade entre a teoria e a prática,&lt;/b&gt; ambos fazem uma análise da realidade e perspectivam uma mudança revolucionária, definem um programa que parte de reivindicações imediatas para oferecer um projecto de luta contra o capitalismo, são também altamente marcados pelo internacionalismo e claro está, tanto um como outro almejam a realização de uma sociedade comunista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; No caso do “Manifesto Comunista”, no final do capítulo “Proletários e comunistas”, são expostas dez tarefas a serem levadas a cabo após a revolução. No caso do “Programa de Transição” são expostas tarefas da luta revolucionária para preparar o derrube do capitalismo. O “Programa de Transição” não dá nenhuma indicação sobre o que fazer após a revolução socialista, daí o facto do autor o considerar um texto inacabado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Programa Mínimo e Programa de Transição &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para Trotsky a divisão social-democrata entre “Programa Mínimo” e “Programa Máximo” teria de ser abandonada. O autor considerava que o “Programa Mínimo” limitava-se a propor reformas que poderiam ser feitas no seio da sociedade burguesa sem a derrubar ou alterar profundamente. Já o “Programa Máximo” seria um esboço de programa socialista debilmente definido. Esta divisão escondia o problema da tendência defensiva dos sociais-democratas que os levava a só defender o “Programa Mínimo” fazendo do “Programa Máximo” um “programa para os dias de festa”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; É daí que surge, na óptica de Trotsky, a necessidade de elaborar um programa que combinasse as reivindicações imediatas do “Programa Mínimo” com reivindicações de transição, isto é revindicações que seriam formuladas para realmente combater o capitalismo passo a passo. O “Programa de Transição” surgiria assim como uma ponte para o socialismo. Este método é inovador para a época embora o conteúdo, ou seja, as reivindicações em si, não sejam de todo novas por entre os marxistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O “Programa de Transição” não se apresenta como uma forma de reformar o capitalismo, mas sim como uma forma de derrubar o capitalismo baseado numa luta revolucionária que passaria pela unificação de proletários, camponeses, pequenos burgueses, etc., em torno do ideal revolucionário.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Medidas do Programa de Transição para o proletariado  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Trotsky neste documento aborda, entre outros, o tema da “escala móvel de salários e escala móvel de horas de trabalho”. Para o autor esta medida baseava-se na contratação colectiva e aumento automático dos salários correlativamente à subida dos preços dos bens de consumo (escala móvel de salários) e repartição do trabalho disponível pelos trabalhadores existentes para que assim todos pudessem auferir um salário condigno (escala móvel de horas de trabalho). Com esta forma de “repartição do mal pelas aldeias”, Trotsky tenta solucionar o problema da “decomposição do capitalismo” que ele considera eminente e que arrastaria consigo os trabalhadores para o desemprego e miséria extrema. No entanto, considera que esta medida pode não só reunir protestos dos agentes empregadores, assim como de alguns assalariados; para tal afirma que em caso de ruína do capitalismo esta seria o mal menor para a classe operária, que caso contrário estaria arruinada. Trotsky vê na luta e na propaganda a melhor maneira de levar os operários a compreender a necessidade desta proposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Sobre os sindicatos, é dito no texto que os novos sindicatos de França e EUA são a resposta eficaz às necessidades do proletariado, contrapondo a opinião de alguns ultra-esquerdistas que os viam como desnecessários. Defende-se aqui a criação de sindicatos de massas que organizem a luta dos trabalhadores tanto nos regimes democráticos como fascistas. De notar que Trotsky ao longo do texto refere sempre os dois tipos de regime no sentido de reforçar a ideia de que ambos são lesivos para os trabalhadores e para o socialismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Trotsky incita os sindicatos a abandonarem a veia reformista em detrimento da revolucionária, no entanto critica de forma dura os pequenos sindicatos revolucionários que se mantêm à margem dos grandes sindicatos de massas, considerando que estes pequenos grupos traem a revolução.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Neste ponto da obra é notória a vontade de Trotsky em separar o terreno de acção dos sindicatos e do partido, dando maior ênfase a este último. Considera também que devido às limitações dos sindicatos é de todo necessário criar organizações que dinamizem a luta, tais como comités de greve, comités de fábrica ou mesmo sovietes. A crítica à postura reformista dos sindicatos é muito forte no texto com o autor a afirmar que em tempo de crise aguda os sindicatos tentam “domesticar” os trabalhadores e que os seus dirigentes acabam em muitas situações por se aliar, em interesse próprio, ao regime burguês. Como solução para o problema, Trotsky sugere a renovação constante do aparelho dos sindicatos bem como a defesa de organizações autónomas, como as acima citadas, que possam contrastar com o carreirismo dos dirigentes sindicais e conservadorismo dos sindicatos em época de luta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Em suma, tanto a fragmentação dos sindicatos como a criação de sindicatos de massas com tendências reformistas e com sindicalistas de carreira no seu seio, são nefastos à revolução. Assim a solução passa, para o autor, pela renovação interna dos grandes sindicatos e pela criação de estruturas pequenas mais próximas e conscientes dos problemas dos trabalhadores, bem como pela adopção de uma política verdadeiramente revolucionária no seio das organizações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;            Por fim, e de acordo com o que foi dito acima, Trotsky dedica um capítulo inteiro aos comités de fábrica, que considera importantes, pois são eles que vão medir forças com os proprietários das fábricas, tomando assim uma posição verdadeiramente revolucionária, contrária à dos sindicatos reformistas ou dos burocratas estalinistas que temem ver o poder espalhado por grupos de trabalhadores que não controlam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Nota ainda para um capítulo do texto que radicaliza a luta operária ao propor milícias operárias e armamento do proletariado, que contradiz seriamente outras partes do texto que repudiam a guerra e a violência. Esta posição não tem qualquer aceitação nos dias de hoje, em que a relação entre empregadores e assalariados não é a mesma que no texto em análise; contudo, não deixo de considerar exageradas as medidas propostas nesta parte do texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Medidas do Programa de Transição para o campesinato             &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;            Trotsky não vê diferença entre o camponês e o operário – considera-os “duas partes da mesma classe”. Insiste ao longo da obra, que a aliança entre os dois grupos é fundamental, em especial em países onde o desenvolvimento capitalista não chegou ainda ao seu apogeu. Esta ideia é exposta no capítulo 11 (“A aliança dos operários e dos camponeses”) e reforçada no capítulo 13 (“Governo operário e camponês”) bem como em algumas breves passagens de outros capítulos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;             Apesar disso o campesinato continua, nesta obra, a ser alvo de desconfiança pois por entre aqueles camponeses detentores de terra, Trotsky afirma que há desde “semi-proletários até exploradores”. A grande estratégia de acção nas aldeias seria separar os pequenos proprietários, artesãos e comerciantes, também eles vítimas do capitalismo, dos grandes fazendeiros, cujo lucro era acumulado através da exploração de mão-de-obra de pobres trabalhadores ou sistemas semi-feudais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;             No documento em análise são apontadas estratégias no sentido de satisfazer as necessidades dos pequenos rendeiros, dos pequenos comerciantes, produtores independentes e artesãos com propostas tais como: “Comités de pequenos rendeiros”, “Comités de vigilância dos preços”, nacionalização das terras dos grandes latifundiários, colectivização da agricultura ou numa fase mais avançada da revolução, a criação de Sovietes. Sensível à questão agrária, em especial nos países mais atrasados, Trotsky propõe que o pequeno camponês nunca deixe de ser dono do seu pedaço de terra e critica a reforma estalinista de colectivização. Reconhece na Rússia de 1917 uma realidade próxima da dos países subdesenvolvidos ou colonizados do final da década de 30 e, ao identificar os erros da política burocrática de Estaline, acaba por traçar outra estratégia de acção para a revolução agrária nesses países. Essa estratégia levanta algumas dúvidas, pois não define com exactidão a diferença entre o pequeno proprietário de terra e o latifundiário. Será que se avalia tal diferença pela área de terra possuída? Será pelos rendimentos auferidos e condições de vida? Pelo facto de ter assalariados na sua terra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;             Explorar esta questão, da posse da terra e do estatuto dos camponeses, levanta muitas outras para as quais não encontramos resposta nesta obra. Enquanto na cidade industrial o meio de produção é grande, caro e propriedade de um só homem que emprega centenas, nos campos a realidade é bem mais confusa e passível de erros.                &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tendo em conta que estas alterações no tecido económico das nações seriam radicais, o autor não perde tempo e arquitecta o que seria um novo sistema económico/financeiro mais aberto e flexível que o defendido pelos primeiros comunistas mas, no seu essencial, com os mesmo princípios orientadores. É sobre este sistema financeiro que irei dedicar o capítulo seguinte onde se voltará a analisar com mais detalhe a situação dos pequenos comerciantes e artesãos.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Medidas do Programa de Transição para o comércio, indústria e banca &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  Mesmo sendo este um “Programa de Transição” para a revolução socialista, a expropriação é referida como uma prioridade. “O programa socialista da expropriação, isto é, do derrube político da burguesia e liquidação do seu domínio económico, não deve em caso algum impedir, sob qualquer pretexto, no presente período de transição, a reivindicação da expropriação…” Como demonstra este excerto do texto, a expropriação da propriedade privada estava na base da revolução almejada, contudo e como já foi dito, Trotsky e os trotskistas não defendiam a expropriação total dos meios de produção. A proposta de expropriação era selectiva e progressiva, assim sendo, a prioridade seria a expropriação de “os mais importantes ramos da indústria para a existência nacional”. Depreendo que o autor se referia às ditas indústrias base de um país, recursos energéticos, principais fontes de matéria-prima, transportes, indústria pesada de transformação de ferro e aço (muito importante na altura) ou outras indústrias cujo produto era considerado necessário para o desenvolvimento do país. No alvo das nacionalizações estavam também “certos grupos da burguesia parasitários” e os maiores capitalistas cujo domínio fosse preponderante; Trotsky evoca aqui as 60 famílias americanas e as 200 famílias francesas como símbolos do poder do capitalismo e da concentração indecorosa de capital.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Na sequência da nacionalização da indústria de monta e dos grandes monopólios, surge a nacionalização dos bancos e a estatização do crédito. Com esta medida Trotsky pretende que o “banco único do Estado” crie condições mais favoráveis de crédito para camponeses, artesãos e pequenos comerciantes, isto em união com uma gestão estatal da indústria pesada, transportes e energia, que sirva o interesse dos trabalhadores. Desta forma, o objectivo aqui seria a nacionalização dos sectores base da economia, deixando nas mãos dos privados a quase totalidade do comércio, de alguns ramos da indústria ou da produção artesanal. Estas estruturas poderiam assim ser geridas por um proprietário (pequeno comércio, oficina de artesanato ou pequena exploração agrícola) ou por organizações de trabalhadores tais como cooperativas, (fábricas, grandes extensões de terra cultivável, etc.).   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Partindo do princípio que as leis da concorrência deram lugar a monopólios e que estes são nocivos para a economia dos países e lesivos para os trabalhadores, Trotsky insiste no controle e na planificação da economia pelo Estado, criticando a posição social-democrata de não intervenção. Defende-se no texto a abolição do “segredo comercial” como a apresentação de contas aos trabalhadores e sociedade civil por parte dos capitalistas, bem como uma maior intervenção nas tomadas de decisão da firma por parte dos comités de fabrica, isto é, uma maior intervenção dos trabalhadores na gestão e opções estratégicas de rumo para as empresas ainda nas mãos dos capitalistas. Esta seria mais uma das medidas de transição para a revolução socialista em que estes capitais passariam para a mão do proletariado.      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Política internacional do Programa de Transição – O internacionalismo em oposição ao socialismo num só país &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Estaline dizia que era possível construir o socialismo na URSS sem levar em conta o curso da revolução europeia. Para justificar a sua posição afirmava que havia países maduros para o socialismo e outros que não estavam preparados para embarcar em tal empreitada, logo era a URSS o único que reunia as condições para fazer essa revolução socialista. Esta forma de pensar a revolução serviu para alimentar os interesses imediatos da burocracia soviética. A discussão desta teoria centrou-se com a crítica às políticas cada vez mais nacionalistas impulsionadas pelo aparelho soviético.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Dentro do estado soviético aumentavam as contradições sociais com a aplicação da NEP, que tinha como objectivo revitalizar a economia destruída pela guerra civil e contudo falhou. Em 1925, 37% dos camponeses não produziam excedentes e uma percentagem deles não conseguia sequer produzir para seu próprio consumo e, por isso, tinham de trabalhar para os Kulaks. Assim estes trabalhadores rurais voltavam a estar dependentes de um explorador, desta vez o estado. Os Kulaks, para além de submeterem o campesinato a uma nova forma de exploração, mostraram-se insuficientes para alimentar as cidades. Em suma, Estaline projectou um sistema socialista fechado que funcionava de dentro para dentro com resultados catastróficos para a população mais pobre dos campos. No entanto, à altura da morte de Trotsky, a imagem que a URSS dava ao mundo era bem diferente – parecia impossível a queda do colosso soviético e os indicadores económicos da URSS indicavam um crescimento de 10% a 15% ao ano em especial na indústria pesada. Assim, tornava-se difícil para Trotsky impor a ideia de que era preciso perceber que a Rússia se encontrava inserida no sistema político e económico do capitalismo mundial e que a verdadeira revolução socialista assentava no seu carácter universal defendido por Marx. É por meio desse internacionalismo metodológico que se tornaria possível compreender as diversas dinâmicas nacionais do capitalismo: “O marxismo procede a partir da economia mundial considerada não como a simples adição de suas unidades nacionais, mas como uma poderosa realidade independente criada pela divisão internacional do trabalho e pelo mercado mundial que na nossa época domina todos os mercados nacionais”. Contrapondo a teoria do “Socialismo num só país” Trotsky defende o internacionalismo como a “Revolução Permanente” que ganha forma e método de aplicação com as medidas do “Programa de Transição”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Também na obra “A revolução traída”, Trotsky considera a URSS como um “Estado operário burocraticamente degenerado” e defende o derrube da ditadura burocrática pelos trabalhadores, através de uma “revolução política” que retome o caminho da democracia socialista e do poder dos sovietes. No entanto previu que o futuro da União Soviética poderia passar por uma “degeneração interna” do sistema burocrático que o levaria a tornar-se num sistema capitalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  Este combate ideológico permaneceu após a morte dos seus protagonistas criando cisões e confusão generalizada nos meios marxistas. Os defensores de Trotsky afirmam que previu com genialidade a degeneração do estado burocrático da URSS e previu o seu colapso e a sua regeneração naquilo que é hoje. Já os seus opositores categorizam-no de traidor da revolução e cooperante da social-democracia. Têm-se esgrimido os mais variados argumentos em discussões inconclusivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Na impossibilidade de reverter a história, ficará sempre a dúvida de como teria sido a revolução socialista na Rússia pós Lenine se Trotsky tivesse ocupado o lugar que este lhe destinara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O Programa de Transição e a IV Internacional Socialista &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Como já foi dito, o texto em análise, “Programa de Transição”, é o documento base que define as orientações da IV Internacional. Fundada em 1938 em Paris, Trotsky por razões de segurança não compareceu, contudo o congresso aprovou o “Programa de Transição”, em torno do qual se desenvolveu toda a acção da recém criada organização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Porém, a IV Internacional não foi criada como organização acabada. Assim, depois da sua fundação, a IV Internacional dirigiu-se a organizações que tinham rompido com o estalinismo ou a social-democracia propondo-lhes discussões programáticas e tarefas comuns para assim encararem juntos a construção da nova Internacional. Esta abertura partiu do próprio Trotsky; no entanto não salvou a nova organização de ser sempre pequena e sem influência na política mundial. Para além disso padeceu desde o início de um problema organizativo que advinha das contradições entre grupos membros da Internacional, que tinham posições divergentes. Era caso para dizer que após a morte de Trotsky os trotskistas nunca mais se viriam a entender gerando inúmeras dissidências de peso para o movimento e uma fragmentação invulgar dentro da mesma organização. Só no Reino Unido contam-se cerca de vinte organizações trotskistas que reivindicam ser os verdadeiros herdeiros da tradução da IV Internacional. Dentro da IV Internacional existem diversos grupos ou facções como a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/LIT-QI" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;LIT-QI&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; (Liga Internacional dos Trabalhadores da IV Internacional), LBI (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/lbi_br/" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Liga Bolchevique Internacionalista),&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; FT (Fracção Trotskista) ou o PCI (Partido comunista internacionalista) entre outros. Tal divergência interna gerou comentários jocosos como “onde há dois trotskistas logo surgem duas facções distintas”. Ironicamente o combate à burocracia e à disciplina interna rígida da Internacional Comunista parece ter criado na IV Internacional um efeito perverso de inércia e inoperância devido à falta de unidade e de liderança que congregasse todos os envolvidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O “Programa de Transição” define o regime interno da IV Internacional: “Sem democracia interna não há educação revolucionária. Sem disciplina não há acção revolucionária. A estrutura da IV Internacional baseia-se nos princípios do centralismo democrático: plena liberdade de discussão, unidade na acção”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Em suma, esta organização com luta declarada em duas frentes (social-democracia e estalinismo) nunca se afirmou internacionalmente de forma eficaz, em parte pela perda prematura do seu líder e pela sua incapacidade de se organizar e conciliar as divergências internas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Críticas ao Programa de Transição &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Se Trotsky não se enganou ao prever a II Guerra Mundial ou queda do regime Soviético (tão bem profetizada na “Revolução traída”), já o mesmo não se pode dizer quando concluiu que o fascismo seria a última fase do capitalismo, que se encontraria num “estado de profunda decomposição” e que as massas operárias estariam cada vez mais mobilizadas para lutar contra o fascismo. No seu entender, esta mobilização operária revestiria a forma de uma luta pela revolução socialista a curto/médio prazo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Em primeiro lugar, o fascismo não era a derradeira fase do modo de produção capitalista, mas sim uma nova forma de organização política da grande burguesia sob a égide de um Estado de excepção. Não havia uma motivação revolucionária das massas, antes pelo contrário, o fascismo tinha do seu lado largas camadas da população, em especial a classe média e os desempregados. Quanto aos trabalhadores das fábricas, estes não estavam motivados para combatê-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Também a crise dos anos 30 nos países democráticos, ao contrário do que Trotsky pensava, não foi o princípio do fim para a burguesia e seu sistema capitalista. Trotsky viu na II Guerra Mundial o fim da “pré-história” e pensou que estavam criadas as condições para uma revolução socialista – contudo não viveu tempo suficiente para reformular a sua teoria. No entanto, e segundo Ernest Mendel e outros dirigentes da IV Internacional, Trotsky estava consciente de que “o capitalismo não morreria de morte natural” e que para além da crise capitalista teria de haver &lt;b&gt;“consciência e acção do sujeito histórico (o proletariado)”&lt;/b&gt;. Mesmo que nos últimos anos de vida Trotsky tenha de certa forma reestruturado a sua teoria política, no que toca ao texto em análise neste trabalho ele comete o mesmo erro dos escritos de Marx ao considerar que o capitalismo nunca traria um nível de vida ao proletariado melhor que aquele que se conhecia no inicio do século XX, ou seja, a realidade social em que vivemos hoje seria inimaginável, sob o jugo do capitalismo, para estes autores.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Trotsky, por diversas vezes na obra insurge-se contra o sectarismo (dedicando-lhe mesmo um capítulo); no entanto, ao longo da obra toma algumas posições sectárias, por exemplo no capítulo 18, onde declara “uma guerra implacável” a todas as outras correntes do movimento operário, desde a social-democracia até ao anarco-sindicalismo, que chega a categorizar de traidoras da revolução, por terem formas de luta divergentes da por si proposta.      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Outra crítica de relevo é o facto de nas propostas apresentadas Trotsky não falar nem de reivindicações sobre saúde ou educação para além das questões ecológicas que hoje tanto mobilizam os grupos trotskistas de todo o mundo. Considero assim que o “Programa de Transição” apenas se debruça sobre questões de organização politica e económica deixando de fora um sem número de questões que podiam e deviam ser reivindicações de quem pretende criar uma sociedade socialista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Conclusão &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A reflexão sobre o “Programa de Transição”, elaborado por Trotsky, pode ser muito útil mesmo nos dias de hoje. Embora a nova ordem mundial e as condições de vida do proletariado não sejam as mesmas e as reivindicações do texto não tenham aplicação na actualidade, este texto vale sobretudo pelo seu método de intervenção política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Sendo uma síntese das principais ideias politicas do autor este texto não deve ser visto como o catecismo. Por exemplo, quando Trotsky afirma que “as forças produtivas da humanidade deixaram de crescer”, ele está a dizê-lo olhando para a crise capitalista dos anos 30 – o mesmo não pode ser dito hoje. Este texto não é um catálogo de receitas já prontas para serem usadas em qualquer situação de crise ou de mudança politica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O “Programa de Transição”, à semelhança do “Manifesto Comunista”, é um documento histórico que reflecte sobre uma determinada época da história e expõe algumas ideias fundamentais do marxismo revolucionário. O que o documento tem de importante é o seu método de intervenção política, a que os seus defensores chamam “Método do Programa de Transição”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Mais do que esta ou aquela palavra de ordem, proposta ou reivindicação, este documento contém um método e a sua concepção dialéctica que permite recuperar a credibilidade do socialismo. Permite repensá-lo a partir das condições de vida e dos desafios do século XXI.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Esta necessidade de reconstrução política e teórica deve basear-se na experiência acumulada pelo movimento socialista e em especial na reflexão realizada sobre ela. Textos como o “Programa de Transição” representam essa experiência e essa reflexão e constituem por isso uma referência fundamental.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Não se trata de copiá-los ou aplicá-los hoje tal qual os lemos no passado, nem mesmo traduzi-los para as condições actuais. O que é necessário é saber o que podemos aprender com eles no sentido de elaborar novos programas actuais e preparados para os desafios do marxismo do século XXI.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Bibliografia        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;- Deutscher, Isaac. (2005). O profeta armado. 1º edição, Civilização brasileira Editora. São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;- Deutscher, Isaac. (2005). O profeta desarmado. 1º edição, Civilização brasileira Editora, São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;- Deutscher, Isaac. (2005). O profeta banido. 1º edição, Civilização brasileira Editora. São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;- Marx, Karl; Engels, Friedrich. (1997). Manifesto do Partido Comunista. 2º edição, Edições Avante!. Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - Mendel, Ernest. (1979). Da comuna ao Maio de 68 – escritos políticos Vol. 1. 1º edição, Edições Antídoto. Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - Sagra, Alicia. (2005). História das internacionais socialistas. Instituto José Luís e Rosa Sundermann editora. São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - Trotsky, Leon. (1978). Programa de transição. 2º edição, Edições Antídoto. Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;- Trotsky, Leon. (1978). Revolução traída. 1º edição, Edições Antídoto. Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;- Trotsky, Leon. (1977). A Revolução permanente na Rússia. 1º edição, Edições Antídoto. Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Fonte&amp;nbsp; &lt;a href="http://carlos-faria.blog.com/2008/02/13/o-programa-de-transicao-de-trotsky/"&gt;http://carlos-faria.blog.com/2008/02/13/o-programa-de-transicao-de-trotsky/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;* grifo meu [PK]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-2154128803488123893?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/2154128803488123893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=2154128803488123893&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/2154128803488123893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/2154128803488123893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/o-programa-de-transicao-de-trotsky.html' title='O Programa de Transição de Trotsky'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AdyLyPcOzb0/TswIFp8LIDI/AAAAAAAACAs/QeLpvv4km28/s72-c/trotsky1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-3617124690310310771</id><published>2011-11-22T13:31:00.000-03:00</published><updated>2011-11-22T13:31:08.543-03:00</updated><title type='text'>Discurso (proibido) de Vera Paiva na sansão da Lei da Comissão da Verdade</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, 11:00. &amp;nbsp;Palácio do Planalto, Brasília.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KRqtLzOkqwQ/TsvOMijmXNI/AAAAAAAACAk/dpeFEzb_8R4/s1600/COMISS%255DAO+DA+VERDADE.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="315" src="http://2.bp.blogspot.com/-KRqtLzOkqwQ/TsvOMijmXNI/AAAAAAAACAk/dpeFEzb_8R4/s400/COMISS%255DAO+DA+VERDADE.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Excelentíssima Sra. Presidenta Dilma,  querida ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário. Demais ministros  presentes. Senhores representantes do Congresso Nacional, das Forças  Armadas. Caríssimos ex-presos políticos e familiares de desaparecidos  aqui presentes,&lt;b&gt; tanto tempo nessa luta.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Agradecemos a honra, meu filho João  Paiva Avelino e eu, filha e neto de Rubens Paiva, de estarmos aqui  presenciando esse momento histórico e, dentre as centenas de famílias de  mortos e desaparecidos, de milhares de adolescentes, mulheres e homens  presos e torturados durante o regime militar, &lt;b&gt;o privilégio de poder  falar.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ao enfrentar&lt;/b&gt; a verdade sobre esse  período, ao impedir que violações contra direitos humanos de qualquer  espécie permaneçam sob sigilo, &amp;nbsp;estamos mais perto de enfrentar a  herança que ainda assombra a vida cotidiana dos brasileiros. Não falo  apenas do cotidiano das famílias marcadas pelo período de exceção.  Incontáveis famílias ainda hoje, em 2011, &amp;nbsp;sofrem em todo o Brasil com  prisões arbitrárias, seqüestros, humilhação e a tortura. Sem advogado de  defesa, sem fiança. Não é isso que está em todos os jornais e na  televisão quase todo dia, denunciando, por exemplo, como se deturpa a  retomada da cidadania nos morros do Rio de Janeiro? Inúmeros dados  indicam que especialmente &amp;nbsp;brasileiros mais pobres e mais pretos, ou  interpretados como homossexuais, ainda são cotidianamente agredidos sem  defesa nas ruas, ou são presos arbitrariamente, sem direito ao respeito,  sem garantia de seus direitos mais básicos à não discriminação e a  integridade física e moral que a Declaração dos Direitos Humanos  consagrou na ONU depois dos horrores do nazismo em 1948.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Isso tudo continua acontecendo,  Excelentíssima Presidenta.&lt;/b&gt; Continua acontecendo pela ação de pessoas que  desrespeitam sua obrigação constitucional &lt;b&gt;e perpetuam ações &amp;nbsp;herdeiras  do estado de exceção que vivemos de modo acirrado de 1964 a 1988.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O respeito aos direitos humanos, o  respeito democrático à diferença de opiniões assim como a construção da  paz se constrói todo dia e a cada geração! Todos, civis e militares,  devemos compromissos com sua sustentação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nossa história familiar é uma entre  tantas registradas em livros e exposições. Aqui em Brasília a exposição  sobre o calvário de Frei Tito pode ser mais uma lição sobre o período  que se deve investigar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em Março desse ano, na inauguração da  exposição sobre meu pai no Congresso Nacional, ressaltei que há exatos  &amp;nbsp;40 anos o tínhamos visto pela última vez. Rubens Paiva que foi um  combativo líder estudantil na luta &lt;b&gt;“Pelo Petróleo é Nosso”&lt;/b&gt;, depois  engenheiro construtor de Brasília, depois deputado eleito pelo povo,  cassado e exilado em 1964. Em 1971 era um bem sucedido engenheiro,  democrata preocupado com o seu país e pai de 5 filhos. Foi preso em casa  quando voltava da praia, feliz por ter jogado vôlei e poder almoçar com  sua família em um feriado. Intimado, foi dirigindo seu carro, cujo  recibo de entrega dias depois é a única prova de que foi preso. &amp;nbsp;Minha  mãe, dedicada mãe de família, foi presa no dia seguinte, com minha irmã  de 15 anos. Ficaram dias no DOI-CODI, um dos cenário de horror naqueles  tempos. Revi minha irmã com a alma partida e minha mãe esquálida. De  quartel em quartel, gabinete em gabinete passou anos a fio tentando  encontrá-lo, ou pelo menos ter noticias. Nenhuma noticia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Apenas na inauguração da exposição em  São Paulo , 40 anos depois, fizemos pela primeira vez um Memorial onde  juntamos família e amigos para honrar sua memória. Descobrimos que a  data em que cada um de nós decidiu que Rubens Paiva tinha morrido  variava muito, meses e anos diferentes...Aceitar que ele tinha sido  assassinado, era matá-lo mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Essa cicatriz fica menos dolorida hoje,  diante de mais um passo para que nada disso se repita, para que o Brasil  consolide sua democracia e um caminho para a paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Excelentíssima Presidenta: temos muitas  coisas em comum, além das marcas na alma &amp;nbsp;do período de exceção e de  sermos mulheres, mãe, funcionária pública. Compartilhamos os direitos  humanos como referência ética e para as políticas públicas para o  Brasil. &amp;nbsp;Também com 19 anos me envolvi com movimentos de jovens que  queriam mudar o pais. Enquanto esperava essa cerimônia começar,  preparando o que ia falar, lembrava de como essa mobilização começou.&lt;b&gt; Na  diretoria do recém fundado DCE-Livre da USP,&lt;/b&gt; &amp;nbsp;Alexandre Vanucci Leme,  um dos jovens colegas da USP sacrificados pela ditadura, ajudei a  organizar a 1a mobilização nas ruas desde o AI-5, contra prisões  arbitrárias de colegas presos e pela anistia aos presos políticos. Era  maio de 1977 e até sermos parados pelas bombas do Coronel Erasmo Dias,  andávamos pacificamente pelas ruas do centro distribuindo uma carta  aberta a população cuja palavra de ordem era&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;HOJE, CONSENTE QUEM CALA.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Acho essa carta absolutamente adequada  para expressar nosso desejo hoje, no ato que sanciona a Comissão da  Verdade. Para esclarecer de fato o que aconteceu nos chamados anos de  chumbo, quem &amp;nbsp;calar consentirá, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Se a Comissão da Verdade não tiver  autonomia e soberania para investigar, e uma grande equipe que a auxilie  em seu trabalho, estaremos consentindo. Consentindo, quero ressaltar,  seremos cúmplices &amp;nbsp;do sofrimento de milhares de famílias ainda afetadas  por essa herança de horror que agora não está apoiada em leis de  exceção, mas segue inquestionada nos fatos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A nossa carta de 1977, publicada na  primeira página do jornal o Estado de São Paulo no dia seguinte,  expressava a indignação juvenil com a falta de democracia e justiça  social, que seguem nos desafiando. &lt;b&gt;O Brasil foi o último país a encerrar  o período de escravidão, os recentes dados do IBGE confirmam que  continuamos uma país rico, mas absurdamente desigual.&lt;/b&gt;.. Hoje somos o  último país a, &lt;b&gt;muito timidamente&lt;/b&gt; mas com esperança, começar a fazer o  que outros países que viveram ditaduras no mesmo período fizeram. Somos  cobrados pela ONU, pelos organismos internacionais e até pela Revista  Economist, a avançar nesse processo. Todos concordam que re-estabelecer a  verdade e preservar a memória não é revanchismo, que responsáveis pela  barbárie sejam julgadas, com o direito a defesa que os presos políticos  nunca tiveram, é fundamental para que os torturadores de hoje não se  sintam impunes para impedir a paz e a justiça de todo dia. Chile e  Argentina já o fizeram, &amp;nbsp;a África do Sul deu um exemplo magnífico de  como enfrentar a verdade e resgatar a memória. Para que anos de chumbo  não se repitam, para que cada geração a valorize.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Termino insistindo que &amp;nbsp;a &lt;b&gt;DEMOCRACIA SE CONSTRÓI E RECONSTRÓI A CADA DIA&lt;/b&gt;. Deve ser valorizada e reconstruída a&lt;b&gt; CADA GERAÇÃO.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E que hoje, quem cala, consente, mais uma vez.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Obrigada."&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vera Paiva &amp;nbsp;(filha de Rubens Paiva)&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tomei conhecimento agora da mensagem  postada pela Vera Paiva (que reproduzo a seguir), onde ela comenta o  fato de não lhe ter sido dada a palavra na cerimônia de sanção da lei  que criou a Comissão Nacional da Verdade e divulga as anotações do que  seria sua fala.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Estou inteiramente solidária com a Vera  Paiva e concordo com os termos de sua fala não falada. Não afirmo, mas  acho que todos os familiares de mortos e desaparecidos e ex-presos que  estiveram presentes (e os que estiveram ausentes, mas assinaram a Nota  dos Familiares de 18/11/2011) também estão solidários com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Aliás, acho muito estranho o episódio:  não falou nem a representante dos familiares nem a Ministra dos Direitos  Humanos. Mal sinal!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A explicação dada a Vera, de que tiveram  que encurtar a cerimônia não me parece adequada. Pior e mais grave é a  versão que circulou na imprensa (19/11/2011) de que Genoino teria  influenciado no sentido de não se conceder a palavra a uma representante  dos familiares porque isto poderia ser mal recebido pelos comandantes  militares. Inaceitável, tanto o argumento quanto o papel de Genoino!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Concluo dizendo: a Presidenta Dilma  precisa ouvir os familiares de mortos e desaparecidos políticos; e nós  precisamos nos unir para derrotar o obscurantismo, conquistar a &amp;nbsp;Verdade  e a Justiça (como bem afirmou a Alta Comissária da ONU para os Direitos  Humanos).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Iara Xavier Pereira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;“Depois de saber que fui impedida de  falar ontem, lembro &amp;nbsp;de um texto de meu irmão Marcelo Paiva em sua  coluna, dirigida aos militares:”&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;“Vocês pertencem a uma nova geração de  generais, almirantes, tenentes-brigadeiros. Eram jovens durante a  ditadura (…)Por que não limpar a fama da corporação? Não se comparem a  eles. Não devem nada a eles, que sujaram o nome das Forças Armadas.  Vocês devem seguir uma tradição que nos honra, garantiu a República, o  fim da ditadura de Getúlio, depois de combater os nazistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Vera Paiva&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Universidade de São Paulo - PST &amp;amp; NEPAIDS&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;FONTE&amp;nbsp;&lt;a href="http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3271:discurso-proibido-de-vera-paiva-na-sansao-da-lei-da-comissao-da-verdade&amp;amp;catid=64:ditadura"&gt; AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-3617124690310310771?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/3617124690310310771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=3617124690310310771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/3617124690310310771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/3617124690310310771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/discurso-proibido-de-vera-paiva-na.html' title='Discurso (proibido) de Vera Paiva na sansão da Lei da Comissão da Verdade'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KRqtLzOkqwQ/TsvOMijmXNI/AAAAAAAACAk/dpeFEzb_8R4/s72-c/COMISS%255DAO+DA+VERDADE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-7002906585061810482</id><published>2011-11-21T20:11:00.000-03:00</published><updated>2011-11-21T20:11:26.565-03:00</updated><title type='text'>Da insurreição armada (1935) à “União Nacional” (1938-1945): a virada tática na política do PCB</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Apresentação de Francisco  Carlos Teixeira da Silva (p. 11-13), professor titular de História  Moderna e Contemporânea da UFRJ, do livro de Anita Leocadia Prestes,  cujo título é&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Da insurreição armada (1935) à “União Nacional” (1938-1945): a virada tática na política do PCB&lt;/i&gt;&lt;b&gt;, publicado pela Editora Paz e Terra, em 2001.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-S-kVzOsm3WI/TsrZ3vPlZxI/AAAAAAAACAU/w79gScnvBd4/s1600/AAAAAA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-S-kVzOsm3WI/TsrZ3vPlZxI/AAAAAAAACAU/w79gScnvBd4/s640/AAAAAA.jpg" width="424" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com  imenso prazer que aceito a tarefa de apresentar o (...) trabalho de  pesquisa de Anita Leocadia Prestes. O livro sobre os objetivos e táticas  do PCB entre 1935 e 1945, veio preencher uma lacuna básica da história  política brasileira. Poucas vezes a história esteve tão cativa dos  debates políticos como a história do PCB no período proposto pelo estudo  de Anita Prestes. Da mesma forma, esta foi e ainda o é uma história  sobre o PCB, longe de ser uma história do PCB. Assim, a própria ditadura  do Estado Novo acabou por nomear e definir estratégias do partido com  uma pátina de preconceito reacionário. Termos como &lt;i&gt;Intentona Comunista&lt;/i&gt;  e todo o seu campo semântico negativo; a afirmação da luta antifascista  como um ardil comunista; a própria confusão entre comunistas e  aliancistas (os militantes da ALN) permaneceram longamente nas páginas  dos livros brasileiros. Mas não só a ditadura contagiou a história do  PCB. Os liberais, hegemônicos no processo de redemocratização de 1945,  viram no PCB um concorrente poderoso, capaz de mobilizar a população  brasileira contra um quadro secular de exploração. Assim, procuraram  colar a imagem do PCB e de seus líderes à figura do ditador do Estado  Novo, em especial no episódio do chamado &lt;i&gt;Queremismo&lt;/i&gt; – a  manutenção de Vargas durante o processo de redemocratização como  garantia dos direitos sociais alcançados durante a ditadura. Mesmo a  historiografia universitária mais moderna muitas vezes repetiu, creio  que desavisadamente, os mesmos preconceitos. Até mesmo o uso dos  arquivos da repressão – só recentemente abertos à pesquisa – pode  algumas vezes reafirmar visões parciais, posto que depoimentos e  confissões foram muitas vezes arrancados em situações de humilhação e  dor; relatórios e prontuários foram escritos para confirmar a própria  necessidade da existência da polícia política e de seus servidores,  quase sempre por agentes incultos e preconceituosos. Esquecia-se, assim,  da advertência de Carlo Guinzburg ao pesquisar o material da Santa  Inquisição (tão próximo dos arquivos da repressão no Brasil): ao buscar  bruxas em tais documentos, com certeza as acharemos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O presente trabalho de Anita  Prestes enfrenta exatamente tais problemas. De saída a autora recusa-se a  utilizar uma fonte única, seja da documentação interna do PCB, seja a  documentação produzida pela repressão. Os documentos são regularmente  checados com depoimentos, com as conjunturas políticas e as condições  sociais e econômicas existentes, recorrendo a autora aos ensinamentos de  Pierre Vilar sobre a história vista como um conjunto contínuo de  interconexões. O quadro teórico é informado por uma leitura gramsciniana  vivificada do Marx historiador e teórico do Estado, em especial de  textos como o “18 Brumário”. Assim, fontes, método e teoria formam um  conjunto coerente e dinâmico, abrindo novos caminhos de compreensão para  a história do PCB e, consequentemente, da história brasileira entre  1935 e 1945. Dessa forma, inúmeros preconceitos são removidos; lugares  comuns são abalados e leituras tradicionais dos eventos centrais do  período merecem uma nova interpretação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em especial destacamos a análise  do período final do Estado Novo, quando os principais instrumentos de  repressão do regime desmoronam e Vargas começa a reorganizar as bases de  sustentação do seu governo. Assim, a autora nos mostra que o Golpe  Militar que afasta Vargas em 1945 foi dirigido contra um regime que era  uma pálida sombra do Estado Novo. Suas razões são fortes e alteram uma  série de lugares comuns alimentados pela oposição liberal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destacamos ainda, a ampla  capacidade da autora de articular as conjunturas nacional e  internacional, caracterizar a atuação das grandes potências e seus  objetivos, demonstrando um sólido conhecimento da história  contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anita Prestes alinha-se, dessa  forma, como outros historiadores que se lançaram nos últimos anos, a uma  completa revisão da chamada Era Vargas. (...) Anita Prestes contribui  fortemente para lançar as bases de uma história do tempo presente no  Brasil. Durante largo período de nossa história, a temática referente ao  Estado Novo, aos partidos políticos e, em especial, o PCB,  constituía-se em campo exclusivo dos estudos de ciência política.  Trabalhos como o presente livro somam-se a um vigoroso esforço para a  construção da história das nossas lutas sociais. Boa parte desse esforço  fundamenta-se na incorporação de um vasto arsenal teórico buscado na  ciência política, com a correção de certos artificialismos pelo uso  cuidadoso do método histórico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma história revificada do PCB,  para além dos preconceitos, restaura uma parte importante da história da  resistência às injustiças sociais no país, além de evidenciar uma série  de dramas pessoais, marcados ora por erros e equívocos, ora por  valentia e altruísmo e muitas vezes, por tudo junto, como salta das  páginas do livro de Anita Prestes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://prestesaressurgir.blogspot.com/2011/11/da-insurreicao-armada-1935-uniao.html?spref=fb"&gt;http://prestesaressurgir.blogspot.com/2011/11/da-insurreicao-armada-1935-uniao.html?spref=fb &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-7002906585061810482?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/7002906585061810482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=7002906585061810482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/7002906585061810482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/7002906585061810482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/da-insurreicao-armada-1935-uniao.html' title='Da insurreição armada (1935) à “União Nacional” (1938-1945): a virada tática na política do PCB'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-S-kVzOsm3WI/TsrZ3vPlZxI/AAAAAAAACAU/w79gScnvBd4/s72-c/AAAAAA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-4134213294409482648</id><published>2011-11-20T11:50:00.000-03:00</published><updated>2011-11-20T11:50:03.145-03:00</updated><title type='text'>Grécia, Itália e a visão de Marx sobre os "governos técnicos"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sIv2ILIGieo/TskS6QdMmsI/AAAAAAAACAE/oUN4TGC-Bys/s1600/Karl+Marx02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="254" src="http://2.bp.blogspot.com/-sIv2ILIGieo/TskS6QdMmsI/AAAAAAAACAE/oUN4TGC-Bys/s320/Karl+Marx02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Se retornasse ao debate jornalístico no mundo de hoje, analisando o  caráter cíclico e estrutural das crises capitalistas, Marx poderia ser  lido com particular interesse hoje na Grécia e na Itália por um motivo  especial: a reaparição do “governo técnico”. Na qualidade de articulista  do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;New York Daily Tribune&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;, um dos diários de maior  circulação de seu tempo, Marx observou os acontecimentos  político-institucionais que levaram ao nascimento de um dos primeiros  “governos técnicos” da história, em 1852, na Inglaterra: o gabinete  Aberdeen (dezembro de 1852/janeiro de 1855).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  A análise de Marx é notável por sua sagacidade e sarcasmo. Enquanto o  Times celebrava o acontecimento como um sinal de ingresso “no milênio  político, em uma época na qual o espírito de partido está destinado a  desaparecer e no qual somente o gênio, a experiência, o trabalho e o  patriotismo darão direito a acesso aos cargos públicos”, e pedia para  esse governo o apoio dos “homens de todas as tendências”, porque “seus  princípios exigem o consenso e o apoio universais”; enquanto os  editorialistas do jornal diziam isso, Marx ridicularizava a situação  inglesa no artigo&amp;nbsp;“Um governo decrépito. Perspectivas do gabinete de  coalizão”, publicado em janeiro de 1853.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  O que o Times considerava tão moderno e bem articulado, era apresentado  por Marx como uma farsa. Quando a imprensa de Londres anunciou “um  ministério composto por homens novos”, Marx declarou que “o mundo ficará  um tanto estupefato ao saber que a nova era da história está a ponto de  ser inaugurada por cansados e decrépitos octogenários (...), burocratas  que participaram de praticamente todos os governos desde o final do  século passado, frequentadores assíduos de gabinetes duplamente mortos,  por idade e por usura, e só mantidos vivos por artifício”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  Para além do juízo pessoal estava em questão, é claro, o de natureza  política. Marx se pergunta: “quando nos promete a desaparição total das  lutas entre os partidos, inclusive o desaparecimento dos próprios  partidos, o que o Times quer dizer?” A interrogação é, infelizmente, de  estrita atualidade no mundo de hoje, no qual o domínio do capital sobre o  trabalho voltou a tornar-se tão selvagem como era em meados do século  XIX.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  A separação entre o “econômico” e o “político”, que diferencia o  capitalismo de modos de produção que o precederam, chegou hoje ao seu  ápice. A economia não só domina a política, fixando agendas e decisões,  como retirou competências e atribuições que eram próprias desta,  privando-a do controle democrático a tal ponto que uma mudança de  governo já não altera as diretrizes da política econômica e social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  &lt;b&gt;Nos últimos 30 anos, inexoravelmente, o poder de decisão foi sendo  transferido da esfera política para a econômica, transformando possíveis  decisões políticas em incontestáveis imperativos econômicos que, sob a  máscara ideológica do “apolítico”, dissimulam, ao contrário, uma  orientação claramente política e de conteúdo absolutamente reacionário&lt;/b&gt;. O  deslocamento de uma parte da esfera política para a economia, como  âmbito separável e inalterável, a passagem do poder dos parlamentos (já  suficientemente esvaziados de valor representativo pelos sistemas  eleitorais e majoritários e pela revisão autoritária da relação entre  Poder Executivo e Poder Legislativo) para os mercados e suas  instituições e oligarquias constitui, em nossa época, o maior e mais  grave obstáculo interposto no caminho da democracia. As avaliações de  Standard &amp;amp; Poor’s, os sinais vindos de Wall Street – esses enormes  fetiches da sociedade contemporânea – valem muito mais do que a vontade  popular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  No melhor dos casos, o poder político pode intervir na economia (as  classes dominantes precisam disso, inclusive, para mitigar as  destruições geradas pela anarquia do capitalismo e a violência de suas  crises), mas sem que seja possível discutir as regras dessa intervenção e  muito menos as opções de fundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  Exemplos deslumbrantes disso são os acontecimentos dos últimos dias na  Grécia e na Itália. Por trás da impostura da noção de um “governo  técnico” – ou, como se dizia nos tempos de Marx, do “governo de todos os  talentos” – esconde-se a suspensão da política (referendo e eleições  estão excluídos), que deve ceder em tudo para a economia. No  artigo&amp;nbsp;“Operações de governo”&amp;nbsp;(abril de 1853), Marx afirmou que “o  mínimo que se pode dizer do governo de coalizão (“técnico”) é que ele  representa a impotência do poder (político) em um momento de transição”.  Os governos já não discutem as diretrizes econômicas, mas, ao  contrário, as diretrizes econômicas é que são as parteiras dos governos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  No caso da Itália, a lista de seus pontos programáticos ficou clara em  uma carta (que deveria ter sido secreta) dirigida pelo Banco Central  europeu ao governo Berlusconi. Para “recuperar a confiança” dos  mercados, é preciso avançar pela via das “reformas estruturais” –  expressão que se tornou sinônimo de dano social – ou seja, redução de  salários, revisão de direitos trabalhistas em matéria de contratações e  demissões, aumento da idade de aposentadoria e privatizações em grande  escala. Os novos “governos técnicos” encabeçados por homens crescidos  sob o teto de algumas das principais instituições responsáveis pela  crise (veja-se os currículos de Papademos e de Monti) seguirão esse  caminho. Nem é preciso dizer, pelo “bem do país” e pelo “futuro das  gerações vindouras”, é claro. Para o paredão com qualquer voz dissonante  desse coro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  Mas se a esquerda não quer desaparecer tem que voltar a saber  interpretar as verdadeiras causas da crise em curso e ter a coragem de  propor e experimentar as respostas radicais exigidas para a sua  superação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;*Marcello Musto é professor de Ciência Política na Universidade York, de Toronto.&lt;/sup&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  **Artigo originalmente publicado na &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18956"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;.&lt;/sup&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://operamundi./"&gt;&lt;sup style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;OPERAMUNDI.&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;sup style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/sup&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;sup style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/sup&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-4134213294409482648?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/4134213294409482648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=4134213294409482648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/4134213294409482648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/4134213294409482648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/grecia-italia-e-visao-de-marx-sobre-os.html' title='Grécia, Itália e a visão de Marx sobre os &quot;governos técnicos&quot;'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-sIv2ILIGieo/TskS6QdMmsI/AAAAAAAACAE/oUN4TGC-Bys/s72-c/Karl+Marx02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-1016160169207068486</id><published>2011-11-19T20:28:00.002-03:00</published><updated>2011-11-21T09:49:08.519-03:00</updated><title type='text'>90 ANOS DO PCB III - Vitória sobre o nazi-fascimo, Conferência da Mantiqueira e as ilusões constitucionais</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Partido Comunista do  Brasil havia ousado assaltar os céus:  1935! Mas o Levante Popular armado fora  derrotado e os comunistas e as  massas duramente perseguidos, presos, torturados  e mortos. Nos anos que  se seguiram os gendarmes do  fascismo em nosso país brindavam a uma  vitória impossível, a destruição do  partido comunista. Em 1941, Paris  sucumbira à blitzkrieg nazista, atrás dela  estavam Holanda, Noruega,  Bélgica e Dinamarca. No apogeu da vitória nazista,  Vargas saudara a  nova era hitleriana e um navio  cargueiro alemão era recebido no Brasil  com honras de Estado. Delírios febris  de uma longa noite que não  tardaria em ser rasgada por inscrições firmemente  desenhadas nos  portos, fábricas e muros da cidade: Abaixo Vargas! Viva o  Partido  Comunista do Brasil - PCB!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/82/10-a.jpg" src="http://www.anovademocracia.com.br/82/10-a.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;Derrota do fascismo na Europa, em 2 de maio de 1945 &lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As inscrições  haviam sido feitas pela Comissão Nacional de  Organização Provisória — CNOP,  formada em 1941, que reunia quadros e  militantes de diversas regiões do país &lt;b&gt; que escaparam do cerco da  repressão e assumiram a tarefa de reconstruir os fios  da organização  partidária entre as massas trabalhadoras.&lt;/b&gt; Estavam entre eles:  Pedro  Pomar, Maurício Grabois, João Amazonas,  Diógenes de Arruda Câmara,  Amarílio Vasconcelos,  Júlio Sérgio de Oliveira e Mário Alves.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A luta pela  reconstrução e consolidação do PCB teve que enfrentar o  surgimento de posições liquidacionistas de ex-dirigentes encarcerados e  vindos do  exterior, que advogavam que esse processo seria um entrave à  política de União  Nacional. Entre eles estavam Fernando Lacerda, Silo  Meireles, Carlos Marighella, Agildo Barata, Orestes Timbaúva  e José  Maria Crispim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Conferência da Mantiqueira&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Dois anos  depois a CNOP realiza uma Conferência Nacional, que ficará  conhecida como  Conferência da Mantiqueira. Nela foram eleitos para o  Comitê Nacional, além dos  quadros da CNOP, &lt;b&gt;Luis Carlos Prestes e Carlos  Marighella.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na  Conferência as definições se resumem às questões táticas do  momento. Também não  é realizado um profundo balanço sobre o Levante de  35. Esta era tarefa  fundamental com que se poderia tirar preciosas  lições e elucidar questões  cruciais da revolução brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Entretanto, o  PCB é tomado pela falsa ideia de que, com a situação   de vitória sobre o fascismo e a atmosfera democrática criada com o fim  da  guerra, abrira-se a possibilidade para uma transição pacífica no  mundo.  Pensando assim, a nova direção &lt;b&gt;cairá nas ilusões constitucionais&lt;/b&gt;  e lançará a  palavra de ordem &lt;b&gt;"Constituinte com Vargas".&lt;/b&gt; O  reformismo  se impulsiona lançando bases profundas no PCB, acarretando graves   prejuízos para a revolução brasileira. Estas mesmas bases terão grande  peso no  desenvolvimento posterior do partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para  compreender estes acontecimentos se faz necessário abordar de  forma mais detida  alguns aspectos da situação mundial à época, dada a  importância das  modificações ocorridas no mundo após a II Guerra  Mundial. A compreensão desta  nova situação e um acertado balanço da  experiência acumulada pelo proletariado  no período se tornara decisiva  para compreender os novos desafios que o  movimento comunista  enfrentava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A situação política no pós-guerra&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A  II Guerra Mundial em seu início (1939) era &lt;b&gt;"injusta, predatória e   imperialista em caráter"&lt;/b&gt;, como afirmou Mao Tsetung.  Mas quando, em 22  de junho de 1941, a Alemanha invadiu a União Soviética,  ocorreu uma  importante mudança no caráter deste confronto. A URSS opôs à guerra   injusta de dominação, a guerra justa de libertação do povo, atraindo o  apoio e  a solidariedade da classe operária e dos povos oprimidos de  todo o mundo. A II  Guerra tornou-se assim um componente importante da  revolução proletária  mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Massas  de todo o mundo exigiram que os governos de seus países  decretassem guerra ao  Eixo.&lt;b&gt; Partidos comunistas de países acossados  pelo fascismo, na  clandestinidade, assumem a vanguarda das guerrilhas  antifascistas em diversos  países da Europa.&lt;/b&gt; O Partido Comunista da  China, através da Frente Única Antijaponesa, combate a agressão  nipônica. Por iniciativa  da Cominter são formadas as Brigadas  Internacionais  na Guerra Civil Espanhola, para onde concorrem milhares  de comunistas de todo o  mundo. Muitos brasileiros combateram na Espanha  contra o fascismo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com a vitória  sobre o Eixo, a situação política no mundo pós-guerra  se modifica  substancialmente.&lt;b style="background-color: yellow;"&gt; &lt;span style="background-color: orange;"&gt;A derrota do nazi-fascismo  significou  uma derrota para todo o sistema capitalista mundial&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; e modificou a   correlação de forças no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Das seis chamadas grandes potências  imperialistas (Alemanha,  Japão, Inglaterra, Estados Unidos, França, Itália),  três foram  eliminadas em consequência da sua derrota  militar (Alemanha, Itália e  Japão). Também a França foi debilitada e perdeu a  sua antiga  importância como grande potência. Deste modo, restaram somente duas   "grandes" potências imperialistas mundiais — os Estados Unidos e a   Inglaterra; mas as posições de um desses países, a Inglaterra, foram  abaladas"&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a1" name="a1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;sup&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na1"&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;i&gt; .&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Logo, em  1949, um acontecimento de transcendental importância produz  grandes mudanças no  cenário mundial. A vitória da Revolução Chinesa  incorporou 475 milhões de  pessoas ao campo socialista e representou uma  verdadeira viragem na História.  Como observou Mao Tsetung, a China era  o&lt;i&gt; "centro de gravidade da Ásia, ao apoderar-se  da China os imperialistas se apoderariam de toda Ásia"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na2"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a2" name="a2"&gt;&lt;/a&gt;. Com isso a  Revolução Proletária Mundial atingira um equilíbrio estratégico de forças com o  imperialismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Após a vitória da revolução na  China, o imperialismo foi derrotado em  suas agressões na Coréia (1950-53),  Vietnã (1946-54); Cuba (1959),  Argélia e outros países da África (1956-62).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Podemos resumir as modificações  ocorridas no pós-guerra da seguinte forma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Surgimento do campo  socialista, reunindo 12 países com uma  população total de cerca de 1 bilhão de  pessoas, ou um terço da  população mundial.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As lutas dos povos na Ásia,  África e América Latina, como zonas  onde convergem as contradições no mundo  contemporâneo. "Centros da  tempestade da revolução mundial".&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Crescimento do movimento de  massas nas metrópoles imperialistas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Um grande desenvolvimento do  Movimento Comunista Internacional.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O novo papel do imperialismo ianque&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ao contrário de uma paz  duradoura, esta tinha um caráter apenas  relativo e transitório, dada a situação  criada com o fim da guerra.  Logo, o imperialismo ianque ocupou o lugar dos  fascistas alemães,  italianos e japoneses na campanha anticomunista e estendeu  um império  mundial sem precedentes. Sua política de dominação aponta   principalmente para a Europa, Ásia e América, e suas armas para a pátria  do  socialismo no mundo, a URSS.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É preciso ver  que, diferentemente de um fenômeno meramente europeu, &lt;b style="background-color: yellow;"&gt;o  fascismo cresceu como  fruto direto do desenvolvimento das formas de  dominação burguesa em sua etapa  imperialista.&lt;/b&gt; O fascismo evoluiu  especialmente a partir da grande Revolução de  Outubro de 1917 como  contrarrevolução armada e se  tornara meio convencional de dominação.  &lt;b&gt;Basta dizer que em 1935, quando se  reuniu o VII Congresso da Cominter,  dos 76 partidos  comunistas que estavam representados, apenas 22 viviam  na legalidade.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A democracia  burguesa após 1945, diferentemente de renunciar aos  métodos fascistas, do  anticomunismo, passou a combinar a caça às bruxas  com a ação do oportunismo &lt;b&gt;e  os métodos social-democratas de chantagem e  suborno. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/82/10-b.jpg" src="http://www.anovademocracia.com.br/82/10-b.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;Mao Tsetung proclama a República Popular da China, 1º de outubro de 1949   &lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em seu  informe à Conferência dos Partidos Comunistas na Polônia de 1947,Zhdanov  alertara que "&lt;i&gt;a  campanha contra o  comunismo, proclamada pelos círculos dirigentes  americanos, que se apoiam nos monopólios capitalistas, tem como  consequência logicamente inevitável a violação dos direitos  e dos  interesses vitais dos trabalhadores americanos, a &lt;u&gt;fascistização&lt;/u&gt; interna da vida política dos Estados Unidos. &lt;/i&gt;(sublinhado nosso)&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O plano militar estratégico dos  Estados Unidos prevê a criação, em  tempo de paz, de numerosas bases militares e  quartéis muito distantes  do continente americano, destinados a serem utilizados  para objetivo de  agressão contra a URSS e os países da nova democracia.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para o ano de 1947-48, os Estados  Unidos destinaram às suas forças  armadas 35% de seu orçamento, onze vezes mais  do que em 1937-38. No  início da II Guerra Mundial, o exército dos Estados  Unidos ocupava o  17º lugar entre os exércitos dos países capitalistas, enquanto  hoje  ocupa o primeiro. A expansão da sua política de dominação se encontrava   clara no plano Marshall&lt;/i&gt;"&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na3"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a3" name="a3"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No que concerne à  Europa, os planos de expansão do imperialismo encontravam na chamada "&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/d/doutrina_truman.htm"&gt;Doutrina Truman&lt;/a&gt;" as seguintes medidas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;        Criação de bases americanas na  parte oriental da bacia  mediterrânea, com o fim de consolidar o domínio  americano nesta zona;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Apoio ostensivo aos regimes  reacionários da Grécia e da  Turquia, que representam fortalezas avançadas do  imperialismo ianque  contra a nova democracia nos Bálcãs (ajuda militar e  técnica, concessão  de empréstimos).&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O próprio A. Zhdanov alertara repetidamente que:&lt;i&gt; "O perigo  principal para a classe operária consiste, atualmente, na  subestimação  das próprias forças e na superestimação das forças do adversário"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na4"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a4" name="a4"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Dissolução da Cominter&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em 1943 fora  apresentada pelo Presidiun Executivo da Internacional  Comunista a proposta de sua dissolução&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;baseada  principalmente nos seguintes pontos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;      A IC  cumprira seu papel. Agrupou e impulsionou as diferentes  forças do movimento  operário, formando e desenvolvendo autênticos  partidos marxistas-leninistas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;À maior  complexidade e diversidade da situação política e das  tarefas em cada país já  não correspondiam aos métodos e formas  existentes na Cominter,  tornando-se mais um empecilho no  desenvolvimento dos partidos comunistas em  cada país.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Se  desmascararia com isso toda a propaganda imperialista dos pactos &lt;i&gt;anti-Cominter&lt;/i&gt; e  de que os partidos comunistas não são organizações nacionais e sim  representantes dos interesses "russos".&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A declaração  sobre a dissolução salientava ainda que para os  comunistas as formas de  organização devem servir à política e não o  contrário, e de que também Marx,  que havia fundado a Primeira  Internacional, procedeu a sua dissolução quando  esta já havia cumprido  sua missão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Todo o  período dos anos de 1930 e 1940 como continuação das décadas  anteriores  constituem não apenas uma das mais heroicas páginas  na  epopeia da humanidade pela liberdade, mas também  uma extraordinária  experiência para o movimento comunista internacional &lt;b&gt;acerca  da  estratégia e tática do proletariado.&lt;/b&gt; No entanto, experiências  capitulacionistas como a do Partido Comunista da Itália,  sob liderança  de Togliatti, impunham a realização de  um balanço mais detido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em particular se fazia necessário o  balanço da experiência  concreta da aplicação da linha de Frente Única, definida  pelo VII  Congresso da IC, pelos diferentes partidos comunistas no mundo. O   aprofundamento de tal balanço poderia levantar importantes problemas e  questões  de suma importância para estabelecer corretamente a estratégia  e tática do  proletariado e seus métodos de luta, assim como responder  aos novos desafios  que a nova situação demandava. Neste sentido, a &lt;i&gt;Cominter&lt;/i&gt; dissolvida em 1943, e mesmo  o órgão que a substituiu, a &lt;i&gt;Cominforn&lt;/i&gt;&lt;i&gt; (Informação  Comunista)&lt;/i&gt;, poderia ser um importante instrumento para a luta ideológico-política deste balanço.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Além disso, a  situação que se abrira após 1945, de imenso  desenvolvimento do MCI, fez surgir  em seu seio, como antítese de seu  desenvolvimento, uma contracorrente  revisionista, oposta ao socialismo e  à revolução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Browderismo&lt;/b&gt;&lt;b&gt; e o revisionismo moderno&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Este novo revisionismo foi representado primeiro por Earl Browder,  secretário do Partido Comunista do USA. Nele já  estavam contidos os  principais elementos do revisionismo  moderno, que logo foi desenvolvido  por Tito na Iugoslávia, Togliatti  na Itália, Thorez na França, sendo  finalmente  sistematizado por Krushov no XX Congresso do PCUS, em  1956.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b style="background-color: orange;"&gt;"Browder  começou a revelar seu revisionismo por volta de 1935.  Seu lema era: "O comunismo é o americanismo do século XX"&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na5"&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a5" name="a5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em suas obras&lt;i&gt; "&lt;/i&gt;Teerã:  Nosso Caminho na Guerra e na Paz"; "Teerã e América", e "Os Comunistas e a  Unidade Nacional"&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;Browder "&lt;i&gt;pregava  que a Declaração de Teerã, firmada  pela União Soviética, Estados  Unidos e Grã-Bretanha tinha aberto perante o  mundo uma época de  ‘prolongada confiança e cooperação’ entre o capitalismo e o  socialismo e  podia assegurar uma ‘paz estável por gerações’ (...) .&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Portanto, era necessário opor-se a  toda ‘explosão do conflito de  classes em nosso país’ e ‘reduzir ao mínimo e  colocar limites  definidos’ à luta de classes interna&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Browder&lt;/i&gt;&lt;i&gt; advogava que depois da II Guerra Mundial, certos  países ‘alcançaram as  condições em que se tornou possível uma transição  pacífica ao socialismo’. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Difundia o ponto de vista de que uma  nova guerra seria ‘uma  devastação verdadeiramente catastrófica de uma grande  parte do mundo  (...)’ e de que era necessário ‘nossa ênfase num acordo que  supere  todas as divisões de classe’ para acabar com o desastre da guerra"&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a6" name="a6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na6"&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como  observara Mao Tsetung: "&lt;i&gt;A linha oportunista de Browder não  foi  criticada e liquidada pelo movimento comunista internacional em seu  conjunto.  Nas novas circunstâncias do pós-guerra, a corrente  revisionista experimentou um  novo desenvolvimento nas fileiras  comunistas de certos países que declararam  sua adesão à linha de  ‘transição pacífica’. Esta linha tem sua representação  destacada na  teoria das ‘reformas estruturais’ de Togliatti,  que advoga que o  proletariado chegue à direção do Estado pela via legal da  democracia  burguesa e que se leve a cabo a transformação socialista da economia   nacional mediante uma ‘nacionalização’ e uma ‘programação’ que sirvam ao   capital monopolista"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na7"&gt;&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a7" name="a7"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Partidos  comunistas como o italiano (2,3 milhões de membros) e o  francês (1,3 milhão de  membros), que haviam desenvolvido heroicamente  as guerrilhas antifascistas,  capitularam frente a burguesia, &lt;b style="background-color: orange;"&gt;desarmando  suas unidades militares&lt;/b&gt;, eliminando  a condição de se garantir a  hegemonia do proletariado na frente única,  integrando-se à legalidade  da democracia burguesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Assim se  concretizara o perigo de tomar a luta contra o fascismo como  uma etapa  estratégica à parte da revolução. O próprio Dimitrov   advertira no VII Congresso da Cominter (1935), o  perigo de se relegar  às mãos da burguesia a hegemonia na frente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O caso mais  notório foi o da Itália, onde o Partido Comunista, PCI,  comandou o desarmamento  das forças guerrilheiras e ingressou no governo  de coalizão hegemonizado pela  burguesia, tornando-se Togliatti  ministro da justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A vitória da Guerra Popular na China&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Também na  China a influência do browderismo teve eco através  das  posições de Liu Shao Chi,  que, após a guerra de resistência contra o  Japão, preconizou que a China havia  passado a uma nova etapa "de  democracia e paz" e que os partidos  comunistas deveriam passar da luta  armada à luta não armada, de massas e  parlamentar. Queria que fossem  entregues o exército e as bases de apoio  revolucionárias a Chiang  Kai-shek,  para alçar postos oficiais no governo reacionário e cooperar  com a construção  do país, ou seja, a "União Nacional".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/82/10-c.jpg" height="232" src="http://www.anovademocracia.com.br/82/10-c.jpg" width="400" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;Prestes sai da prisão e sobe ao palanque do lado de Vargas &lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para derrotar  as influências do revisionismo no interior do  partido,  o PCCh, aplicando resolutamente a dialética  materialista, foi quem  compreendeu a questão do revisionismo  no interior do partido comunista e  a luta de linhas como força impulsionadora  do desenvolvimento  partidário&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na8"&gt;&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a8" name="a8"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mao Tsetung refutou as falsas considerações de Browder e demonstrou  como os imperialistas ianques  substituíam Hitler nas palavras de ordem  anti-soviéticas como pretextos para  explorar e dominar o povo em seu  país e em outras nações. Frente à ameaça de  uma agressão imperialista à  URSS, a luta no campo diplomático e determinados  acordos com as  potências capitalistas eram justas. Entretanto, tais  compromissos  estabelecidos na diplomacia internacional &lt;b&gt;&lt;i&gt;"não exigem dos povos do mundo capitalista compromissos com seus  próprios países&lt;/i&gt;"&lt;/b&gt;. Pelo contrário, de que conjurar a guerra  imperialista era possível se "&lt;i&gt;as forças  populares passassem à luta resoluta e efetiva contra as forças da reação  mundial"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#na9"&gt;&lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a9" name="a9"&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Foi neste  período que, demarcando posição sobre a situação  internacional, Mao Tsetung formulara sua importante tese e conceito   fundamental para o povo revolucionário: &lt;b&gt;&lt;i&gt;"O  imperialismo e todos os reacionários são tigres de papel"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.  Mao  explicou a dupla natureza do imperialismo: do ponto de vista  tático são tigres  verdadeiros, devoradores de gente, enquanto que do  ponto de vista estratégico  são tigres de papel. Na realidade, em longo  prazo não são os reacionários, mas  o povo que é poderoso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em essência,  somente o&amp;nbsp; PCCh,  sob a liderança de Mao Tsetung, soube  aplicar  corretamente a linha da Frente Única, derrotando as posições de  Liu Shao-chi. Diante da invasão japonesa, o PCCh  formou a frente única  com o Kuomintang e outras  forças democráticas. Dirigindo o Exército  Popular de Libertação, manteve a  independência do proletariado no seio  da Frente Única Antijaponesa.  Quando foi expulso o invasor entrou em  questão a hegemonia, e o &lt;u&gt;PCCh&lt;/u&gt;&lt;u&gt; soube romper esta unidade e desenvolveu a  terceira guerra civil revolucionária como guerra de libertação&lt;/u&gt;  contra a  grande burguesia compradora-burocrática representada pelo  Kuomintang  e contra o imperialismo ianque que a apoiava, levando a  revolução até o final,  proclamando a República Popular em 1949.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Diferentemente  da França e Itália, na China o proletariado não  entregou as armas e partindo de  suas bases de apoio desenvolveu a luta  armada como Guerra Popular até a tomada  do poder em todo o país. Esta  não é apenas uma especificidade da Revolução  Chinesa, mas uma  continuação direta do desenvolvimento dialético do movimento   revolucionário do proletariado desde a Comuna de Paris (1871) e a  Revolução de  Outubro (1917), dentro das condições surgidas após o  ascenso  do fascismo e da guerra.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É  precisamente isso que Stalin destacava ao afirmar a particularidade  do  desenvolvimento da revolução na China, que representava uma &lt;b&gt;viragem&lt;/b&gt;  na  história da humanidade. Consiste em que a contrarrevolução  armada  combate não mais o povo desarmado, mas a revolução armada. Stalin   afirmava que esta era uma das particularidades e uma das &lt;b&gt;vantagens&lt;/b&gt; da  Revolução Chinesa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Assim podemos  ver como era questão chave tirar lições das  experiências destes grandes  acontecimentos para poder se preparar para a  nova situação criada no  pós-guerra, &lt;b&gt;separar marxismo de revisionismo e estabelecer a linha geral para o movimento  comunista internacional.&lt;/b&gt;  A ausência deste balanço (síntese) de forma  organizada não permitiu  assimilar toda a riqueza dos erros e acertos para  impulsionar a  ofensiva da revolução proletária, terminando por favorecer a ação  do  revisionismo moderno que se gestara desde o início  dos anos de 1940.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O PCB e a política de "União Nacional"&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Também no  Brasil as posições do browderismo penetraram  profundamente  na direção do PCB,&lt;b&gt; influenciando a luta interna e causando  grandes  prejuízos para o partido e a revolução brasileira.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A  Conferência da Mantiqueira definira como principal  tática  concentrar todas as forças na luta decidida para ajudar a derrotar o  nazi-fascismo e apoiar a União Soviética. Os comunistas organizaram  ativa campanha  pelo envio de tropas brasileiras ao lado dos aliados.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vargas  rompe relações diplomáticas com a Alemanha e a Itália, declara  guerra ao Eixo e  decide enviar tropas à guerra ao lado das forças  aliadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Já em 1944 o  PCB substitui a consigna revolucionária de 1935 de "Todo  poder à ANL" pela  oportunista de "União Nacional na Paz e na Guerra". A  mesma de Browder, logo substituída por União Nacional para a   Democracia e o Progresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com a vitória  dos aliados em 1945, o PCB organiza vigorosa jornada  pela anistia aos presos  políticos, coroada de pleno êxito, sendo  Prestes e demais dirigentes  libertados. Prestes assume a direção do  Comitê Nacional eleito e o amplia para  quadros vindos do  liquidacionismo, &lt;b style="background-color: orange;"&gt;sem que estes  tenham feito nenhuma autocrítica.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O balanço  superficial de 1935, tomado como um erro de tipo golpista, e  a entrada do  Brasil na guerra levam a direção do PCB a mudar a  caracterização do governo  Vargas, passando a considerá-lo um  representante da ala "progressista" da  burguesia nacional, sendo um  aliado da classe operária e cabendo ao partido  apoiar setores  progressistas no governo através da política de "União  Nacional".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É de suma  importância destacar desde já que esta tese da existência  de "setores  progressistas no governo", devendo então os revolucionários  "apoiar tal  governo", é a enfermidade que se tornou crônica no  movimento popular e de  esquerda no país, manifestando-se quase que como  ato contínuo na vida do partido  comunista, de suas frações e da  "esquerda" brasileira, no período mais recente  e dias atuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A influência  do browderismo como reformismo fica evidente quando,   com o PCB já na legalidade, Prestes, em seu famoso discurso no estádio  de São  Januário, no Rio de Janeiro, afirma: "Antes da guerra, nós,  comunistas, &lt;i&gt;lutávamos  contra a democracia burguesa aliada dos  senhores feudais mais reacionários e  submissa ao capital estrangeiro  colonizador, opressor, explorador e  imperialista. Hoje, o problema é  outro, &lt;u&gt;a democracia burguesa volta-se para  a esquerda&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;(sublinhadonosso)&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; Prestes fala de uma "derrota &lt;u&gt;definitiva&lt;/u&gt;  do fascismo" como sendo possível  através da política de "União  Nacional". Ora, na condição de país semicolonial, a experiência  histórica confirma, é pura  traição pretender unir o povo em torno do  velho Estado que é o principal  instrumento da dominação imperialista.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vejamos como Prestes repete os mesmos argumentos de Browder,  de  capitulação frente ao imperialismo e de conciliação de classes: &lt;i&gt;"Mas  cabe  igualmente a todos nós, os democratas do mundo inteiro, apoiar e  sustentar a  colaboração das três grandes potências, lutando sem repouso  pela &lt;u&gt;paz interna&lt;/u&gt; em nossa própria Pátria, não poupando esforços para encontrar &lt;u&gt;sempre  a  solução harmônica e pacífica de todas as divergências e contradições  de classes  que porventura nos possam separar e dividir" &lt;/u&gt;&lt;/i&gt;(Prestes, 1945).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;E ainda:&lt;i&gt; "Todos juntos, porém, operários e patrões progressistas,   camponeses e fazendeiros democratas, intelectuais e militares, havemos  de vencê-la,  dirigir nossa Pátria pelo caminho do progresso e salvar  nosso povo do  aniquilamento físico". (...) "O imperialismo está  moribundo e o capital  estrangeiro perde a sua característica mais  reacionária para se &lt;u&gt;transformar  em fator de progresso&lt;/u&gt; e prosperidade para todos os povos" &lt;/i&gt;(Prestes, 1945) (todos sublinhados são nossos).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O governo  Vargas chegara ao final da guerra profundamente desgastado.  Os grandes clamores  das massas no mundo e no Brasil, em defesa da  democracia e contra o fascismo,  tornavam a sua permanência no governo e  seu Estado Novo insustentáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Temendo  perder o controle frente às crescentes manifestações  populares pela democracia,  a grande burguesia e os latifundiários,  orientados pelo imperialismo ianque,  promovem um golpe militar de  Estado depondo Vargas. Para tal serviram-se da  glória da FEB, da qual  um dos comandantes, o general Eurico Gaspar Dutra,  totalmente integrado  ao comando das forças armadas do USA, tornara-se homem de  sua  confiança.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O governo  Dutra convoca eleições gerais e a Assembleia  Constituinte e  o PCB obtém expressivas votações populares e bancadas fortes no   parlamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O PCB, desde  sua reconstrução, realizara fecunda atividade entre as  massas, lançando bases  para o rápido desenvolvimento de suas fileiras.  Por sua combatividade e  destemor nos anos do Estado Novo, os comunistas  gozavam de grande prestígio  entre as massas no país. São os heroicos  combatentes  de 1935, são também parte dos contingentes que lutaram  contra o nazi-fascismo na Europa, incorporados na FEB e nas resistências   armadas organizadas pelos comunistas naquele continente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O PCB  impulsiona amplas organizações na cidade entre trabalhadores,  estudantes,  artistas e intelectuais de peso, como Jorge Amado, Cândido  Portinari,  Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, Manuel  Bandeira e outros. Grandes  comícios são realizados. No campo, organiza  ligas camponesas em diversas partes  do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nas eleições  de 1947 são maiores os êxitos eleitorais do PCB, que se  torna majoritário em  vários centros operários do país. Neste ano, o  partido chega a ter mais de  duzentos mil afiliados. A euforia com o  reformismo e o legalismo tomam conta do  Partido.&lt;b&gt; Esta euforia, no  entanto, não duraria muito tempo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O terror anticomunista&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Dutra, como  agente direto do imperialismo ianque, que agora  consolidara suas posições  enquanto potência dominante, aplicará a  política do anticomunismo segundo os  padrões ianques da "Guerra Fria"  que tem como objetivo estratégico consolidar  sua hegemonia no campo  capitalista, através de sua integração mundial econômica,  militar e  política, ademais da ingerência e influência culturais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="background-color: orange;"&gt;No mesmo ano,  o PCB é posto na ilegalidade e os mandatos dos  comunistas, cassados&lt;/b&gt;.Dutra ordena feroz repressão e, sem  qualquer  pretexto, prende e tortura os comunistas, intervém nos sindicatos,   destituindo seus dirigentes. Em janeiro de 1948 cassa o mandato de todos  os  parlamentares eleitos pela legenda do Partido Comunista do Brasil e  passa, em  operações encobertas ou não, &lt;b style="background-color: orange;"&gt;a assassinar numerosos  militantes.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O PCB volta à  ilegalidade acossado pela brutal repressão. A ofensiva  de Dutra é parte da  ofensiva contrarrevolucionária capitaneada pelo   imperialismo ianque. No interior do PCB&lt;b style="background-color: orange;"&gt; ganha força a luta contra as  ilusões  constitucionais. &lt;/b&gt;Com o Manifesto de janeiro de 1948, o PCB  iniciará um processo  autocrítico do reformismo, que se aprofundará com o  famoso Manifesto de agosto  de 1950, retomando as teses do caminho  revolucionário armado para a tomada do  poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em que pese  todas as debilidades criadas com o fenômeno de um  reformismo embasado  teoricamente, o processo de desenvolvimento do PCB  obtém importantes avanços. E  o principal é a formação de uma nova  geração de quadros e militantes comunistas  mais forjados e com maior  domínio do marxismo-leninismo. O PCB rompe  profundamente com a forte  tendência obreirista de  suas origens, que buscava identificar as  influências pequeno-burguesas apenas  na origem de classe dos  militantes. O PCB aumentara seu trabalho entre as  massas e adquirira  maior maturidade política.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas vejamos  que, assim como ocorreu com a maior parte do movimento  comunista internacional,  o PCB não se empenhou em realizar um sério e  aprofundado balanço sobre a  experiência de Frente Única. Um esforço em  sintetizar as experiências de 1935  com a ANL e a de outras  internacionais, como a exitosa Revolução Chinesa,  poderiam seguramente  levar o PCB a tirar acertadas e preciosas lições. Poderia  levar à  ruptura com concepções dogmáticas, subjetivistas, atacar na raiz o   reformismo para persistir pelo caminho revolucionário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em particular,  os métodos conciliadores adotados por Prestes nesta  fase servirão para fazer  sobreviver no interior do Partido o  revisionismo que  fora fincando bases sólidas na direção do PCB, ora de  forma aparente, ora de  forma velada. Apesar de certa viragem à esquerda  com o Manifesto de agosto de  1950, a influência do browderismo, com  seu liquidacionismo, não tardaria a voltar à tona.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a1"&gt;1&lt;/a&gt; - Zhdanov, Andrei. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Pela  paz, a democracia, e a indepência dos povos&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt; Setembro de 1947.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na2" name="na2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a2"&gt;2&lt;/a&gt; -&amp;nbsp; Mao Tsetung. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Adeus Leighton  Stuart&lt;/i&gt;!.&lt;/b&gt; Agosto de 1949&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na3" name="na3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a3"&gt;3&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/p/plano_marshall.htm"&gt;Plano Marshall&lt;/a&gt;:  consiste na formação de  um bloco de países ligados com regular empenho  aos USA e na oferta de créditos  americanos aos países europeus, em  pagamento da renúncia à sua independência  econômica e, em seguida, à  sua independência política. É, além disso,  fundamental no "&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/p/plano_marshall.htm"&gt;Plano Marshall&lt;/a&gt;" a reconstrução das  regiões industriais da Alemanha Ocidental, controladas pelos monopólios  americanos. (Zhdanov, Ibidem).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na4" name="na4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a4"&gt;4&lt;/a&gt; - Zhdanov. Op. Cit.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na5" name="na5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a5"&gt;5&lt;/a&gt; - &lt;b&gt;&lt;i&gt;A  revolução proletária e o revisionismo de Kruchov, &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;de março de 1964. Nono Comentário do PCCh na  polêmica com o PCUS (1963/64). A &lt;i&gt;Carta Chinesa. &lt;/i&gt;Ed Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na6" name="na6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a6"&gt;6&lt;/a&gt; - Idem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na7" name="na7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a7"&gt;7&lt;/a&gt; - Ibidem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na8" name="na8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a8"&gt;8&lt;/a&gt;  - O PCCh desenvolveu como método de luta de duas linhas as  campanhas  de retificação, sendo a primeira delas a realizada em Yenan em 1942, que  combateu o subjetivismo, permitindo  derrotar os desvios de direita e  "esquerda" e integrar a linha  política geral com amplas massas. Tal  contribuição será decisiva para a luta  contra o revisionismo moderno e  desembocará na Grande  Revolução Cultural Proletária, como abordaremos  em artigos posteriores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na9" name="na9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-82/3673-vitoria-sobre-o-nazi-fascimo-conferencia-da-mantiqueira-e-as-ilusoes-constitucionais#a9"&gt;9 &lt;/a&gt;- Mao Tsetung, &lt;b&gt;&lt;i&gt;Entrevista com a jornalista americana Anna  Louise Strong&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;agosto de 1946.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;FONTE:&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/index.php"&gt;http://www.anovademocracia.com.br/index.php&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-1016160169207068486?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/1016160169207068486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=1016160169207068486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/1016160169207068486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/1016160169207068486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/90-anos-do-pcb-iii-vitoria-sobre-o-nazi.html' title='90 ANOS DO PCB III - Vitória sobre o nazi-fascimo, Conferência da Mantiqueira e as ilusões constitucionais'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-4649560808833306626</id><published>2011-11-14T20:36:00.000-03:00</published><updated>2011-11-14T20:36:01.999-03:00</updated><title type='text'>90 ANOS DO PCB (O Levante Popular armado de 1935)</title><content type='html'>&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Passados quase 76 anos, as classes dominantes de  nosso país  cumprem anualmente com seu rito de difamação e injúrias contra o   Levante Popular de 35. Apesar de derrotado, o Levante expressou pela  primeira  vez e de forma clara o programa revolucionário do proletariado  brasileiro e o  caminho para a conquista do poder para as massas  populares através da luta  armada.&lt;/b&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/81/12revoltosos.jpg" height="411" src="http://www.anovademocracia.com.br/81/12revoltosos.jpg" width="640" /&gt;&lt;br /&gt;Revoltosos quando saíam presos do 3º Regimento de Infantaria da Praia Vermelha&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Apesar de não ter podido tirar todas consequências práticas de sua   própria formulação, ela fora produto de profunda autocrítica das ilusões   eleitoreiras e constitucionais. Mas também é notório que os grunhidos e  urros  da reação enfurecida, que desde então cunhou seu grotesco bordão  de "intentona comunista"  para difamar democratas, progressistas e  comunistas, &lt;b&gt;revela como o velho Estado  de grandes burgueses e  latifundiários a serviço do imperialismo treme ante uma  revolução  popular.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Apesar das enormes debilidades e carências que  marcaram os primeiros  anos de vida do PCB, aos 13 anos de sua fundação ele  empreendeu um dos  feitos mais importantes da nossa história e do movimento  comunista  brasileiro: o levante armado antifascista conhecido como Levante   Popular de 35.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Recorreremos a longos trechos do texto &lt;b&gt;&lt;i&gt;A  Gloriosa Bandeira de 35&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;,  sabidamente de autoria do destacado dirigente  comunista Pedro Pomar,  publicado pela primeira vez em 1975 no jornal  clandestino &lt;b&gt;A Classe Operária&lt;/b&gt;  (então órgão oficial do Partido  Comunista), por ocasião dos 40 anos do  levante. Ela constitui-se a melhor  análise e síntese sobre o Levante  Popular de 35 produzidas pelo Partido  Comunista do Brasil nesta fase.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Crise do imperialismo e escalada fascista&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com o irrompimento da  crise geral, que se aprofundou com o &lt;i&gt;crack&lt;/i&gt; da  bolsa de Nova Iorque de 1929, o sistema capitalista vivenciou, até 1933, a mais  profunda crise que já havia sofrido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para descarregar sobre os ombros do proletariado  a conta da crise e  deter o ascenso do movimento  comunista, os círculos de poder  imperialistas passam aos métodos de dominação  mais terroristas. O  fascismo, como contrarrevolução  armada no poder, estende-se por toda a  Europa e todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;, &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em 1931 o Japão  invade a Manchúria, nordeste da China, e em 1933 o  Partido Nacional-Socialista de Adolf  Hitler sobe ao poder na Alemanha.  Em  outubro de 1935, a Itália de Mussolini invadia a Etiópia e a  convertia em sua  colônia. A Alemanha de Hitler armava-se febrilmente a  fim de rever pela força  os tratados de paz do pós-I Guerra, apoderar-se  da Europa e arremeter sobre a  União Soviética.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O VII Congresso da Internacional Comunista&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A primeira onda da revolução proletária tinha  adquirido grande  impulso em 1917, e refluíra momentaneamente com as derrotas  das  tentativas de insurreição na Alemanha e Hungria, voltando a adquirir  força  nos anos de 1920 e 1930, com o crescimento e consolidação dos  Partidos  Comunistas em grande parte dos países do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fruto dos êxitos da campanha de bolchevização levada a cabo a partir  de seu V Congresso  (1924), a Internacional Comunista (Cominter) passou   de 65 partidos em 1928 a 76 em 1935.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nos meses de julho e  agosto de 1935, realizou-se o histórico &lt;b&gt;VII Congresso da Internacional  Comunista.&lt;/b&gt;À base do relatório de George Dimitrov,  o Congresso fez uma completa caracterização do fascismo, definindo-o  como "&lt;i&gt;a aberta ditadura terrorista dos elementos mais chauvinistas, mais  terroristas do capital financeiro". De&lt;/i&gt;monstrou que "&lt;i&gt;seu  poder era feroz, mas precário, que sua  ofensiva podia ser detida e  derrotada. Todavia, o proletariado devia unir-se  urgente e  imperativamente, e formar uma frente com todas as forças interessadas   na defesa das liberdades, do progresso social e da paz&lt;/i&gt;".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Frente à escalada fascista, a Cominter formulará a política da frente  única da classe  operária contra o fascismo, a fim de arrebatar massas  sob influência da  social-democracia e outras correntes, para uni-las  contra o fascismo e a guerra  e na defesa dos direitos democráticos dos  trabalhadores, estabelecendo um  governo da frente popular onde isso  fosse possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Apesar de determinadas imprecisões  conceituais, como as que deram  margem a ilusões burguesas, particularmente nos  partidos dos países  imperialistas, sobre uma suposta etapa antifascista antes  da revolução  socialista, que terminou levando partidos a sérios desvios (Togliatti na  Itália, Thorez na  França, Earl Browder no USA, etc.), as deliberações   do VII Congresso da Cominter foram decisivas para  munir o proletariado  em todo mundo de uma ofensiva linha política antifascista  que resultou  fundamental para a derrota do nazi-fascismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ascensão fascista no Brasil&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O Brasil, como  analisa Pomar, padecendo dos males crônicos do  predomínio do latifúndio arcaico  e subjugação ao imperialismo,  encontrava-se muito afetado pela crise de  1929-32. Em meio às  dificuldades financeiras, Vargas dava maiores privilégios  aos grupos  econômicos estrangeiros e aos latifundiários, agravando as condições  de  vida e de trabalho das massas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Por sua vez, as medidas progressistas reformistas  como voto secreto,  jornada de 8 horas, nacionalização do subsolo, direito da  mulher ao  voto, reconhecimento dos sindicatos, têm como objetivo obter uma base   social para a nova acomodação de forças no poder e especialmente  corporativizar as massas. E, claro, nenhuma medida que  tocasse a  principal questão: as relações de propriedade da terra e seu o   monopólio. Por isso mesmo, Vargas só  atacou aquelas oligarquias mais  débeis do Nordeste. Conquistando da fração  compradora (exportadores,  importadores e banqueiros) a hegemonia do Estado, a  fração burocrática  (industriais) vai utilizá-la para alavancar seus  capitais e, em  estreita aliança com os latifundiários semifeudais  e associado ao  imperialismo, impulsionar o capitalismo burocrático no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XL_tVYK5Kq8/TsGh0P3cyDI/AAAAAAAAB-8/mzOWWhtvzG4/s1600/BENARIO+OLGA+PRESA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-XL_tVYK5Kq8/TsGh0P3cyDI/AAAAAAAAB-8/mzOWWhtvzG4/s640/BENARIO+OLGA+PRESA.jpg" width="444" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;h5 style="clear: left; float: left; font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;Olga Benário escoltada por policial após   interrogatório na Polícia Central, RJ&lt;/h5&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Inclusive depois de  derrotar a burguesia paulista na guerra civil de  1932, a aliança de Vargas com  as velhas oligarquias reforçou-se mais  ainda. O Partido Comunista continuava  perseguido, na clandestinidade,  enquanto os integralistas&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#na1"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a1" name="a1"&gt;&lt;/a&gt; recebiam franco  encorajamento ao tempo que Vargas estreitava relações os regimes fascistas da  Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Em decorrência  dessa política, generalizava-se o descontentamento  entre o povo. Nas cidades, o  proletariado e as massas trabalhadoras  lutavam em favor de seus interesses  vitais, das liberdades públicas,  fortaleciam suas organizações de classe (...)  No interior, os  camponeses criavam suas primeiras Ligas, pugnavam por justiça e   formavam pequenos grupos de autodefesa para se oporem à prepotência dos   latifundiários.&lt;/i&gt;"*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Desenvolvimento do PCB&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Após a autocrítica dos desvios de direita de fins  dos anos de 1920 e  início dos de 1930 (como a linha eleitoreira do BOC) e com  maior  vinculação com a Cominter, a direção do PCB  adquiriu uma base maior de  conhecimento do marxismo-leninismo e o trabalho de  massas do partido se  ampliou consideravelmente nos principais centros operários  do país.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A compreensão das teses desenvolvidas pela IC  sobre a revolução nos  países coloniais/semicoloniais  representa um salto significativo do  partido, rompendo com as análises  superficiais e subjetivistas sem,  entretanto, livrar-se de transposições  mecanicistas da experiência  internacional à realidade brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A partir da &lt;b&gt;III Conferência Nacional &lt;/b&gt;(1929)  o partido decide  pela adoção da linha da revolução democrática, agrária-antifeudal e  anti-imperialista, definindo o  proletariado, os assalariados agrícolas e  camponeses pobres como as forças  motrizes da revolução. Na &lt;b&gt;III Conferência dos Partidos Comunistas da América  do Sul e do Caribe&lt;/b&gt;  em 1934, em Moscou, enfatizou-se anecessidade da  mobilização de amplas  massas na luta contra o imperialismo e seus agentes  locais, formando a  mais ampla frente anti-imperialista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A fundação da Aliança Nacional Libertadora - ANL&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No dia 1º de agosto de 1934 o Jornal &lt;i&gt;A Classe  Operária&lt;/i&gt; anuncia a filiação ao partido de Luis Carlos Prestes, herói da  Coluna Invicta que recebera seu nome&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#na2"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a2" name="a2"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para auxiliar o trabalho partidário e a  revolução, a Cominter envia  importantes quadros, como  os alemães Arthur Ewert (Harry Berger) e Olga  Benário, o argentino Rodolfo Ghioldi,  o alemão Johann de Graaf, o  italiano Amleto Locatelli, o soviético  Pavel Stutchevski, o  estadunidense Victor Allen Baron  e outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em 23 de agosto de 1934 realizou-se, por  iniciativa dos comunistas, o &lt;b&gt;1º Congresso Nacional Contra a Guerra, a Reação  e o Fascismo&lt;/b&gt;,  no teatro João Caetano no Rio, com a participação de cerca de  dez mil  pessoas. Os choques entre integralistas e antifascistas tornavam-se   cada vez mais violentos. No dia 7 de outubro de 1934, uma manifestação  de  integralistas na Praça da Sé, na cidade de São Paulo, foi dissolvida  pelas forças  antifascistas, reunidas numa primeira ação conjunta para a  qual foi decisiva a  iniciativa do PCB.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em março de 1935 a &lt;b&gt;Aliança  Nacional Libertadora - ANL&lt;/b&gt; inicia  legalmente e de forma entusiástica suas  atividades. Seu programa básico  é também um importante avanço ao traduzir as  aspirações democráticas  revolucionárias das classes populares e, repercutindo  rapidamente,  mobilizou amplas massas por sua execução. Os principais pontos   programáticos são:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b class="bignumber"&gt;1&lt;/b&gt;Suspensão em definitivo do pagamento das dívidas  externas, sob o fundamento de que já haviam sido pagas há muito;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b class="bignumber"&gt;2&lt;/b&gt;Nacionalização imediata de todas as empresas   imperialistas, "arapucas" para as quais o povo trabalhava sob terrível   exploração;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b class="bignumber"&gt;3&lt;/b&gt;Proteção aos pequenos e médios lavradores;   entrega da terra dos grandes proprietários aos camponeses e  trabalhadores que  as cultivavam, visto serem seus únicos e legítimos  proprietários;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b class="bignumber"&gt;4&lt;/b&gt;Gozo das mais amplas liberdades pelo povo,  nele  incluídos os estrangeiros que aqui trabalhavam e eram tão  explorados quanto os  brasileiros; e&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b class="bignumber"&gt;5&lt;/b&gt;Constituição de um Governo Popular orientado  somente pelos interesses do povo brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Esse programa  simples se expressou no lema: &lt;b&gt;Pão, Terra e Liberdade&lt;/b&gt;!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No ato da  instalação, o nome de Luis Carlos Prestes foi aclamado para  a presidência de  honra da Aliança. Após lançada, a ANL logrou se  desenvolver rapidamente como  relata Pedro Pomar:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"O entusiasmo com  que as massas receberam a Aliança e seu programa  ultrapassou as expectativas.  Em pouco tempo, estruturaram-se núcleos  aliancistas  na maioria dos Estados. Só na capital da República, Rio de  Janeiro, neles  inscreveram-se mais de 50 mil membros. Em suas fileiras  incorporaram-se  principalmente trabalhadores, soldados, marinheiros,  cabos e sargentos — as  camadas mais pobres das cidades. (...) Nunca se  testemunhara tão poderoso  movimento patriótico de massas, tamanho  interesse pelo debate dos problemas  nacionais (...) Paralelamente,  cresciam as organizações sindicais do  proletariado, surgiam centros da  intelectualidade em defesa da cultura, associações  femininas, entidades  juvenis (...)."&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="ast" name="ast"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#nast"&gt;*&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda assim, só após  a reunião do Comitê Central, realizado em maio  daquele ano, foram derrotadas as  posições sectárias na direção do PCB,  que propunham &lt;i&gt;"soviets  de operários, camponeses, soldados e marinheiros&lt;/i&gt;",  que restringiam os  setores médios (pequena e média burguesias). Foi  sancionada a defesa do Governo  Popular Nacional Revolucionário (GPNR),  sintetizado na consigna sugerida pela  IC&lt;b&gt;: Todo poder à ANL!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No célebre manifesto  de 5 de julho&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#na3"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a3" name="a3"&gt;&lt;/a&gt;  da ANL, Prestes propagandeia ardorosamente a necessidade de  um Governo  Popular Nacional Revolucionário, apontando o levantamento armado do   povo como único caminho para sua construção. É a partir daí que a  consigna de  um Governo Popular Nacional Revolucionário é adotada  oficialmente pela ANL. Com  o manifesto de 5 de julho a consigna &lt;b&gt;Todo poder à ANL!&lt;/b&gt; é lançada para  todo país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/81/12comite.jpg" height="452" src="http://www.anovademocracia.com.br/81/12comite.jpg" width="640" /&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Membros do Comitê Revolucionário de Natal, detidos após a derrota&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O PCB luta por assegurar a independência do proletariado e  combate as  influências reformistas e legalistas no seio da ANL. Em artigo   publicado no jornal &lt;b&gt;A Classe Operária&lt;/b&gt;, o comunista Lauro Reginaldo da Rocha (Bangú) combate  as ilusões de "&lt;i&gt;resolver  a situação nacional dentro dos quadros do atual  regime, com Getúlio ou  outro Getúlio qualquer no governo, dentro da ordem e da  lei  feudal-burguesa&lt;/i&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Bangú prossegue enfatizando a importância do campesinato como aliado fundamental do proletariado: &lt;i&gt;"Ao  proletariado cabe a tarefa de estar vigilante e iniciar  as lutas com o  seu fundamental aliado: os camponeses, contra os grandes  senhores de  terras e contra as empresas imperialistas, conquistando no processo   dessas lutas a hegemonia nas lutas pela libertação nacional do povo  brasileiro&lt;/i&gt;"&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#na4"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a4" name="a4"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O Partido  Comunista prega abertamente a luta armada pelo poder,  consigna que logo será  adotada pela própria direção da ANL já em maio  de 1935: &lt;i&gt;"O que nós, da ANL,  proclamamos é a necessidade de um governo surgido realmente do ‘povo em armas&lt;/i&gt;’",esclarecendo a seguir que "&lt;i&gt;o  GPNR não significará a liquidação da  propriedade privada sobre os  meios de produção, nem tomará sob o seu controle  as fábricas e empresas  nacionais"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#na5"&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a5" name="a5"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A reação recrudesce&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;Mal completara três  meses de funcionamento legal, em julho, o  governo decretou o fechamento da ANL,  sob a acusação de que arquitetara  ‘um plano comunista para a tomada do poder’.  (...) O nazista Filinto  Müller, chefe de polícia de  Vargas, desencadeou imediata e drástica  perseguição não só aos militantes aliancistas como aos dirigentes de  sindicatos independentes  e demais organizações democráticas. Sedes  foram varejadas; ativistas presos e  enquadrados na Lei de Segurança  como ‘subversivos’, ‘agentes vermelhos a soldo  do estrangeiro’.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Ao mesmo tempo, o  governo e a reação continuavam a apoiar por  todos os meios os bandos  integralistas. Criaram uma polícia especial  objetivando espalhar o terror, aumentaram  os efetivos da polícia  política. Por seu turno, o Exército e a Marinha  entregavam-se ao  expurgo de praças e oficiais suspeitos de antifascismo,  apressavam-se  para prevenir qualquer intento do protesto popular.&lt;/i&gt;" *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A insurreição de novembro&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com a decretação da  ilegalidade, a ANL sofre grande refluxo. O  partido toma a decisão de  desencadear o levante armado antes de  recuperar a sua mobilização. Pomar relata  os acontecimentos da situação  dramática que se criara para o partido. Diz ele:  "O &lt;i&gt;Partido  Comunista não vacilou: resolveu preparar e desencadear a  insurreição  armada. (...) em novembro, sentindo que os acontecimentos se   precipitavam, contando com a influência da ALN entre praças e oficiais  das  Forças Armadas e julgando que o nome de Prestes galvanizaria o  Exército, a  direção do Partido apressou o desfecho da ação armada e  lançou a palavra de  ordem de Governo Nacional Popular Revolucionário,  com Prestes à frente.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A 23 de novembro  irrompeu em Natal, Rio Grande Norte, a sublevação  dos soldados, cabos e  sargentos do 21º BC, ali aquartelado. Diversos  setores da classe operária e do  povo, que já vinham realizando greves e  manifestações reivindicatórias e  anti-imperialistas, juntaram-se  imediatamente aos rebelados (..) Os revoltosos  aprisionaram os agentes  do governo que não conseguiram fugir. &lt;b&gt;Instaurou-se  naquele dia o primeiro governo popular revolucionário da história do país.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Compunham o novo  governo: o sapateiro José Praxedes, encarregado  do  aprovisionamento; o sargento Quintino Clementino de Barros, da  defesa; o  funcionário público Lauro Cortes do Lago, do interior; o  estudante João Galvão,  da Viação (transportes); e o funcionário dos  Correios e Telégrafos José Macedo,  das Finanças. As medidas iniciais  adotadas pelo Governo Revolucionário  destinaram-se a baratear os preços  dos gêneros alimentícios e das tarifas dos  transportes, a moralizar a  administração pública, a mobilizar forças para o  prosseguimento da luta  armada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;As massas populares  exultaram com o triunfo, confraternizaram com  os insurretos, deram-lhes  completo apoio (...) Rapidamente o movimento  se estendeu às cidades do Ceará.  Pensava-se levá-lo a todo interior do  Estado e a Pernambuco, cujas tradições  revolucionárias permaneciam  vivas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Na manhã do dia 24  de novembro, em Pernambuco, sublevara-se o 29º  BC próximo a Recife. Mas o  levante foi apenas parcial. Também o  vigoroso movimento operário e popular da  combativa greve dos  ferroviários da Great Western, não tivera tempo de tomar  armas. E os  insurretos do 29º BC, embora portando-se com extrema bravura,  ficaram  isolados e tiveram que, ao final, renderem-se.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Ao saber desses  acontecimentos, a direção nacional do partido  julgou de seu indeclinável dever  prestar solidariedade aos  revolucionários do Nordeste, fortalecer a luta que se  iniciara.  Decidiu-se de imediato lançar ao combate as forças&amp;nbsp; sob sua influência  no Rio de Janeiro e em  outros Estados.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A reação já estava  alarmada e se prenunciavam batalhas duríssimas.  "Ainda assim, na madrugada de  27 de novembro, efetivou-se o  levantamento de numerosos contingentes de  soldados e oficiais do 3º  Regimento de Infantaria e do Regimento Escola de  Aviação, duas das mais  importantes unidades militares do Rio.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Os núcleos aliancistas e as células comunistas nessas unidades   executaram sem vacilações, com intrepidez, as diretivas do Partido e da  ANL. Os  combates, como se previa, foram violentíssimos. A reação  concentrou rapidamente  efetivos várias vezes superiores, a fim de  cercar e atacar os regimentos  sublevados (...) Após quase dez horas  ininterruptas de luta os sublevados  tiveram que se render.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Nesse mesmo dia 27,  o movimento insurrecional do Rio Grande do  Norte também cessou praticamente,  ante o ataque de forças imensamente  superiores (...) &lt;u&gt;Alguns grupos  guerrilheiros que ainda subsistiram  no interior do Estado, sem experiência e  sem confiança neste formidável  método de luta, acabaram entregando-se ou  dispersando-se.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;(sublinhado nosso)&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Após quatro dias,  durante os quais despertaram a esperança e o  entusiasmo das grandes massas  exploradas e oprimidas, travaram batalhas  heroicas os  combatentes antifascistas, com os comunistas à frente,  foram batidos,  temporariamente postos fora de ação.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sobre os  revolucionários derrotados recaiu o pesado e cruel, o  castigo dos cruzados da  ordem. Fuzilaram sumariamente vários soldados  prisioneiros. Os que sobreviveram  foram recolhidos a presídios, ilhas,  navios, etc. Eram milhares. Vargas  reclamou e obteve do Congresso o  estado de sítio para todo o país.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Em seguida,  levantaram um coro de calúnias com o propósito de  difamar a conduta dos  revolucionários; difundiram que haviam  assassinado oficiais a sangue-frio,  violentado moças, etc. A verdade,  no entanto, segundo testemunhas insuspeitas,  é que os revolucionários  agiram com grande generosidade, jamais desrespeitando  os prisioneiros.&lt;/i&gt;" *&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com a derrota,  praticamente toda a direção do PCB é presa. O  dirigente comunista alemão Harry  Berger, é submetido as mais bárbaras  torturas que se tem notícia, resiste  bravamente até perecer de suas  faculdades mentais. "&lt;i&gt;Berger entregou a nosso  povo não apenas sua vida, mas toda sua razão"&lt;/i&gt;.  Sua companheira Elise Saborowski é entregue junto  a Olga Benário à  Alemanha nazista, onde são  assassinadas em um campo de concentração. O  comunista estadunidense Victor  Allen Baron é assassinado na tortura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O golpe fascista do Estado Novo&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;À derrota do levante  seguiu-se profunda desarticulação do partido,  tendo seus comitês regionais, com  exceção da Bahia, totalmente  desmantelados e o comitê central tomado por  provocadores e policiais.  Só pouco a pouco e principalmente com início da  Segunda Guerra Mundial  que o partido irá se rearticulando.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;De 1936 para 1937, a ameaça  ‘comunista’ parecia de tal modo  inexistente que o ministro da Justiça ordenou a  soltura dos presos  aliancistas, com exclusão dos mais  implicados, dos chefes. Bastou,  porém que as correntes populares começassem a  dar sinal de vida para  que todo o panorama repentinamente voltasse a ficar  sombrio&lt;/i&gt;."*&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Amedrontadas, as forças reacionárias desencadeiam  o golpe fascista de  10 de novembro de 1937, que instaura o chamado Estado Novo,  com uma  Constituição calcada em modelos  fascistas. Vargas teve que recorrer à  invenção  do famoso Plano Cohen&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a6" name="a6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#na6"&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; para justificar o Estado Novo. Em 1940, no apogeu das vitórias de Hitler, Vargas  saudaria a nova era fascista.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Este golpe se dirige fundamentalmente contra os  comunistas,  submetidos a um regime de terror, ao mesmo tempo em que atinge  vastos  setores populares e personalidades democráticas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O PCB, mesmo nestas duríssimas condições com seus  quadros presos e  incomunicáveis nos porões fascistas, além de profundamente  infiltrado,  defende suas organizações lutando contra o terrorismo estadonovista e  continua liderando a campanha antifascista,  como a mobilização para a  guerra contra o Eixo&lt;sup&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#na7"&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a7" name="a7"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Entretanto, embora exaltasse a insurreição de 35,  a direção do  partido vai abandonando os objetivos revolucionários e se limita a   reivindicações mais imediatas, caminhando paulatinamente para o   nacional-reformismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Imperecíveis lições&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não obstante os heroicos êxitos, a política do PCB e seu trabalho de  frente  única padeceram de sérias debilidades, que o conduziram à  derrota.  Especialmente subestimou e desprezou o campesinato.  Ainda que  o PCB tenha avançado em compreender as forças motrizes e o caráter da   revolução, a construção da ANL fora praticamente restrita aos grandes  centros  urbanos. O partido, mesmo que continuadamente reiterasse o  papel dos  camponeses, não se lançara seriamente na sua mobilização e  organização.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tampouco, ao elencar as classes  que compunham a frente única,  identificou o papel de cada classe no seio da  frente, bem como o  conteúdo antifeudal da revolução,  relegando na prática o papel do  campesinato no  processo revolucionário, não apenas como aliado seguro,  mas como força  principal a ser dirigida pelo proletariado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vejamos  que em seu relatório ao VII Congresso da Cominter, Dimitrov,  esclarecendo o sentido  concreto que devia ter a frente única nos países  submetidos ao imperialismo, e  particularizando o nosso, dizia: "&lt;i&gt;No  Brasil, o Partido Comunista, que  construiu uma base correta para o  desenvolvimento da frente única  anti-imperialista com a fundação da  Aliança Nacional Libertadora, &lt;u&gt;deve fazer  o máximo de esforços para  estender ainda mais esta frente e atrair, antes e  acima de tudo, as  massas de milhões de camponeses com o propósito de  orientá-las na  formação de unidades do exército popular revolucionário devotado  até o  fim ao estabelecimento do poder da Aliança Nacional Libertadora&lt;/u&gt;"(sublinhado  nosso).*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;Também o inolvidável Harry  Berger insistiria na importância da  atividade entre as massas rurais. Berger,  dirigente comunista alemão  que a Internacional Comunista incumbira de ajudar a  luta dos  trabalhadores brasileiros, assim que chegou ao Brasil passou a estudar   pessoalmente a experiência do surgimento das Ligas Camponesas e de  guerrilhas  na região do Baixo São Francisco, em Alagoas&lt;/i&gt;."&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Argumentava que "&lt;i&gt;&lt;u&gt;enquanto  os comunistas não se ligassem às  massas camponesas e conquistassem seu apoio,  seria impossível obter a  vitória, bem como a direção do movimento  revolucionário pelo  proletariado"&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;u&gt;*&lt;/u&gt; (sublinhado nosso).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O caminho da revolução&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como muito bem afirmou Pedro  Pomar, onde mais fortemente se  manifestaram as deficiências ideológico-políticas  do partido foi na  concepção e no método da luta armada, que se resumem a  estratégia e  tática na luta pelo poder. "(...)&lt;i&gt; O Partido, porém, confiava  numa  vitória fácil, não levando em conta a realidade, a correlação de forças   desfavorável e a própria época imperialista."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O PCB, ainda muito  influenciado pelas posições "tenentistas",  superestimou o peso de seu apoio e  papel da luta nos quartéis. Além do  mais subestimou o impacto produzido pela  ilegalidade da ANL, que fizera  que milhares de núcleos e militantes  desaparecessem da noite para o  dia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda que os  manifestos e palavras de ordem tenham sido um importante  instrumento de  mobilização, convocando as massas de forma clara e  ofensiva, estes não  encontravam organizações de combate estruturadas à  altura destas tarefas. Isto  tanto ao nível dos núcleos da ANL, mas  também, e principalmente, quanto à preparação  ainda que embrionária de  um exército popular revolucionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ao propugnar a palavra de ordem do GNPR e deflagrar o  movimento, o  PCB e a ANL se defrontaram não apenas com grupos de poder muito  bem  encastelados, mas com a base mesma de sustentação do capitalismo   burocrático no país – o latifúndio, a grande burguesia e o imperialismo –  o que  inevitavelmente já colocava, dada a correlação de forças, a  necessidade de um  processo prolongado com o qual as forças do povo  poderiam passo a passo, do  pequeno ao grande, irem se fortalecendo no  combate à reação, enfraquecendo-a  paulatinamente até inverter essa  correlação de forças.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda que a inevitável derrota se produzisse nas  capitais, estas  poderiam se tornar apenas derrotas parciais, se o partido  munido de uma  direção justa, convertesse todo trabalho acumulado na continuação  da  insurreição através da guerra de guerrilhas no campo; construir passo a   passo um exército guerrilheiro popular para derrotar parte por parte o  inimigo,  transformando assim o fracasso do assalto ao poder de novembro  numa exitosa  guerra prolongada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vejamos que, em documento de balanço, de junho de  1936, o Comitê  Central do PCB dá importantes indicações dos erros cometidos: "&lt;i&gt;No  caso de insucesso nos demais pontos do Nordeste,  preparar-se para o  prosseguimento da luta armada em pontos estratégicos do  interior e onde  as condições fossem mais favoráveis para a guerra de movimento,   criando guerrilhas em todos os pontos percorridos.&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Lembremos que neste mesmo  período (de 1934 a 1936) ocorrera a Longa  Marcha na China. E as ideias de Mao Tsetung sobre a  guerra popular e o  cerco da cidade pelo campo já haviam triunfado no Partido  Comunista da  China, em janeiro de 1935 na reunião ampliada do Birô Político em  Tsunyi, cujo aprendizado é de valor inestimável para todos  comunistas e  de vigorosa vigência na atualidade. O PCCh,  diante da derrota da  insurreição operária de Xangai em 1927, com a traição de Chiang Kai-shek  e o massacre de  dezenas de milhares de comunistas, voltara-se para o  campesinato  sob a liderança de Mao Tsetung, que organizara o   Levantamento da Colheita de Outono. Sob esta base, o PCCh  ergueu um  poderoso exército de operários e camponeses que, através da guerra de   guerrilhas estabelecera a primeira base de apoio revolucionária nas  montanhas Tchincan, expandindo-a noutras regiões, resolvendo assim   problemas chaves para a revolução nos países dominados, como a questão  da  revolução de nova democracia, da frente única revolucionária, da  construção do  exército popular, da guerra popular e de seu caráter  prolongado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Berger inclusive, "&lt;i&gt;durante os cursos de  formação política, fazia  brilhante exposição a respeito da revolução na China,  onde estivera  antes, explicando as razões da hoje chamada Grande Marcha, quando  o  exército de Mao Tsetung e Chu-Te  se deslocaram para o interior, onde se  encontravam acuados pelas tropas de Chiang Kaichek a fim de postar-se   na retaguarda das tropas invasora do Japão, colocando estas entre dois  fogos e  organizando assim o que se denominara Guerra de Resistência  anti-Japonesa, que  propiciara a organização do Governo de Coalizão em  Tchumking&lt;/i&gt;".&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#na8"&gt;&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a8" name="a8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Contudo o PCB, sofrendo ainda  das influências de sua origem e de uma  pouco sólida assimilação do  marxismo-leninismo, não soube aprender e  considerar essas preciosas lições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Um marco histórico&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em seu balanço Pedro  Pomar afirma:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;Em 1935, as massas deram um  salto em sua consciência sobre a  necessidade da revolução, ao perceberem que  esta deve ser obra delas  próprias, de sua iniciativa, de sua unidade, de seus  sacrifícios, de  suas ações combativas, de uma orientação justa. (...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A importância  extraordinária da insurreição de 35 reside no fato  de que pela primeira vez  situou em forma concreta, em termos práticos,  para os militantes comunistas e  as forças populares, a tarefa da  preparação e do desencadeamento da luta  armada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Nela foram postulados pela primeira vez e de maneira  nova os  problemas essenciais da revolução brasileira, na fase atual, melhor   caracterizadas suas forças motrizes e seus inimigos fundamentais,  indicando o  caminho da frente única e o da luta armada, bem como  revelada a fisionomia de  seu verdadeiro dirigente, o proletariado  revolucionário, guiado pelo Partido  Comunista do Brasil.&lt;/i&gt;"*&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Notas:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="nast" name="nast"&gt;&lt;/a&gt;*Pedro Pomar, &lt;b&gt;A Gloriosa bandeira de 1935&lt;/b&gt;, jornal&amp;nbsp;&lt;b&gt;A Classe Operária&lt;/b&gt;&amp;nbsp;nº 102, de novembro de 1975.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na1" name="na1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#a1"&gt;1&lt;/a&gt;  Integralistas-membros de organização brasileira de orientação  fascista  e com dispositivos paramilitares, fundandada  por Plínio Salgado.  Utilizavam fardamento militar de cor verde e usavam a  saudação em  tupi-guarani &lt;b&gt;Anauê!&lt;/b&gt;. Eram  conhecidos jocosamente por galinhas verdes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na2" name="na2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#a2"&gt;2&lt;/a&gt;  Prestes desde o término  da Coluna entabulara discussões com o PCB e o  Birô Sul Americano da Cominter em Montevidéu, e depois, em Moscou onde  residiu,  sendo aceito como membro apenas em 1934.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na3" name="na3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#a3"&gt;3&lt;/a&gt;  O  5 de Julho era uma data memorável da luta anti-oligarquias no país,  fora em 5  de julho de 1922 o Levante do Forte de Copacabana e de 1924 a  revolução em São  Paulo, episódios que conformavam o Movimento  Tenentista que deu origem à Coluna  Prestes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;   &lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#a4"&gt;4&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na4" name="na4"&gt;&lt;/a&gt; "O Governo Popular Nacional Revolucionário e o seu programa",  maio de 1935 Arquivo Getúlio Vargas (AGV).&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;   &lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#a5"&gt;5&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na5" name="na5"&gt;&lt;/a&gt; &lt;b&gt;A Classe Operária&lt;/b&gt; nº 180, de 1O de maio de 1935.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;   &lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#a6"&gt;6&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na6" name="na6"&gt;&lt;/a&gt; Plano Cohen — Uma suposta manobra   comunista para a tomada   do poder através de assassinatos e   invasão de lares. O Plano não passava   de uma fraude para justificar   o golpe de Estado. Frente à suposta  "ameaça vermelha", o governo pediu   ao Congresso a decretação de estado   de guerra, concedido em 10 de outubro   de 1937.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;   &lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#a7"&gt;7&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na7" name="na7"&gt;&lt;/a&gt; Forças do Eixo – denominação dada à coligação nazi-fascista  formada principalmente pela Alemanha, Itália e Japão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;   &lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935#a8"&gt;8&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na8" name="na8"&gt;&lt;/a&gt; Lima,  Heitor Ferreira. Caminhos percorridos – memória de militância. São Paulo,  Brasiliense, 1982. Pg. 200.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;FONTE: http://www.anovademocracia.com.br/no-81/3628-o-levante-popular-armado-de-1935&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-4649560808833306626?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/4649560808833306626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=4649560808833306626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/4649560808833306626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/4649560808833306626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/90-anos-do-pcb-o-levante-popular-armado.html' title='90 ANOS DO PCB (O Levante Popular armado de 1935)'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XL_tVYK5Kq8/TsGh0P3cyDI/AAAAAAAAB-8/mzOWWhtvzG4/s72-c/BENARIO+OLGA+PRESA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-6318563554573514261</id><published>2011-11-14T17:49:00.000-03:00</published><updated>2011-11-14T17:49:02.940-03:00</updated><title type='text'>O Analfabeto Político</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O pior analfabeto é o analfabeto político.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PE6junj0Q-w/TsF-DmWMCHI/AAAAAAAAB-0/zt9qsUPIOfM/s1600/analfabeto.pol%25C3%25ADtico_thumb.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://3.bp.blogspot.com/-PE6junj0Q-w/TsF-DmWMCHI/AAAAAAAAB-0/zt9qsUPIOfM/s320/analfabeto.pol%25C3%25ADtico_thumb.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;dependem das decisões políticas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;span style="background-color: yellow;"&gt;O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que  odeia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="background-color: yellow;"&gt;a política&lt;/span&gt;. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a  prostituta, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;u&gt;Nada é impossível de Mudar&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;i style="background-color: yellow;"&gt;"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i style="background-color: yellow;"&gt;E examinai, sobretudo, o que parece habitual.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;de humanidade desumanizada, &lt;span style="background-color: yellow;"&gt;nada deve parecer natural &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="background-color: yellow;"&gt;nada deve parecer impossível de mudar.&lt;/span&gt;"&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;u&gt;Privatizado&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; "Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; É da empresa privada o seu passo em frente, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;seu pão e seu salário. E agora não contente querem &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;privatizar o conhecimento, a sabedoria, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;o pensamento, que só à humanidade pertence.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 16pt; font-weight: 700;"&gt;Bertolt  Brecht&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 16pt; font-weight: 700;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-6318563554573514261?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/6318563554573514261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=6318563554573514261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/6318563554573514261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/6318563554573514261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/o-analfabeto-politico.html' title='O Analfabeto Político'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PE6junj0Q-w/TsF-DmWMCHI/AAAAAAAAB-0/zt9qsUPIOfM/s72-c/analfabeto.pol%25C3%25ADtico_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-7136088551694688769</id><published>2011-11-11T19:10:00.001-03:00</published><updated>2011-11-11T19:14:25.817-03:00</updated><title type='text'>Pesquisadores da USP repudiam invasão dos espaços da política pela PM</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nota pública de pesquisadores da Universidade de São Paulo sobre a crise da USP&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo auto-organizados,  viemos por meio desta nota divulgar o nosso posicionamento frente à  recente crise da USP.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RGnSybmAFEQ/Tr2d3zan2KI/AAAAAAAAB-s/Uzn1dFru15U/s1600/headerbg.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-RGnSybmAFEQ/Tr2d3zan2KI/AAAAAAAAB-s/Uzn1dFru15U/s400/headerbg.gif" width="339" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No dia 08 de novembro de 2011, vários grupamentos da polícia militar  realizaram uma incursão violenta na Universidade de São Paulo, atendendo  ao pedido de reintegração de posse requisitado pela reitoria e deferido  pela Justiça. Durante essa ação, a moradia estudantil (CRUSP) foi  sitiada com o uso de gás lacrimogêneo e um enorme aparato policial.  Paralelamente, as tropas da polícia levaram a cabo a desocupação do  prédio da reitoria, impedindo que a imprensa acompanhasse os momentos  decisivos da operação. Por fim, 72 estudantes foram presos, colocados  nos ônibus da polícia, e encaminhados para o 91º DP, onde permaneceram  retidos nos veículos, em condições precárias, por várias horas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise  da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação  direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade,  o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de  poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva  participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da  instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de  dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a  inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do  Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do  anacrônico regimento disciplinar de 1972.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Valendo-se desta estrutura, o atual reitor, não por acaso laureado  pela ditadura militar, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que  ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra  estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes  nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre  participantes de manifestações e intimidação generalizada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Este problema não é um privilégio da USP. Tirando proveito do  sentimento geral de insegurança, cuidadosamente manipulado, o Governo do  Estado cerceia direitos civis fundamentais de toda sociedade. Para  tanto, vale-se da polícia militar, ela própria uma instituição  incompatível com o Estado Democrático de Direito, como instrumento de  repressão a movimentos sociais, aos moradores da periferia, às ocupações  de moradias, aos trabalhadores informais, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Por tudo isso, nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo,  alunos de pós-graduação, mestres e doutores, repudiamos o fato de que a  polícia militar ocupe, ou melhor, invada os espaços da política, na  Universidade e na sociedade como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fábio Luis Ferreira Nóbrega Franco – Mestrando da Filosofia-USP&lt;br /&gt;Henrique Pereira Monteiro – Doutorando em Filosofia-USP&lt;br /&gt;Patrícia Magalhães – Doutoranda em  Física – USP&lt;br /&gt;Silvia Viana Rodrigues – Doutora em  Sociologia-USP&lt;br /&gt;Bianca Barbosa Chizzolini – Mestranda em Antropologia-USP&lt;br /&gt;José Paulo Guedes Pinto – Doutor em  Economia – USP&lt;br /&gt;Daniel Santos Garroux – Mestrando Pós-graduação em Teoria Literária – USP&lt;br /&gt;Andrea Kanikadan – &amp;nbsp;doutoradando da ESALQ-USP&lt;br /&gt;Nicolau Bruno de Almeida Leonel – Doutorando em Cinema-USP&lt;br /&gt;Paula Yuri Sugishita Kanikadan – Doutora em Saúde Pública – FSP/USP&lt;br /&gt;Luciana Piazzon Barbosa Lima – mestranda em Estudos Culturais – EACH-USP.&lt;br /&gt;Gustavo Seferian Scheffer Machado – Mestrando em  Direito do Trabalho – USP&lt;br /&gt;Maria Tereza Vieira Parente – Mestranda em Arqueologia – USP&lt;br /&gt;Marcelo Hashimoto, doutorando em Ciência da Computação-USP.&lt;br /&gt;Luiz Ricardo Araujo Florence – Mestrando em Arquitetura e Urbanismo – USP&lt;br /&gt;Jade Percassi – Doutoranda em Educação – USP&lt;br /&gt;Maria Caramez Carlotto – Doutoranda em Sociologia-USP&lt;br /&gt;Georgia Christ Sarris – Doutoranda Filosofia-USP&lt;br /&gt;José Carlos Callegari – Mestrando em Direito do Trabalho – USP&lt;br /&gt;Gilberto Tedeia – Doutor em  Filosofia-USP&lt;br /&gt;Anderson Gonçalves- Doutor em  Filosofia-USP&lt;br /&gt;Douglas Anfra – Mestrando em  Filosofia – USP&lt;br /&gt;Fábio H. Passoni Martins – &amp;nbsp;Mestrando – Depto de Teoria Literária e Literatura Comparada&lt;br /&gt;Eduardo Altheman Camargo Santos – Mestrando em  Sociologia-USP&lt;br /&gt;Fernanda Elias Zaccarelli Salgueiro – Graduanda Filosofia-USP&lt;br /&gt;Guilherme Grandi – Doutor em História Econômica – USP&lt;br /&gt;Yardena do Baixo Sheery – PPG Artes Visuais – ECA-USP&lt;br /&gt;Lucia Del Picchia, doutoranda em Direito-USP&lt;br /&gt;Fernando Rugitsky, mestre em  Direito-USP&lt;br /&gt;Ricardo Leite Ribeiro, mestrando em  Direito-USP&lt;br /&gt;Maira Rodrigues – doutoranda em Ciência Política – USP.&lt;br /&gt;Ana Lúcia  Ferraz – Doutora em Sociologia – USP.&lt;br /&gt;Daniela Silva Canella, doutoranda em Nutrição em Saúde Pública – USP Tatiana de Amorim Maranhão – Doutora em Sociologia-USP&lt;br /&gt;Ana Paula SAlviatti Bonuccelli – Mestranda em História – USP&lt;br /&gt;Anderson Aparecido Lima da Silva – Mestrando em Filosofia – USP&lt;br /&gt;José Calixto Kahil Cohn – Mestrando em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Antonio Fernando Longo Vidal Filho – Mestrando em Filosofia -USP&lt;br /&gt;Bruna Della Torre de Carvalho Lima – Mestranda em Antropologia – USP&lt;br /&gt;Ana Paula Alves de Lavos – Mestre em Arquitetura e Urbanismo – EESC – USP&lt;br /&gt;Lucas Amaral de Oliveira – Programa de Pós Graduação em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Bruna Nunes da Costa Triana – Programa de Pós-Graduação em Antropologia – USP&lt;br /&gt;José César de Magalhães Jr. – Doutorando em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Eduardo Orsilini Fernandes – Mestrando em Filosofia -USP&lt;br /&gt;Ricardo Crissiuma – mestre em Filosofia USP&lt;br /&gt;Philippe Freitas – Mestrando em  Música – UNESP&lt;br /&gt;Weslei Estradiote Rodrigues – Mestrando em Antropologia – USP&lt;br /&gt;Bruno de Carvalho Rodrigues de Freitas – Graduando em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Camila Gui Rosatti – Graduando em Ciências Sociais – USP&lt;br /&gt;Martha GAbrielly Coletto Costa – mestranda em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Rafael Gargano – Mestrando em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Antonio David – Mestrando em  Filosofia – USP&lt;br /&gt;Pedro Alonso Amaral Falcão – Mestrando em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Lígia Nice Luchesi Jorge, PPG em Língua Hebraica, Literatura e Culturas Judaicas – USP&lt;br /&gt;Camila Rocha – Mestranda em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;André Kaysel – Doutorando em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Michele Escoura – Mestranda em Antropologia -USP&lt;br /&gt;Vladimir Puzone -Doutorando em Sociologia-USP&lt;br /&gt;Arthur Vergueiro Vonk – Mestrando em Teoria Literária e Literatura Comparada – USP&lt;br /&gt;Renata Cabral Bernabé – Mestranda em História Social – USP&lt;br /&gt;Raquel Correa Simões – Graduanda em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Danilo Buscatto Medeiros – Mestrando em Ciência Política-USP&lt;br /&gt;Ana Flávia Pulsini Louzada Bádue – Mestranda em  Antropologia-USP&lt;br /&gt;Carlos Henrique Pissardo. Mestre – Dep. de Filosofia da USP e Diplomata.&lt;br /&gt;Anouch Kurkdjian – Mestranda em Sociologia-USP&lt;br /&gt;Léa Tosold – Doutoranda em Ciência Política-USP&lt;br /&gt;Pedro Fragelli – Doutor em  Literatura Brasileira-USP&lt;br /&gt;Christy Ganzert Pato – Doutor em  Filosofia – USP&lt;br /&gt;José Agnello Alves Dias de Andrade – Mestrando em Antropologia – USP&lt;br /&gt;Nicolau Dela Bandera – doutorando em Antropologia USP&lt;br /&gt;Felipe de Araujo Contier – Mestrando em Arquitetura-IAU-SC-USP&lt;br /&gt;Mauro Dela Bandera Arco Júnior – &amp;nbsp;mestrando em Filosofia USP&lt;br /&gt;Ane Talita da Silva Rocha – mestranda em Antropologia – USP&lt;br /&gt;Juliana Andrade Oliveira – Doutoranda em Sociologia&lt;br /&gt;Reinaldo César – Doutorando em  Ciência dos Materiais – USP&lt;br /&gt;Manoel Galdino Pereira &amp;nbsp;Neto – doutor em ciência política da USP&lt;br /&gt;Carlos Filadelfo de Aquino, doutorando em  Antropologia USP.&lt;br /&gt;Jonas Marcondes Sarubi de Medeiros – mestrando em Filosofia-USP&lt;br /&gt;Ana Letícia de Fiori – Mestranda em Antropologia – USP&lt;br /&gt;Gonzalo Adrián Rojas – Doutor Ciência Política USP&lt;br /&gt;Mariana Toledo Ferreira – Mestranda em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Julia Ruiz Di Giovanni – Doutoranda em Antropologia  Social&lt;br /&gt;Caio Vasconcellos – doutorando em  sociologia – USP&lt;br /&gt;Reginaldo Parcianello – doutorando/Literatura Portuguesa – USP&lt;br /&gt;Fernando Sarti Ferreira – mestrando em História Econômica – USP&lt;br /&gt;Júlia Vilaça Goyatá – mestranda em Antropologia- USP&lt;br /&gt;Maria Aparecida Abreu – doutora em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Bruno Nadai – Doutorando em Filosofia – USP&lt;br /&gt;João Alexandre Peschanski – Mestre em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Lucas Monteiro de Oliveira – Mestrando em história social – USP&lt;br /&gt;Fabrício Henricco Chagas Bastos – Mestrando em Integração da América  Latina – USP&lt;br /&gt;Rafaela Pannain – Doutoranda em Sociologia- USP&lt;br /&gt;Bernardo Fonseca Machado – mestrando em Antropologia – USP&lt;br /&gt;Victor Santos Vigneron de La Jousselandière – mestrando em História – USP&lt;br /&gt;Gabriela Siqueira Bitencourt – mestre em Letras – USP&lt;br /&gt;Dalila Vasconcellos de Carvalho , Mestre em Antropologia Social-USP.&lt;br /&gt;César Takemoto Quitário – mestrando em Letras – USP&lt;br /&gt;Maíra Carmo Marques – mestranda em  Letras – USP&lt;br /&gt;Ana Carolina Chasin – doutoranda em sociologia-USP&lt;br /&gt;Dimitri Pinheiro – doutorando em sociologia-USP&lt;br /&gt;Natália Fujita – doutoranda em  Filosofia – USP&lt;br /&gt;Julio Miranda Canhada – doutorando em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Caio M. Ribeiro Favaretto Mestrando Dpto de Filosofia – USP&lt;br /&gt;Juliana Ortegosa Aggio – doutoranda em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Bruna Coelho – mestranda em  Filosofia – USP&lt;br /&gt;Ana Carolina Andrada – mestranda em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Karen Nunes – mestranda em  sociologia – USP&lt;br /&gt;Monise Fernandes Picanço – Mestranda em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Arthur Oliveira Bueno – Doutorando em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Guilherme Nascimento Nafalski – mestre em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Tatiane Maíra Klein, Mestranda em Antropologia Social/USP&lt;br /&gt;Ana Paula Bianconcini Anjos – doutoranda em Letras – USP&lt;br /&gt;José Paulo Martins Junior – Doutor em ciência política – USP&lt;br /&gt;Demétrio Gaspari Cirne de Toledo – Doutorando Sociologia – USP.&lt;br /&gt;Pedro Fragelli – Doutor em Literatura  Brasileira-USP&lt;br /&gt;Evandro de Carvalho Lobão – Doutor em  Educação – FE/USP&lt;br /&gt;Walter Hupsel – Mestre em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Carina Maria Guimarães Moreira e sou doutoranda em Artes Cênicas na UNIRIO.&lt;br /&gt;Marinê de Souza Pereira – Doutora em Filosofia-USP&lt;br /&gt;Fabiola Fanti – Mestre em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Verena Hitner – mestre em Integracao da America  Latina – USP&lt;br /&gt;Fabio Cesar Alves – Doutorando- Teoria Literária- FFLCH- USP&lt;br /&gt;Frederico Hnriques &amp;nbsp;- Mestre em Sociologia pela USP&lt;br /&gt;Fábio Pimentel De Maria da Silva – Mestre em  Sociologia – USP&lt;br /&gt;Natália Bouças do Lago – mestranda em Antropologia USP&lt;br /&gt;Fábio Silva Tsunoda – mestrado em  sociologia – USP&lt;br /&gt;Terra Friedrich Budini, doutoranda em ciência política – USP&lt;br /&gt;Natália Helou Fazzioni – Mestranda em Antropologia Social – USP&lt;br /&gt;Renato Bastos – Mestre em História Econômica – USP&lt;br /&gt;Andreza Tonasso Galli – Mestranda da Sociologia -USP&lt;br /&gt;Andreza Davidian – mestranda em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Dioclézio Domingos Faustino – Mestrando – Filosofia – USP&lt;br /&gt;Fernando Costa Mattos – Doutor em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Joaquim Toledo Jr – Mestre em Filosofia pela  USP.&lt;br /&gt;Erinson Cardoso Otenio – doutorando em filosofia – USP&lt;br /&gt;Berilo Luigi Deiró Nosella, sou doutorando em Artes Cênicas na UNIRIO&lt;br /&gt;Rafael Alves Silva – Doutorando em Sciências Sociais – UNICAMP&lt;br /&gt;Ludmylla Mendes Lima – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa – USP&lt;br /&gt;Tânia Cristina Souza Borges – Mestranda em Letras – USP&lt;br /&gt;Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política – USP.&lt;br /&gt;Eveline Campos Hauck – Mestranda em filosofia pela USP&lt;br /&gt;Mariana Zanata Thibes – Doutoranda Sociologia – USP&lt;br /&gt;Nahema Nascimento Barra de Oliveira Mestre em Ciencias Humanas – USP&lt;br /&gt;Manoel Galdino Pereira Neto – Doutor em Ciência  Política-USP&lt;br /&gt;Gonzalo Adrián Rojas – Doutor em Ciencia  Politica-USP&lt;br /&gt;Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política-USP&lt;br /&gt;Maria Aparecida Abreu – Doutora em Ciência Política-USP&lt;br /&gt;Pedro Feliú – Doutorando em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Fernando Gonçalves Marques – Doutorando em Ciência  Política-USP&lt;br /&gt;Petronio De Tilio Neto – Doutor em Ciência Política-USP&lt;br /&gt;José Paulo Martins Junior – Doutor em Ciência  Política-USP&lt;br /&gt;Renato Francisquini – Doutorando em Ciência Política-USP&lt;br /&gt;Júlio César Casarin Barroso Silva – Doutor em Ciência Política-USP&lt;br /&gt;Francisco Toledo Barros – Mestrando em Arquitetura e Urbanismo&lt;br /&gt;Marcia Dias da Silva – Mestre em História Social – USP&lt;br /&gt;Maira Rodrigues – doutoranda em Ciência Política – USP.&lt;br /&gt;Ivana Pansera de Oliveira Muscalu – Mestranda História Social – USP&lt;br /&gt;Renata Lopes Costa Prado – Doutoranda do Programa de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano – USP&lt;br /&gt;Emi Koide – Doutora em Psicologia – USP&lt;br /&gt;Mario Tommaso Pugliese Filho – Mestre em Literatura Brasileira – USP.&lt;br /&gt;Gabriela Viacava de Moraes – Mestranda em Literatura Brasileira – USP&lt;br /&gt;Tatiane Reghini Matos – Mestranda em Letras – USP&lt;br /&gt;Andréia dos Santos Meneses – Doutoranda em Letras – USP&lt;br /&gt;Kátia Yamamoto – Mestranda em  Psicologia USP&lt;br /&gt;Lygia de Sousa Viégas &amp;nbsp;- Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano da USP.&lt;br /&gt;Daniel Gomes da Fonseca – Mestrando em Teoria Literária e Literatura Comparada – USP&lt;br /&gt;Michelangelo Marques Torres – mestrando na Unicamp e graduado pela USP&lt;br /&gt;Luana flor Tavares Hamilton – mestrança em psicologia – USP&lt;br /&gt;Renan Honório Quinalha – mestrando em Sociologia Jurídica na USP&lt;br /&gt;Adriana De Simone – Doutora em Psicologia – IP/USP&lt;br /&gt;Grazielle Tagliamento – doutorado PST – USP&lt;br /&gt;Tamara Prior- mestranda em História Social – USP&lt;br /&gt;Airton Paschoa -Mestre em Literatura Brasileira – USP&lt;br /&gt;Daniela Sequeira – mestra em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Thaís Brianezi Ng – doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental – USP&lt;br /&gt;Davi Mamblona Marques Romão – mestrando – PSA – Psicologia&lt;br /&gt;Rafael Godoi – Doutorando em Sociologia -USP&lt;br /&gt;Vanda Souto – Mestranda em Ciências Sociais – UNESP – Marília&lt;br /&gt;Pedro Rodrigo Peñuela Sanches – Mestrando em Psicologia USP&lt;br /&gt;Grazielle Tagliamento – Doutoranda Psicologia – USP&lt;br /&gt;Monica Loyola Stival – Doutoranda em filosofia – USP&lt;br /&gt;Tatiana Benevides Magalhães Braga Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP&lt;br /&gt;Regina Magalhães de Souza, doutora em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Ludmila Costhek Abilio – Mestre em sociologia – USP&lt;br /&gt;Gabriela Viacava de Moraes – Mestranda em Literatura Brasileira – &amp;nbsp;USP&lt;br /&gt;Tatiane Reghini Matos – Mestranda em Letras – USP&lt;br /&gt;Andréia dos Santos Meneses – Doutoranda em Letras – USP&lt;br /&gt;Edson Teles – doutor em  Filosofia – USP&lt;br /&gt;Julia Maia Peixoto Camargo – Graduanda em Ciências  Sociais-USP&lt;br /&gt;Rodnei Nascimento – Doutor em  filosofia – USP.&lt;br /&gt;Rafael Luis dos Santos Dall’olio – Mestrando em História Social – USP&lt;br /&gt;Ana Aguiar Cotrim – Doutoranda em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Tercio Redondo – Doutor em Literatura Alemã – USP&lt;br /&gt;Maria Cláudia Badan Ribeiro Doutora em História Social – USP&lt;br /&gt;Pedro Mantovani- Mestrando em Filosofia- USP&lt;br /&gt;Stefan Klein – Doutorando em  Sociologia – USP&lt;br /&gt;Wagner de Melo Romão, doutor em  Sociologia -USP&lt;br /&gt;Maria de Fátima Silva do Carmo Previdelli – &amp;nbsp;Doutoranda em História Econômica – USP&lt;br /&gt;Felipe Pereira Loureiro – doutorando em História Econômica – USP&lt;br /&gt;Thiago de Faria e Silva – Mestre em História Social – USP&lt;br /&gt;Marcus Baccega – Doutor em História Medieval – USP&lt;br /&gt;Luciana Moreira Pudenzi – Mestre em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Daniela Jakubaszko – Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP&lt;br /&gt;Leo Vinicius Maia Liberato, ex-pos-doutorando no Departamento de Filosofia da USP&lt;br /&gt;Maria Lívia Nobre Goes – Graduanda em Filosofia-USP&lt;br /&gt;Agnaldo dos Santos – Doutor em Sociologia – USP&lt;br /&gt;Annie Dymetman doutora em Ciências Sociais – USP&lt;br /&gt;Evandro NoroFernandes – Mestre em Geografia- USP&lt;br /&gt;Wilma Antunes Maciel &amp;nbsp;- &amp;nbsp;Doutora em História Social – USP&lt;br /&gt;Luciano Pereira – Doutor em filosofia – &amp;nbsp;USP&lt;br /&gt;Guilherme Varella, mestrando em Direito de Estado&lt;br /&gt;Constância Lira de Barros Correia Rodrigues Costa – Mestranda em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Ester Gammardella Rizzi – Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito – USP&lt;br /&gt;Cristiana Gonzalez &amp;nbsp;- mestranda em sociologia – USP&lt;br /&gt;Rafaela Aparecida Emetério Ferreira Barbosa – Mestranda em Direito do Trabalho – USP&lt;br /&gt;Franco Nadal Junqueira Villela – Mestre em Ciência Ambiental – USP&lt;br /&gt;Clara Carniceiro de Castro, doutoranda em Filosofia-USP&lt;br /&gt;Marcelo Netto Rodrigues – mestrando em  Sociologia – USP&lt;br /&gt;Elisa Klüger – mestranda em  sociologia – USP&lt;br /&gt;Marilia Solfa – Mestre em  Arquitetura – USP&lt;br /&gt;Pedro Feliú – Doutorando em Ciência Política – USP.&lt;br /&gt;Renato Francisquini, doutorando em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Júlio César Casarin Barroso Silva – doutor em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Andreza Davidian – mestranda em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Andrea Kanikadan – doutorando em Ecologia Aplicada na ESALQ em Piracicaba.&lt;br /&gt;Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Diogo Frizzo – Mestrando em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Vinicius do Valle – Mestrando em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Carolina de Camargo Abreu – Doutoranda em Antropologia – USP&lt;br /&gt;Tatiana Rotolo- Mestre em  Filosofia pela USP&lt;br /&gt;Pedro Ivan Moreira de Sampaio – Graduando em Direito PUC-SP e Filosofia – USP&lt;br /&gt;Thaís Brianezi Ng, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental – USP&lt;br /&gt;André-Kees de Moraes Schouten – Doutorando em Antropologia Social – USP&lt;br /&gt;Alvaro Pereira – Mestre em Direito – USP&lt;br /&gt;Vinícius Spira – mestrando em Ciências Sociais – USP&lt;br /&gt;Rafael Faleiros de Pádua, doutorando em Geografia-USP&lt;br /&gt;André Luis Scantimburgo – Mestrando em Ciências Sociais pela UNESP de Marília/SP.&lt;br /&gt;Rosemberg Ferracini – Doutorando em Geografia Humana – Universidade de São Paulo – USP&lt;br /&gt;Lucas Brandão – Mestrando em Sociologia-USP&lt;br /&gt;Márcia Cunha – doutoranda em  Sociologia – USP&lt;br /&gt;Nilton Ken Ota – doutor em  Sociologia – USP&lt;br /&gt;Felipe Figueiredo – Bacharel em  Letras – USP&lt;br /&gt;Bruno Boti Bernardi – Doutorando em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Roberta Soromenho Nicolete – Mestranda em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Lara Mesquita – Mestre em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Milene Ribas da Costa – Mestre em Ciência Política – USP&lt;br /&gt;Katya dos Santos Schmitt Parcianello – mestranda em História Econômica/ USP&lt;br /&gt;Alcimar Silva de Queiroz – Doutor em Educação – USP&lt;br /&gt;Paulo Vinicius Bio Toledo – mestrado Artes Cênicas&lt;br /&gt;Ruy Ludovice – mestrando em Filosofia – USP&lt;br /&gt;Pollyana Ferreira Rosa – Mestranda em Artes Visuais – USP&lt;br /&gt;Patrícia de Almeida Kruger – Mestranda em Letras – USP&lt;br /&gt;Giselle Cristina Gonçalves Migliari – Mestranda em Literatura Espanhola – USP&lt;br /&gt;Wellington Migliari – Mestre em Literatura Brasileira – USP&lt;br /&gt;Diana P. Gómez – Mestranda Antropologia Social&lt;br /&gt;Simone Dantas – Mestranda em Letras-USP&lt;br /&gt;Eduardo Zayat Chammas, mestrando em História Social – USP&lt;br /&gt;Maristela de Souza Pereira – Doutoranda em psicologia – USP&lt;br /&gt;Virginia Helena Ferreira da Costa &amp;nbsp;- Mestranda em filosofia – USP&lt;br /&gt;Gustavo Motta – mestrado Artes Visuais – USP&lt;br /&gt;Luiz Fernando Villares, doutorando Faculdade de Direito – USP&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-7136088551694688769?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/7136088551694688769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=7136088551694688769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/7136088551694688769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/7136088551694688769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/pesquisadores-da-usp-repudiam-invasao.html' title='Pesquisadores da USP repudiam invasão dos espaços da política pela PM'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RGnSybmAFEQ/Tr2d3zan2KI/AAAAAAAAB-s/Uzn1dFru15U/s72-c/headerbg.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-9201926584045593376</id><published>2011-11-03T18:36:00.001-03:00</published><updated>2011-11-03T18:39:14.212-03:00</updated><title type='text'>Técnicas para a manipulação da opinião pública</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;1- A estratégia da diversão&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-la69aCxx4lw/TrMJaoDiVKI/AAAAAAAAB9E/CRzT_Gmkzg0/s1600/MALCOLM+X.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="312" src="http://3.bp.blogspot.com/-la69aCxx4lw/TrMJaoDiVKI/AAAAAAAAB9E/CRzT_Gmkzg0/s400/MALCOLM+X.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, graças a um dilúvio contínuo de distrações e informações insignificantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas").&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;2- Criar problemas, depois oferecer soluções&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Este método também é denominado "problema-reação-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis de segurança em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise econômica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;3- A estratégia do alongamento&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;4- A estratégia do diferimento&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e econômica foram aceitas pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Iqg9YWlaaTw/TrMJqKDV6BI/AAAAAAAAB9M/yFIYerZ-vX4/s1600/MIDIA+BURGUESA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://2.bp.blogspot.com/-Iqg9YWlaaTw/TrMJqKDV6BI/AAAAAAAAB9M/yFIYerZ-vX4/s320/MIDIA+BURGUESA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A maior parte da publicidade destinada ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adota um tom infantilizante. Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Se se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reação tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, impulsos ou comportamentos...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;7- Manter o público na ignorância e no disparate&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Atuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Encorajar o público a considerar "natural" o fato de ser idiota, vulgar e inculto...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;9- Substituir a revolta pela culpabilidade&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da ação. E sem ação, não há alteração!...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fonte: http://perso.wanadoo.fr/metasystems/Manipulations.html&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Extraído de:&lt;a href="http://www.blogger.com/%20http://resistir.info/varios/manipulacao.html"&gt; http://resistir.info/varios/manipulacao.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-9201926584045593376?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/9201926584045593376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=9201926584045593376&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/9201926584045593376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/9201926584045593376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/tecnicas-para-manipulacao-da-opiniao.html' title='Técnicas para a manipulação da opinião pública'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-la69aCxx4lw/TrMJaoDiVKI/AAAAAAAAB9E/CRzT_Gmkzg0/s72-c/MALCOLM+X.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-6893051791973820446</id><published>2011-11-01T18:50:00.002-03:00</published><updated>2011-11-01T21:35:55.567-03:00</updated><title type='text'>TODOS QUEREMOS O MELHOR!</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="caption"&gt;De: &lt;span class="uiAttachmentDetails"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100001324124814"&gt;Antonio Carlos Mazzeo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YBRP8ZHe8Z8/TrCOlZDtgoI/AAAAAAAAB8k/Io5AThb0H6g/s1600/fsdafsadfsda.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://3.bp.blogspot.com/-YBRP8ZHe8Z8/TrCOlZDtgoI/AAAAAAAAB8k/Io5AThb0H6g/s320/fsdafsadfsda.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="caption"&gt;&lt;span class="uiAttachmentDetails"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="caption"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;"Gente é muito bom&lt;br /&gt;Gente deve ser o bom&lt;br /&gt;Tem de se cuidar&lt;br /&gt;De se respeitar o bom&lt;br /&gt;Está certo dizer que estrelas&lt;br /&gt;Estão no olhar..."&lt;br /&gt;Caetano Veloso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou-se uma polêmica em relação ao tratamento de Lula no hospital   Sírio Libanês, um dos melhores do país e da América Latina e, é claro,   um dos mais caros. Obviamente não estamos aqui, entrando no mérito do   direito humano intrínseco do ex-presidente tratar de sua grave doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que se coloca é outra. Melhor dizendo é de fundo, pois   política e simbologicamente, a opção de tratamento de Lula em hospital   de referência internacional, envolve o problema de milhões de   brasileiros que não podem optar pelo melhor. Dai, esta constituir uma   questão de alto interesse nacional.&lt;br /&gt;Mas é preciso dizer que Lula  não  foi o único a optar por este hospital, basta lembrar de seu   vice-presidente, assim como Sarney e tantos outros membros da "elite"   política nacional, também foram atendidos nesse nosocômio de fina   estampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta é porque aqueles que tem condições   econômicas para pagar um bom plano particular não optam pelo serviço   público de saúde? Obviamente não vou responder à essa pergunta   emblemática, pois é sabido que cotidianamente milhares de brasileiros   morrem nas filas dos hospitais esperando atendimento, em estruturas de   saúde abandonadas e precárias, mães em trabalho de parto, doentes   crônicos, acidentados, anciãos, crianças, etc, todos pertencentes à   classe trabalhadora e pagadores de seus impostos que, infelizmente, não   são revertidos em melhoria da estrutura de saúde, de educação, de   moradia, de transporte, de infraestrutura urbana, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloca-se, então, uma pergunta moral e política: até quando o país vai   tolerar a saúde, a educação, o transporte e a infraestrutura   estratificada e "privilegiante", se todos somos iguais perante à lei e   ao direito cidadão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente a resposta não será aquela   medíocre e irresponsável que o "sociólogo" Fernando Henrique Cardoso   encontrou para defender seu adversário político, quer dizer, para   defender o privilégio que é seu também. Não é o "recalque" das pessoas   mas sim a indignação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda, a indignidade com que a   classe que dirige o país trata os trabalhadores, ainda com os resquícios   cruéis da senzala, materializados nas escolas sem estruturas, nos   professores mal pagos, numa política de saúde que não dá ao trabalhador a   chance de sobreviver à doenças mais banais, em que os hospitais se   assemelham a açougues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de Lula apenas que estamos  cobrando  a socialização da dignidade, mas do conjunto das políticas  sociais  atravancadas nas salas dos parlamentares da ordem, em sua  maioria,  mancomunados com interesses escusos dos empresários da  educação, da  saúde, da infraestrutura, dos transportes e sabe lá quantos  outros  interesses ocultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um país rico, mas com  um povo  pobre. A burguesia, tampouco sua aliada, a socialdemocracia  petista,  resolveram as questões estruturais do país porque as duas  forças  políticas aliam-se e fazem parte do projeto de modernização   conservadora de vezo capitalista. A socialdemocracia-tardia tenta, de   todas as formas, maquiar o problema, inventando o falacioso conceito de   "nova classe média" brasileira, mas os dados negam a demagogia do   governo do PT e de seus aliados. 28% (aproximadamente 16 milhões) da   população brasileira vive abaixo da linha de pobreza, recebendo em média   70,00 R$ por mês. 43% (aproximadamente 80 milhões) vivem na pobreza,   recebendo cerca de R$140,00 por mês. No total, temos 96 milhões de   brasileiros vivendo na pobreza extrema, em que pesem ai, os programas de   bolsa-família, pois com R$140,00 mês ou com o salário mínimo de R$   545,00 é impossível viver com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo que a maioria   esmagadora dos brasileiros não pode fazer a opção de qualidade que fez   Lula, para seu tratamento de saúde, assim como não pode matricular seus   filhos nas melhores escolas. Para que tenhamos uma ideia, um bom plano   de saúde que dê direito a hospitais como Sírio-Libanês, São Luís,  Albert  Einstein e outros de igual qualidade, para uma família média de 4   pessoas, não sai menos que R$1500, mês. Uma escola considerada de   qualidade em São Paulo, tem como mensalidade uma média que varia de R$   1700,00 a R$2.000,00 por mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas distorções perversas  não  é de se admirar o surgimento das controverisas em relação à opção de   Lula por ser tratado de sua enfermidade no hospital Sírio-Libanês. Que   me desculpem os amigos, mas não consigo ver de outro modo que não o   indignado a estratificação dos direitos básicos das pessoas. Não posso   aceitar que para uma minoria sejam dados todos os recuros e todas as   estruturas para o acesso à saúde, educação, moradia e transportes e para   a maioria a opção do "menos pior", quando isso é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há   algo de errado nisso tudo, e sabemos suas causas. Cabe-nos agora, a   organização das condições objetivas e subjetivas para que todos tenhamos   a opção pelo melhor e, aviso, ninguém nos dará isso de mãos beijadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="caption"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-6893051791973820446?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/6893051791973820446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=6893051791973820446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/6893051791973820446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/6893051791973820446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/todos-queremos-o-melhor.html' title='TODOS QUEREMOS O MELHOR!'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YBRP8ZHe8Z8/TrCOlZDtgoI/AAAAAAAAB8k/Io5AThb0H6g/s72-c/fsdafsadfsda.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-8601506646206991551</id><published>2011-11-01T10:16:00.001-03:00</published><updated>2011-11-01T10:17:36.698-03:00</updated><title type='text'>Trabalhadores de sindicato dos metalúrgicos entram em greve contra a própria entidade</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;CASA DE FERREIRO&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Depois de organizar neste ano cerca de 35 greves e manifestações, o Sindicato  dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e região, que representa 45 mil  trabalhadores, vive uma situação inusitada: entrou em greve. Não, a greve não é  dos metalúrgicos, mas sim dos próprios funcionários do sindicato. Parte dos 60  trabalhadores da entidade decidiu cruzar os braços contra o que consideram uma  atitude de desrespeito pela diretoria do sindicato: forçar a troca da data-base  da categoria de setembro para novembro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Na verdade essa proposta de alteração da data-base  apenas foi um estopim para a intransigência do sindicato. Eles não aceitam  negociar ou discutir isso, e chegam com este pedido que já foi negado duas vezes  em assembleia - afirmou Eliane Mendonça, da comissão dos trabalhadores.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ela lembrou que o problema nem é o índice de reajuste  proposto, de 10%, mas que são contrários à mudança da data-base por considerar  que a situação ficará pior para os trabalhadores. Eliane lembra que, mesmo com a  data-base no dia 1º de setembro, as negociações só começaram 56 dias depois. Se  mudar para novembro, argumenta, o acordo não sairá antes do ano novo.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ela afirmou que estranha a atitude da direção do  sindicato - filiado à combativa Central Sindical e Popular ( CSP-Conlutas),  entidade ligada ao PSTU - por sua postura. A representante dos trabalhadores diz  ainda que os dirigentes da entidade chegaram a contratar novos funcionários para  atuar na função dos grevistas, o que é proibido pela Constituição. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A versão da diretoria do sindicato é outra. Segundo Luiz  Carlos Prates, conhecido como Mancha, secretário-geral da entidade, não está  ocorrendo uma greve, mas sim um "boicote", que enfraquece as lutas sindicais.  Ele afirma que apenas metade dos trabalhadores do sindicato aderiram ao  movimento e que não contratou ninguém para as funções, mas que mantém o  sindicato funcionando graças á atuação dos próprios dirigentes sindicais:  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- A mudança da data-base é algo relevante, pois setembro  também é a data-base dos metalúrgicos e precisamos estar focados. Além disso, em  novembro o sindicato possui mais recursos em caixa - diz o dirigente, que espera  que tudo acabe logo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Essa manifestação ocorre enquanto o sindicato está em  plena campanha salarial dos metalúrgicos do setor aeroespacial - a Embraer fica  sediada na cidade - e na mesma semana em que a atuação do sindicato foi  fundamental para que os vereadores de São José dos Campos voltassem atrás e  trocassem um aumento salarial dos próprios salários de 50% para outro de 20%. Na  cidade, o comentário geral é que, no caso da greve dentro do sindicato, vale a  máxima: "em casa de ferreiro, espeto de pau". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;b&gt;FONTE&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;Globo em 29/10/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-8601506646206991551?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/8601506646206991551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=8601506646206991551&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/8601506646206991551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/8601506646206991551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/trabalhadores-de-sindicato-dos.html' title='Trabalhadores de sindicato dos metalúrgicos entram em greve contra a própria entidade'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-214998361112926718</id><published>2011-11-01T09:56:00.000-03:00</published><updated>2011-11-01T09:56:21.416-03:00</updated><title type='text'>PCB: Dos antecedentes ao III Congresso</title><content type='html'>&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os  antecedentes&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O desenvolvimento do  pensamento social em nosso país esteve  condicionado, além das limitações de um  país colonial/semicolonial, às  implicações de ser uma nação ainda em formação  com uma cultura  relativamente recente. As próprias lutas anticoloniais e  antifeudais  dos séculos XVIII e XIX careceram tanto de uma amplitude nacional   quanto de um programa democrático revolucionário mais consequente,  resultando  inconcluso o processo de formação nacional.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Um exemplo demonstrativo  disto é o fato de que a primeira  universidade no país fora fundada apenas em  1920, enquanto que os  demais países da América Latina já possuíam universidades  desde o  século XVI.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sob regime de trabalho  escravo até 1888, a formação do proletariado  no país começará nos fins do  século XIX (de 1890 a 1914 abriram-se no  país 7 mil fábricas), mas só ganhará  impulso com a primeira guerra  mundial, quando em apenas quatro anos (1915 a  1919) surgiram mais 5.940  empresas industriais, totalizando, segundo o censo de  1920, 13.569  estabelecimentos industriais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/80/14b.jpg" src="http://www.anovademocracia.com.br/80/14b.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Os fundadores. De pé (da esq. para dir.): Manoel Cendón, Joaquim    Barbosa, Astrogildo Pereira, João da Costa Pimenta, Luiz Péres e José  Elias da Silva. Sentados: Hermogênio Silva, Abílio de Nequete e  Cristiano Cordeiro&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Dado ao grande peso da  pequena burguesia na sociedade brasileira e às  limitações da difusão do  marxismo na época, durante um longo período,  particularmente entre 1906 e 1920,  o anarquismo, na sua forma  anarco-sindicalista, introduzido no país pelos  imigrantes italianos e  espanhois, predominava sobre o nascente movimento  operário brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Enquanto grande parte da  fundação dos partidos comunistas se deu com a  ruptura com a social-democracia,  no Brasil este processo se dá com a  ruptura com o anarco-sindicalismo. A  influência desta origem anarquista  e a inexistência da mais mínima tradição  marxista anterior terão um  grande peso nos primeiros anos do partido e em suas  dificuldades na  assimilação do marxismo-leninismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ao considerar as  dificuldades em que estiveram imersos os pioneiros  do partido, como a  baixíssima literatura marxista no país (basta dizer  que a primeira edição do &lt;b&gt;&lt;i&gt;Manifesto  do Partido Comunista&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  foi publicada somente em 1924 pelo próprio PCB),  devemos considerá-la  nunca como justificativa para os erros cometidos, mas sim  para  compreender o quanto a falta de solidez ideológico-política deram vazão a   tendências revisionistas e reformistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Esta  foi uma enfermidade que, aliás, acometeu a maioria dos partidos  comunistas na  América do Sul, com exceção do Peru, com as teses  desenvolvidas por José Carlos  Mariátegui enquanto esforço para uma  verdadeira aplicação do marxismo-leninismo  à realidade peruana.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A II Internacional e o  papel que desempenhou em seus primórdios de  realizar uma ampla difusão do  marxismo, pouquíssimo impacto tiveram no  Brasil. Ficando assim restrito ao  conhecimento de alguns intelectuais  progressistas da época que tomaram  conhecimento do marxismo na Europa e  o difundiram de forma dispersa, entre a  intelectualidade em poucas  publicações no país.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;De  1860 a 1869 apareceram no Brasil vinte publicações operárias,  número que  aumentou para 46 na década seguinte. A partir de 1878, sob  influência da II  Internacional, diversos clubes socialistas apareceram  no país, junto a eles a  publicação de três semanários socialistas, como  o &lt;b&gt;&lt;i&gt;Internacional  Socialista&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, de Salvador.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em 1899 um manifesto de  Euclides da Cunha &lt;b&gt;&lt;i&gt;Aos filhos do trabalho&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, afirmava que "foi  com Karl Marx que o socialismo científico começou a usar linguagem firme,  compreensível e positiva".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O início do século é  marcado por crescentes e radicalizadas lutas  operárias, destacadamente a grande  greve de 1917 que explode em São  Paulo e se espalha pelos principais centros  urbanos. Sob o impacto da  Revolução de Outubro e da Primeira Guerra Mundial, "&lt;i&gt;o  período de  1917-1920 caracterizou-se por uma onda irresistível de greves de   massas, que em muitos lugares assumiram proporções grandiosas (...) em  1918,  1919, 1920, no Rio, de novo em São Paulo, em Santos, em Porto  Alegre, na Bahia,  em Pernambuco, em Juiz de Fora, em Petrópolis, em  Niterói, e outras muitas cidades  de norte a sul do país, as greves  operárias se alastravam com ímpeto  avassalador&lt;/i&gt;."&lt;sup&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a1" name="a1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na1"&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;sup&gt;. &lt;/sup&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Após o crescimento das  lutas operárias e a gigantesca influência da  Revolução Russa, a burguesia  desata em todo o mundo e no país uma  grande ofensiva contrarrevolucionária, com  uma onda de repressão,  operários são mortos nos combates de rua e muitos  dirigentes são  perseguidos e presos. Para responder as calúnias desfiladas pela   imprensa, o líder operário Astrogildo Pereira publica em 1918 um livreto   chamado &lt;b&gt;&lt;i&gt;A Revolução Russa e a imprensa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, defendendo os  bolcheviques dos ataques.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Alguns importantes intelectuais  progressistas manifestavam também  suas simpatias pela revolução socialista de  outubro, sobretudo  colocou-se Lima Barreto, que publicou em 1919 um artigo sob  o título &lt;b&gt;&lt;i&gt;Manifesto Maximalista&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;sup&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a2" name="a2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na2"&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, que fora publicado mais tarde no seu livro &lt;b&gt;&lt;i&gt;Bagatelas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/80/14c.jpg" src="http://www.anovademocracia.com.br/80/14c.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Os 18 do Forte   &lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As lutas dos anos de  1917-1920 e a crescente influência da Revolução  Russa colocam a nu a  incapacidade teórica, política e orgânica do  anarquismo. Toda esta experiência  serviu ao esclarecimento de diversos  dirigentes do anarco-sindicalismo, que  romperam com o anarquismo e  vanguardearam a formação de diversos grupos  comunistas, que, ainda que  dispersos em diferentes pontos do país, culminaram  com a fundação do  Partido Comunista do Brasil em 1922.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em 1920 o 3º Congresso da  Confederação Operária Brasileira (COB)  aprova, além de uma saudação especial ao  proletariado russo, outra  moção em que declara sua simpatia à III Internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em 1921 é fundado no Rio  de Janeiro o grupo comunista que publica a revista &lt;i&gt;Movimento Comunista&lt;/i&gt;, que contribuirá  enormemente para a fundação do PCB, se tornando seu órgão oficial desde sua  fundação até 1923.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A  fundação&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O Partido Comunista do  Brasil —  PCB surge da unificação dos  diferentes grupos comunistas. Seu  congresso de fundação foi realizado  nos dias 25, 26 (no Rio de Janeiro) e 27  (em Niterói) de março de 1922.  Seus fundadores são Astrojildo Pereira — jornalista, Hermogênio da  Silva Fernandes — eletricista e ferroviário, Manoel  Cendón — Alfaiate,  Joaquim Barbosa — alfaiate, Luis Peres — artesão  vassoureiro, José  Elias da Silva — funcionário público, Abílio de Nequete — barbeiro,  Cristiano Cordeiro — funcionário público e João da Costa Pimenta —  tipógrafo. Dentre a pauta do congresso está a leitura das&lt;i&gt; &lt;b&gt;21 condições de  ingresso da Internacional Comunista&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a3" name="a3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na3"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;, aprovadas todas, uma a uma.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Os nove participantes do  congresso representaram 73 comunistas de  diferentes pontos do país. Pela  primeira vez o povo brasileiro,  particularmente o proletariado, tem um partido  com uma dimensão  nacional, o que significará por si só um marco histórico para  as lutas  do povo brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/80/14e.jpg" src="http://www.anovademocracia.com.br/80/14e.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhadores lêem o jornal &lt;i&gt;A Classe Operária&lt;/i&gt; &lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A  fundação do PCB representa em nosso país a falência histórica das  revoluções  democrático-burguesas de velho tipo e a abertura da nova era  da revolução  proletária em todo o mundo. Ainda que com todas as  deficiências, marca o  triunfo do marxismo no movimento operário  brasileiro, a fusão em nosso país do  movimento operário com o marxismo.  A partir de sua fundação, a luta entre as  diferentes posições e  correntes (que expressam diferentes posições de classe)  se darão  fundamentalmente no interior do próprio partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Entretanto, sua fundação  ocorre quando o mundo já entrara na época do  imperialismo, quando o marxismo  elevou-se a leninismo, o marxismo da  época do imperialismo e da revolução  proletária, como definira Stalin.  Portanto, para se desenvolver enquanto um  verdadeiro partido do  proletariado, o partido comunista necessitava  constituir-se de fato em  verdadeiro partido marxista-leninista.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em novembro do mesmo ano,  Antônio Bernardo Canellas participa como  enviado do PCB ao IV Congresso da III  Internacional, com o objetivo de  pedir filiação do PCB. Dado às limitações na  compreensão e assimilação  do marxismo-leninismo e às graves heranças de sua  origem  anarco-sindicalista, a III Internacional nega o pedido, admitindo-o   apenas como partido simpatizante. O partido somente será reconhecido  como  membro no V Congresso da I.C., realizado em 1924.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Diferentemente do que afirmam os  revisionistas e reacionários de  diferentes matizes, sempre empenhados em  encontrar as causas externas  para as vicissitudes enfrentadas pelo movimento  operário e comunista em  nosso país, a III  internacional, sob a direção de Lenin e Stalin,  desempenhou um papel  fundamental no suporte e desenvolvimento do recém  fundado Partido Comunista no  Brasil. Como veremos adiante, a III  Internacional foi um elemento chave para a  compreensão e assimilação do  marxismo-leninismo pelo PCB e seu desenvolvimento  enquanto autêntico  partido comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em 1923, a IC propõe a publicação de um  jornal de massas do PCB, que  será lançado sob feroz repressão do estado de  sítio no dia 1º de maio  de 1925, com o título sugerido pela IC, &lt;b&gt;&lt;i&gt;A Classe  Operária — órgão do Partido Comunista do Brasil&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.  O jornal, que será  fechado logo em julho do mesmo ano e reaberto em 1º  de maio de 1928, será até  1976 um importantíssimo instrumento de  politização e vinculação do partido com  as massas, sendo o jornal  publicado a maior parte do tempo na clandestinidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O II  congresso e o desvio direitista&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;No dia 5 de julho de 1922, apenas três  meses após a fundação do  Partido, eclode o levante do Forte de Copacabana. Em  1924, também no  dia 5 de julho, ocorrem novas rebeliões militares, que  controlam  durante algum tempo a capital de São Paulo e zonas do interior do Rio   Grande do Sul. Destas rebeliões se origina a Coluna Prestes, que  percorre o  Brasil durante três anos, lutando pela derrubada do governo.  Vinculada à  sucessão presidencial, nos anos de 1929 e 1930, se  verifica vasta agitação em  que se prega, de maneira genérica, a  necessidade da democracia e a realização  de reformas sociais. A  agitação culmina com o movimento armado de 1930, que atinge  guarnições  militares de quase todos os Estados e põe abaixo o governo&lt;/i&gt;"&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a4" name="a4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na4"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h5 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="http://www.anovademocracia.com.br/80/14d.jpg" src="http://www.anovademocracia.com.br/80/14d.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Movimento Comunista, órgão do partido &lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em  meio a esta turbulenta situação política, no dia 16 de maio de  1925 inicia-se o  II Congresso do PCB. Sua realização e as teses  aprovadas por ele revelarão toda  a debilidade no domínio do  marxismo-leninismo pelo partido na época. No  congresso são aprovadas as  teses baseadas nas formulações do então dirigente  Otávio Brandão, com a  colaboração de Astrogildo Pereira, secretário geral do  partido à  época.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As  formulações, que ficaram famosas em nossa história como "Agrarismo  x  Industrialismo" são a primeira tentativa de uma análise de classes  marxista da  realidade nacional e a formulação de uma estratégia e  tática para o  proletariado no país. Tais formulações serão objeto da  primeira grande luta de  linhas no interior do Partido Comunista do  Brasil. Ainda que de forma  incipiente, trouxeram à tona importantes  problemas, que atravessarão  praticamente toda a história do partido,  sendo também linha de demarcação entre  marxistas e revisionistas ainda  nos dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"Agrarismo  x industrialismo"&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Agrarismo  x Industrialismo"&lt;/i&gt; sustentava que o desenvolvimento  da sociedade brasileira desde a República,  estava determinado pela  oposição entre o incipiente desenvolvimento industrial  capitalista  (industrialismo) representando o "progresso", liberal, assalariado,   sendo este apoiado pelo imperialismo ianque; e o Agrarismo, sustentado  pelo  imperialismo inglês, representando o atraso semifeudal, as  oligarquias  agrárias,&amp;nbsp; com força de trabalho escrava  ou servil. Ainda  segundo esta tese, o exército nacional constituiria um ponto  de  sustentação do industrialismo contra o agrarismo e a proclamação da   República em 1889 teria sido uma vitória do industrialismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda  que o documento do II Congresso faça um rico levantamento sobre  o aumento da  penetração do imperialismo na economia do país, a  dominação do imperialismo era  tratada como somente mais um fator, até  mesmo secundário. A análise dos dados  conclui apontando para o apoio do  imperialismo inglês ao "agrarismo" e que o  imperialismo ianque apoiava  o "industrialismo".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  denominado "Estado agrário" é tomado como entrave às forças capitalistas em  ascensão. Sustenta que a "&lt;i&gt;revolução democrática pequeno-burguesa&lt;/i&gt;"  colocará o país em pé de igualdade com as potências burguesas, o nosso  "1789"&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na5"&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a5" name="a5"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O partido comunista em  nosso país toma como antagônicas as  contradições entre a oligarquia  latifundiária e a burguesia nascente,  sem distinguir a burguesia nacional e  seus interesses dos interesses da  grande burguesia, que, ainda que nascente, já  se desenvolvia  profundamente atrelada ao imperialismo e ao latifúndio como  burguesia  compradora. Ambas as classes se unificam enquanto classes dominantes  no  capitalismo burocrático, em uma unidade que é o Estado Brasileiro, como  vai se  expressar de forma patente em 1930 com o acordo de Vargas com  os barões do  café.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A própria&lt;i&gt; Internacional Comunista (I.C.)&lt;/i&gt; em  1923, ao dirigir um &lt;i&gt;apelo aos operários e camponeses da América do Sul&lt;/i&gt;,   alertara para que as pugnas entre as diferentes potências  imperialistas faziam  agudizar a luta entre as classes dominantes  locais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Jules Humbert  Droz&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a6" name="a6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na6"&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;, que então dirigia o Birô Sul Americano da III Internacional, já destacava  com grande clareza em 1928 que a "&lt;i&gt;burguesia industrial não é senão uma das  múltiplas faces do latifúndio&lt;/i&gt;", ou seja, a "&lt;i&gt;burguesia industrial não se  contrapõe aos latifundiários, mas tem seus interesses aos destes imbricados&lt;/i&gt;".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Droz, ainda  esclarecendo sobre a suposta oposição entre a dominação  imperialista e o  "desenvolvimento" capitalista, aponta que "&lt;i&gt;quanto  mais capitais o  imperialismo investe na América Latina, mais se  desenvolve a industrialização e  mais se desenvolve também a  colonização"&lt;/i&gt;, destacando que por isso as  classes dominanteslocais&lt;i&gt;  "se encontram, desde suas origens, ligada  ao imperialismo e  impossibilitada de desenvolver um projeto revolucionário  burguês  antiimperialista.&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"A  revolução democrática burguesa"&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Diante  do papel ativo exercido pela pequena burguesia na cena  política do país, a  direção do partido desprezara a importância do  campesinato, que na época —  em  1920, era composto por sete milhões de  pessoas num universo de 8 milhões de  trabalhadores. Afirma que no  Brasil o problema da pequena burguesia  (diferentemente da Rússia) não é  camponês, mas urbano, daí a conceituação de  revolução democrática  pequeno-burguesa, em oposição à consigna da "revolução  democrática  burguesa" sob hegemonia do proletariado, preconizada por Lenin e a   Internacional Comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Os  documentos do II e III Congresso estabelecem que a política de  alianças do  proletariado, num primeiro momento, seria entre o  proletariado urbano e rural  com os revoltosos pequeno-burgueses e com a  grande burguesia liberal (grandes  industriais e comerciantes) contra o  "&lt;i&gt;czarismo brasileiro", &lt;/i&gt;o partido  republicano, dos fazendeiros, o Estado agrário, ou seja, uma "&lt;i&gt;frente  única  do proletariado, da pequenaburguesia urbana e da  grande  burguesia industrial, contra o imperialismo e o governo de grandes   proprietários rurais feudais&lt;/i&gt;"&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na7"&gt;&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a7" name="a7"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em  sua obra &lt;b&gt;&lt;i&gt;O proletariado perante a revolução democrática pequeno-burguesa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;,  publicada em 1928, Otávio Brandão afirma que &lt;i&gt;"teremos de passar pela etapa  da revolução democrática pequeno-burguesa e, &lt;u&gt;à sombra dela&lt;/u&gt;,  fortificar-nos-emos para conquistar o poder"&lt;/i&gt; (sublinhado nosso). Tratando  assim a revolução democrática pequeno-burguesa como um prelúdio fugaz da  revolução proletária&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Ou seja, nesta etapa, o papel do proletariado  seria apenas de preparar-se à margem da revolução democrática pequeno-burguesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  desenvolvimento da revolução proletária seria fruto de uma  "terceira revolta",  como resultado do agravamento das contradições  geradas pelas as duas  anteriores&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na8"&gt;&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a8" name="a8"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No  lugar desta "terceira revolta", em outubro de 1930, as massas  populares e as  forças armadas marcharam a reboque da Aliança Liberal e  de Getúlio Vargas, e  derrubaram o governo de Washington Luiz,  representante direto do imperialismo  inglês. Os revoltosos de  Copacabana, São Paulo e parte do extinto comando da  Coluna Prestes,  exceto Luis Carlos Prestes, também marcharam a reboque. Logo,  Vargas  trai as aspirações democráticas que fizeram insurgir aquelas rebeliões e   promove a reconciliação com as oligarquias latifundiárias,  impulsionando o  capitalismo burocrático sob a batuta do imperialismo  ianque, que conquistou  posições importantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda que o III Congresso  do Partido Comunista do Brasil, realizado  em 1928 progrida, compreendendo que o  imperialismo avança se  interpenetrando com as forças agrárias feudais, mantém  no fundamental a  influência das teses do II Congresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Diferentemente de se  tratar de uma formulação original e criativa,  como tentam fazer crer alguns,  tais teses subjetivistas se chocam por  inteiro com a tese do imperialismo de &lt;b&gt;Lenin,  ao não compreender que na época do imperialismo, o centro do problema nacional  é o campesinato e não mais a burguesia.&lt;/b&gt;  Será neste mesmo período que,  aplicando o marxismo-leninismo à  realidade de um país semifeudal e semicolonial  como a China, Mao  Tsetung compreenderá de forma mais cabal como desenvolver a  revolução  nos países dominados.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mao  Tsetung afirma que: "&lt;i&gt;A partir da Revolução Russa de 1917, o  mundo se  dividira em dois grandes campos opostos, de um lado o campo  socialista, com  todo movimento revolucionário anti-imperialista  dirigido pelo proletariado. De  outro, o campo capitalista com todas as  forças da contrarrevolução. Tal divisão  produzirá uma cisão inevitável  no seio das classes intermediárias (burguesia  nacional), eliminando a  possibilidade desta exercer uma posição independente,  uma parte se  moverá para a esquerda, para a revolução, e outra para a direita,  para o  campo contrarrevolucionário"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma vez que o mundo entrou  na época do imperialismo, no qual o  capitalismo se mantêm e se sustenta no  aumento da exploração e opressão  sobre as colônias e semicolonias, se uma sexta  parte do globo se  emancipava em 1917, isso afundava o capitalismo em uma sexta  parte do  globo. Dado isto, todas estas revoluções são ferozmente combatidas  pelo  imperialismo, enquanto com o advento do primeiro Estado socialista na   Rússia em 1917, encontraram nele e nas demais forças do proletariado   internacional não apenas apoio, mas uma verdadeira força inspiradora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sem a direção do proletariado, esta  revolução cairá sob a direção da  grande burguesia, se submetendo a uma ou outra  potência imperialista. A  direção do proletariado é, portanto, o aspecto de  identidade entre uma  e outra fase da revolução, é o fator que permite que a  revolução  democrático-burguesa se converta em seu contrário, a revolução   socialista. É por isso que, a partir da experiência da Revolução  Chinesa, Mao  caracterizou-a como revolução democrático-burguesa de &lt;b&gt;novo tipo&lt;/b&gt;, ou  Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A&lt;/b&gt; &lt;b&gt;crítica da Internacional Comunista&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mesmo com estas formulações incorretas, o  PCB não se atreve a  meter-se na luta política, cuja situação de crise no país  envolvia de  cima a baixo toda a sociedade, o que poderia ter servido como   importante acúmulo de experiências para seu desenvolvimento posterior e  para a  realidade política nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A I.C. através  de seu Birô Sul Americano, criticará duramente as  formulações apresentadas pelo  PCB, contribuindo enormemente para o  esclarecimento e luta no interior do  partido, principalmente quanto ao  papel do proletariado na revolução  democrática e a importância do  campesinato como aliado primordial do proletariado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Recordemos  que a I.C. já estabelecera em suas teses, desde seu IV  congresso (1922), mas  principalmente em seu VI congresso (1928)&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a9" name="a9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na9"&gt;&lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;, bases sólidas sobre a revolução  nos países dominados.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As teses sobre o movimento revolucionário  nas colônias e semicolônias afirmam que os comunistas deveriam&lt;i&gt;  "tomar parte  ativa no movimento revolucionário de massas dirigido  contra o regime feudal e o  imperialismo, inclusive onde este movimento  estivesse dirigido pela pequena  burguesia, alertando de que por isso os  partidos comunistas não devem se  subordinar em nenhuma circunstância  aos seus aliados temporários".&lt;/i&gt; O PCB,  admitido como membro desde 1924, não assimilara tais contribuições.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sobre o conteúdo e etapa  da revolução brasileira, a IC destacara corretamente que "&lt;i&gt;sob  a hegemonia do  proletariado, a revolução brasileira resolverá todas as  tarefas burguesas  democráticas essenciais, que se lhe apresentarão: 1)  revolução agrária  (libertação das massas camponesas e dos operários  agrícolas de formas feudais e  coloniais de exploração, confiscação,  nacionalização e entrega da terra aos  camponeses e aos operários  agrícolas) 2) libertação do Brasil do jugo do  imperialismo (confiscação  e nacionalização das empresas, das minas, dos  domínios, das empresas,  das vias de comunicação, dos bancos dos imperialistas,  anulação das  dívidas externas; 3) instauração da República Operária e Camponesa   sobre a base dos Soviets, agrupando a classe operária e massa camponesa   (ditadura democrática revolucionária do proletariado e da massa  camponesa&lt;/i&gt;"&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="a10" name="a10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#na10"&gt;&lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Bloco Operário Camponês — BOC&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ao formular  uma tática para a aplicação de sua linha política, o PCB  definiu a formação do  Bloco Operário — BO, reformulado posteriormente  para Bloco Operário Camponês — BOC. O BOC foi constituído enquanto uma  organização de massas legal, através da  qual o PCB jogou as energias na  participação nas eleições e lutas econômicas  nas cidades (no BOC, o  "C" de camponês era uma mera formalidade), expressando  de forma  concentrada os desvios eleitoralistas de sua política reformista. Na   prática terminou por ser uma espécie de partido legal, como um  substitutivo do  partido comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A I.C criticará a  concepção e prática em voga com o BOC e seus  perigos e orienta enquanto medida  prática a necessidade de desenvolver  organizações de massas do proletariado  dentro de grandes fábricas e no  meio sindical, construindo organizações  revolucionárias ilegais, bem  como "&lt;i&gt;empreender a organização de conferências  de camponeses,  meeiros e de arrendatários, propondo nestas conferências o programa  de  reivindicações imediatas e preparando, assim, a base para grandes   organizações revolucionárias de camponeses.&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vejamos que a IC, em seu  IV congresso (1922), já advertia sobre o  risco dos desvios de direita como  principal perigo para o movimento  comunista. Alertando para as ilusões  pacifistas, afirma que o que &lt;i&gt;"caracteriza a situação política mundial no  momento é o fascismo, o estado de sítio e a crescente onda de terror branco"&lt;/i&gt; edescreve este período como um período &lt;i&gt;"entre ondas&lt;/i&gt;", no qual o  "&lt;i&gt;proletariado adotou uma tática defensiva para enfrentar a ofensiva da  contrarrevolução&lt;/i&gt;"&lt;i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tal  compreensão, confirmada pelo V congresso da I.C. (1924), terá  como principal  diretiva o início da campanha de bolchevização dos  partidos, para que estes,  frente à crise do capitalismo e a ascensão do  fascismo, pudessem se preparar  para as batalhas vindouras e romper com  toda a tradição dos velhos partidos  social-democratas da II  internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A  autocrítica&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  PCB assimilará parcialmente a crítica da Internacional Comunista. Com a  publicação em seu órgão oficial &lt;b&gt;&lt;i&gt;A Classe Operária&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;da   crítica feita pela Internacional, abre-se um período de autocrítica no  interior  do partido que ainda não aprofundará suficientemente. O PCB  não conseguirá  superar por completo as limitações e desvios de sua  origem, oscilando em um  movimento pendular entre esquerdismo e  direitismo no período seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Entretanto,  este período que se abre após o III Congresso será o de  sua maior vinculação do  PCB com a I. C. e também o período em que  desenvolverá um maior trabalho de  massas, aumentando a experiência e  assimilação do marxismo-leninismo pelo  partido. Serão realizados  importantes cursos de preparação de quadros pela  I.C.. Assim, o PCB  começa, ainda que com sérias deficiências, a adquirir a  fisionomia de  partido comunista, o que abrirá uma nova etapa em sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na1" name="na1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a1"&gt;1&lt;/a&gt; Astrogildo Pereira, &lt;i&gt;As lutas Operárias que Antecederam a Fundação do Partido Comunista  do Brasil&lt;/i&gt;. Revista problemas Nº39. Abril de1952&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na2" name="na2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a2"&gt;2&lt;/a&gt; Como era  chamado o bolchevismo no país nos primeiros anos do século, que designa  "maioria".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na3" name="na3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a3"&gt;3&lt;/a&gt;  III  Internacional ou Internacional Comunista: fundada em 1919 por  Lenin, põe fim a  II Internacional que havia sido tomada pelo  revisionismo e oportunismo de  Beirstein e Kaustky.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na4" name="na4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a4"&gt;4&lt;/a&gt; &lt;i&gt;Cinqüenta anos de luta, meio  século de existência.&lt;/i&gt; 1972. Ed Maria da Fonte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na5" name="na5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a5"&gt;5&lt;/a&gt; Em  referência a data da queda da Bastilha em 14 de julho de 1789, marco da  Revolução Francesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na6" name="na6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a6"&gt;6&lt;/a&gt; Jules  Humbert Droz, &lt;i&gt;Alguns problemas do movimento revolucionário na América Latina&lt;/i&gt; publicado na  Correspondencia Sul Americana em 30/09/1928, e &lt;i&gt;Sobre los países de América  Latina&lt;/i&gt; in &lt;i&gt;VI congreso de la Internacional Comunista,&lt;/i&gt; Cuadernos  de Pasado y Presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na7" name="na7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a7"&gt;7&lt;/a&gt; Otávio  Brandão. &lt;i&gt;Uma Etapa da História de Lutas&lt;/i&gt;. Publicado  em Imprensa popular em 20 de janeiro  de 1957 &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na8" name="na8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a8"&gt;8&lt;/a&gt; Se refere a revolta de 5 de julho de 1922 e a de São Paulo, a 5 de  julho de 1924.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na9" name="na9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a9"&gt;9&lt;/a&gt;  Para o VI Congresso da IC e suas conclusões, teve grande  importância a  experiência da derrota da Revolução Chinesa de (1924-1927), com a   traição do Kuomitang e sua passagem à contrarrevolução com o massacre de   dezenas de milhares de comunistas. Neste período, Mao Tsetung  desempenhou um  papel decisivo combatendo tanto o oportunismo de direita  (Chen Tu-siu), quanto  o oportunismo de "esquerda" (Chang Kuo-tao),  destacando a importância da luta  armada e dos camponeses como força  principal da revolução chinesa. Iniciou o  Levantamento da Colheita de  Outono, organizou o primeiro destacamento do  exército vermelho de  operários e camponeses e nas montanhas Tchincam,  estabeleceu a primeira  base de apoio da revolução, dando início à segunda fase  da revolução  chinesa, ou Guerra Revolucionária Agrária. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="mceItemAnchor" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8000845986954649124" id="na10" name="na10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso#a10"&gt;10&lt;/a&gt; Jornal &lt;i&gt;A classe Operária&lt;/i&gt; 17 de  abril de 1930&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.anovademocracia.com.br/no-80/3579-pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso"&gt;AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-214998361112926718?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/214998361112926718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=214998361112926718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/214998361112926718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/214998361112926718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/11/pcb-dos-antecedentes-ao-iii-congresso.html' title='PCB: Dos antecedentes ao III Congresso'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-1625321975193942821</id><published>2011-10-31T22:30:00.000-03:00</published><updated>2011-10-31T22:30:12.423-03:00</updated><title type='text'>LULA,. O CÂNCER, O SUS E O EXEMPLO DE FLORESTAN FERNANDES</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;De um comentário de&lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100001458041582"&gt; MARCOS BOTELHO.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Pra  todos que estão sendo contra a campanha para que Lula faça seu  tratamento no SUS, compartilho mais uma vez um relato da vida do grande  homem, intelectual e ex-deputado &lt;i&gt;Florestan Fernandes&lt;/i&gt;. Concordo que a  campanha para o &lt;span style="color: red;"&gt;Lula fazer tratamento no SUS é rasa,&lt;/span&gt;&amp;nbsp; mas o exemplo de  Florestan é tocante:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;.&lt;br /&gt;"Uma das passagens mais interessantes da vida do sociólogo foi relatada na audiência pelo assessor p&lt;span class="text_exposed_hide"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;arlamentar  Laurez Cerqueira, que trabalhou com Florestan durante seu mandato de  deputado (1987-1994). Quase ao fim da vida, já debilitado devido à  hepatite C que contraiu em uma transfusão de sangue, o sociólogo teve  uma crise e foi, sozinho, a um hospital público para ser atendido. Logo  depois, seu filho, o jornalista Florestan Fernandes Jr., o encontrou no  hospital, aguardando o atendimento. Como o pai se recusava a sair da  fila em que estava, o filho teve de pedir a ajuda de um médico para  convencê-lo a ser atendido imediatamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RkxAcNMkcIU/Tq9LHzOnF9I/AAAAAAAAB8c/zDb_XiIgmW4/s1600/fsdafsadfsda.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://3.bp.blogspot.com/-RkxAcNMkcIU/Tq9LHzOnF9I/AAAAAAAAB8c/zDb_XiIgmW4/s320/fsdafsadfsda.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;&lt;br /&gt;Laurez, autor do livro  Florestan Fernandes - Vida e Obra, também contou que, numa fase  seguinte, em estado ainda mais grave, o sociólogo recebeu do médico  orientação para fazer um transplante de fígado. Quando tomou  conhecimento do fato, o então presidente Fernando Henrique Cardoso ligou  para o colega de academia, colocando à sua disposição tudo o que fosse  necessário, inclusive a possibilidade de realizar a operação em  Cleveland (EUA). Florestan recusou a ajuda, argumentando que havia  muitas outras pessoas antes dele esperando pela operação. &lt;i style="color: red;"&gt;"Só aceito se a  oferta for feita a todos"&lt;/i&gt;, teria dito o ex-deputado. Acabou fazendo a  cirurgia no Brasil. &lt;i style="color: red;"&gt;“Esse tipo de conduta é fundamental como referência  de homem público”&lt;/i&gt; afirmou Laurez".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8000845986954649124-1625321975193942821?l=kautscher.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kautscher.blogspot.com/feeds/1625321975193942821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8000845986954649124&amp;postID=1625321975193942821&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/1625321975193942821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8000845986954649124/posts/default/1625321975193942821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kautscher.blogspot.com/2011/10/lula-o-cancer-o-sus-e-o-exemplo-de.html' title='LULA,. O CÂNCER, O SUS E O EXEMPLO DE FLORESTAN FERNANDES'/><author><name>KAUTSCHER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04689048769474124969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_u5T1VKWyw1g/SzJOaP770vI/AAAAAAAABPY/mzR24Pgdkfw/S220/PCB-SECULO+21.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RkxAcNMkcIU/Tq9LHzOnF9I/AAAAAAAAB8c/zDb_XiIgmW4/s72-c/fsdafsadfsda.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8000845986954649124.post-341977932943036293</id><published>2011-10-25T13:03:00.000-03:00</published><updated>2011-10-25T13:03:09.019-03:00</updated><title type='text'>A PROPAGANDA ENGANOSA E O REFORMISMO</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;PcdoB: diga com quem andas ...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;(Nota Política do PCB)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DbxkNNn1kSw/TqbclzE8THI/AAAAAAAAB6s/4CKQVke26QE/s1600/pcb11.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="172" src="http://4.bp.blogspot.com/-DbxkNNn1kSw/TqbclzE8THI/AAAAAAAAB6s/4CKQVke26QE/s400/pcb11.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O programa institucional do PcdoB,  exibido na televisão na última quinta-feira, revela sem disfarce seu  reformismo e oportunismo, além de sua falta de escrúpulos.&lt;b&gt; Assistimos  uma grosseira falsificação da história.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Se nosso Partido fosse legalista,  poderíamos reclamar no Procon,&lt;/b&gt; no TSE, na justiça comum, contra a  tentativa de seqüestro da história do PCB: propaganda enganosa,  falsidade ideológica, estelionato político, apropriação indébita.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Todas as pessoas razoavelmente  informadas, todos os intelectuais, historiadores, militantes políticos e  sociais sabem que o PcdoB foi fundado em 1962, por uma insignificante  minoria do Comitê Central do PCB, após ser fragorosamente derrotada no V  Congresso do nosso Partido. Não foi o único partido maoísta &lt;b&gt;(com nosso  respeito ao inspirador político desta corrente) &lt;/b&gt;fundado no início dos  anos 60. Em quase todos os países, invariavelmente por iniciativa de  minorias dos Partidos Comunistas fundados na década de 20, no bojo da  Revolução Russa, surgiram novos partidos ligados ao Partido Comunista  Chinês, então em divergência com o da União Soviética. Esses novos  partidos adotaram como receita universal a experiência chinesa de  revolução do campo para a cidade. Este também foi o caso do PcdoB que,  aprofundando o afastamento das posições soviéticas, alguns anos depois  se ligou ao Partido do Trabalho da Albânia, aderindo de corpo e alma às  formulações teóricas de Enver Hoxha.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Num roteiro de farsa, o PcdoB, que em  2012 comemorará &lt;u&gt;50 anos &lt;/u&gt;anunciou que completará &lt;u&gt;90&lt;/u&gt;,&lt;/b&gt; apropriando-se, de  forma oportunista, de uma história que sempre repudiou e negou,  sobretudo a ligação do PCB com o Partido Comunista da União Soviética,  com o Movimento Comunista Internacional e &lt;b&gt;inclusive com a Revolução  Cubana, da qual esses dissidentes foram ferrenhos opositores.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Esta tática – de renegar hoje sua  própria trajetória para tentar se apropriar da história que rejeitaram  em 1962 - vem sendo aplicada em razão de uma realidade que os dirigentes  desse partido nunca imaginaram possível: &lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;a reconstrução revolucionária  do PCB&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;. Com a transformação do PcdoB numa organização social-democrata  na prática (na linha política e no caráter do partido), precisam fingir  que são o PCB, fundado em 1922, confundindo a opinião pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para falsificar a história, exibiram  como membros do PcdoB camaradas que morreram antes da criação deste  partido e outros que, na cisão de 1962, notoriamente ficaram com a  maioria, permanecendo no PCB.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A manipulação mais grosseira, absurda e  desrespeitosa foi a de querer reivindicar os legendários Luiz Carlos  Prestes e Olga Benário como expressões do partido que fundaram em 1962.  &lt;/b&gt;Na verdade, os principais protagonistas dos embates políticos travados  no momento desta cisão foram João Amazonas, que liderou a fundação  daquele PCdoB original, e Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança,  que ficou no PCB e foi seu Secretário Geral até 1979, quando saiu do  Partido, por divergências com a maioria de sua direção.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Se o &lt;u&gt;&lt;i&gt;verdadeiro comunista&lt;/i&gt;&lt;/u&gt; João Amazonas  estivesse vivo ficaria envergonhado &lt;/b&gt;de assistir à manipulação de sua  própria história e pelo reformismo que tomou conta do partido que criou,  pensando que seria revolucionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No conteúdo político do programa o  reformismo aparece com toda a sua expressão. Em 2011, exibem um programa  eleitoral voltado para as eleições de 2012! &lt;b&gt;Como todos os partidos da  ordem, passam os anos ímpares se preparando para as eleições dos anos  pares!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com efeitos especiais, exibiram cinco  atuais parlamentares que já estão em campanha para prefeituras, uma  manobra comum a todos os partidos eleitoreiros. &lt;i&gt;No meio de seus  mandatos, sem risco de perder nada, senadores e deputados federais se  candidatam a prefeitos de grandes cidades. Ganham de qualquer forma.  Vencendo as eleições, se tornam prefeitos. Se as perdem, antecipam em  dois anos a campanha para sua reeleição ao parlamento.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O discurso pasteurizado apresentado por  esses candidatos não tem qualquer diferença com o de qualquer político  profissional da burguesia. Eis os adjetivos com que definem como serão  as cidades que governarão, caso eleitos: limpas, tranqüilas, planejadas,  de paz, organizadas, humanas, sustentáveis, dignas, justas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em 10 minutos de programa, não houve  menção alguma ao imperialismo e ao capitalismo.&lt;/b&gt; Parece que, para esse  partido, nem o imperialismo está inventando guerras contra os povos &lt;b&gt;nem  os trabalhadores do mun
